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Muita calma nesta hora

Sessões de acompanhamento psicológico, planos de metas e de estudos ajudam concurseiros a lidar com a ansiedade e com a falta de autoconfiança

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postado em 13/01/2014 10:32 / atualizado em 13/01/2014 10:33

Mariana Niederauer

Ed Alves
Questionamentos acerca da própria capacidade, desânimo e estresse são comportamentos comuns que afligem quem tem um objetivo a atingir. Para os concurseiros, o quadro não é diferente. A luta para garantir uma vaga nas instituições públicas não é definida apenas por horas de estudo, revisões e exercícios, mas também pelo equilíbrio emocional do candidato na hora da prova. A solução? Respirar fundo é um começo, porém recursos como acompanhamento especializado, planos de estudo e de metas também prometem auxiliar o candidato.

Entre as alternativas para lidar com o problema, o professor da Vestcon Márcio Micheli destaca que o processo de coaching para concursos, com base em metodologias e técnicas pensadas para cada indivíduo, ajuda a reconhecer os hábitos ruins que geram esses pensamentos negativos. “Muitos alunos chegam às sessões de orientação sabendo o que não querem, que é ficar desempregado, e, assim, acabam se concentrando no assunto que gera frustração. O mais importante é saber aquilo que se quer para o futuro”, comenta o coach. Micheli também destaca que estar ciente de qual é a vocação de cada um no serviço público, além de contar com um plano adequado para alcançar o objetivo, contribui para controlar esse comportamento prejudicial.

Juliana Lyra Menezes, 33 anos, procurou ajuda profissional para superar o problema. Formada em direito, ela prestou cerca de 10 concursos públicos para analista desde 2006, chegou a passar em alguns, mas a tão sonhada nomeação nunca ocorreu. Sentindo-se frustrada e insegura, ela buscou orientação. “O processo me ajudou a perceber que meu problema não eram os estudos, mas o meu lado emocional. Antes do término dos encontros, eu já consegui perceber que estava com um controle maior sobre a minha ansiedade, e fiquei mais tranquila para seguir minhas metas”, lembra Juliana, que foi empossada recentemente na Procuradoria-Geral da República (PGR).

Domínio das emoções
Buscar o autoconhecimento e entender como funciona o universo dos concursos sãos as indicações do psicólogo Fernando Elias José para quem precisa dominar os sentimentos na hora de investir nos estudos e avaliações. “Quanto mais você se conhecer, mais facilmente lidará com o emocional no momento certo”, afirma. O especialista explica que o acompanhamento psicológico pode ajudar os candidatos a analisarem os acontecimentos e até a decidir se o preparo para carreiras públicas é ou não aquilo que realmente desejam. “Serviço público não é uma solução mágica para a área profissional, mas uma alternativa de trabalho mediante seleção. Nesse processo, nem sempre aquele que estudou mais é quem vai passar, mas aquele que administra melhor as emoções e se planejou para o momento.”

A saída que Thawana Moura, 25 anos, encontrou para lidar com o negativismo foi focar na inteligência emocional. Grávida de quatro meses e com uma filha de 3 anos em casa, Thawana  afirma ter consciência da importância do equilíbrio para a aprovação. “Sempre fui ansiosa,  por isso, frequentei palestras de como lidar com esse sentimento e procurei aprender com os exemplos de outros candidatos”, conta.

Palavra de especialista
Incentivo ou pressão?


Para quem se prepara para se submeter às provas de concurso público, ou mesmo vestibular e apresentações de conclusão de curso, a ansiedade leve ou moderada é saudável quando podemos utilizá-la como um catalisador do processo de preparação, ou seja, quando os sintomas ajudam a prever situações e a se manter atento. Para níveis baixos de ansiedade, não é preciso fazer mais do que aumentar os intervalos de descanso, cultivar o ócio e se dar o tempo necessário para adquirir as habilidades para obter o sucesso que pretende. Já aqueles que percebem um nível maior desse comportamento, principalmente quando há dores, perda de memória e outros desequilíbrios, é preciso procurar ajuda profissional.


Valmor Borges, psicólogo clínico
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