SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

SELEÇÃO »

Quase lá

Na reta final dos estudos para concursos, o preparo psicológico é tão importante quanto saber o conteúdo do edital. Veja dicas de especialistas para lidar com o nervosismo e o branco na hora da prova

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 10/02/2014 10:50 / atualizado em 10/02/2014 10:51

Ana Rayssa
Estudar para um concurso público não é fácil e exige muito tempo de preparo e de dedicação. No começo, a empolgação e a esperança de conquistar a vaga tão sonhada estão mais presentes. Até o próximo mês, os candidatos de pelo menos sete certames locais e nacionais farão as provas. Hoje, será a vez dos inscritos nas seleções do Banco do Brasil e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Ainda em fevereiro, os candidatos da Polícia Federal farão as provas e, em março, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Companhia Energética de Brasília (CEB), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a Fundação Universidade de Brasília (FUB) convocam para as avaliações. Mas como proceder na reta final, quando o candidato já está cansado de estudar ou na correria para absorver todo o conteúdo que ainda não conseguiu analisar?

Para Fernando Elias, psicólogo especialista em orientar concurseiros e vestibulandos, a boa preparação para uma prova deve ser dividida em três tópicos: estudo técnico, organização emocional e uma pitada de sorte. “Esses três fatores devem avançar conjuntamente. Não adianta nada estudar intensamente alguns tópicos e deixar de lado o preparo emocional e a calma na hora de fazer a prova. E, em alguns momentos, a sorte também faz parte da aprovação”, diz.

Quando o candidato tenta absorver conhecimento em um intervalo curto de tempo, mas sem uma base concreta da lógica e da essência da matéria, acaba preparando o terreno para o famoso “branco” na hora da prova. “O branco é um esquecimento momentâneo por conta de estresse, ansiedade ou sensação de pressão, e deve ser controlado no instante para que a informação seja novamente lembrada. Já o esquecimento é algo que não ficou bem fixado na memória. O conhecimento captado pela memória de curto prazo deve ser trabalhado para que migre para a memória de longo prazo. Só assim a pessoa realmente aprende sobre o assunto”, diferencia Elias.

O psicólogo também afirma que é melhor priorizar a qualidade do estudo, e não a quantidade. “Cada um tem uma capacidade intelectual diária e devemos ir até o limite. O corpo pede descanso e assim deve ser feito”, diz. Fernando Elias diz ser importante também dar uma pausa de ao menos 15 minutos a cada uma hora ou uma hora e meia de estudo. Já nos dias que antecedem a tão esperada prova, o ideal é só revisar o que já foi estudado e acreditar que aquilo é suficiente para a aprovação. “Tentar agregar novos conhecimentos e não relaxar nos momentos anteriores à prova é um dos maiores erros cometidos por concurseiros. É preciso ter autoconfiança”, conclui.

Jéssica Lina, 22 anos, formada em sistemas de informação, participará da seleção do Banco do Brasil hoje, para a qual se prepara há três meses. Mesmo com um bom domínio dos conhecimentos básicos e específicos, ela estudou bastante durante a última semana e não descansou nem no sábado. “Consegui adquirir grande parte do conteúdo de português e de informática cobrado em concursos, mas, mesmo assim, acho o conteúdo programático bem extenso e difícil de se concluir tudo”, diz. Ela pretende prestar ainda os concursos da Caixa Econômica Federal e da CEB.

Já o empresário Cesar Kazuo, 24 anos, que também fará a prova do Banco do Brasil, conseguiu revisar todas as matérias e estudar o conteúdo quase que por completo, por isso, aproveitou para descansar na reta final. “Até domingo passado, eu tinha estudado 95% do edital e, na última semana, fiquei fazendo questões comentadas. Nada de conteúdo novo na cabeça”, conta. “Estou tentando trabalhar o psicológico para não ficar muito nervoso. Sábado foi dia de relaxar e comer apenas comidas mais leves”, completa.

Últimos momentos
Para o coach de concursos Alessandro Marques, a hora da prova é apenas a junção de todos os sentimentos e resultados da preparação do candidato. “A prova é a gota d’água de uma boa ou má preparação. Se o candidato está inseguro e realmente não conseguiu assimilar as matérias, vai ficar nervoso na hora de responder às questões, mesmo que esse tipo de nervosismo não seja característico dele”, diz. De acordo com o coach, o concurso é um projeto de vida e deve ser dividido em etapas. Se a estabilidade do serviço publico é uma demanda urgente, talvez prestar concurso para nível técnico inicialmente e depois continuar se dedicando para ingressar em cargos mais altos possa ser uma boa solução.

Como dica na hora da prova, Marques sugere ao candidato fazer de duas a três pausas. “Ir ao banheiro, caminhar, se alongar e até comer algo que dê energia, são formas de relaxar e de se livrar da tensão num momento que o candidato não consegue se concentrar ou tem alguma dúvida. Depois da pausa, é só reler a questão e retomar o foco”, completa.

Evite
Confira alguns dos principais erros dos concurseiros:


» Falta de objetivos claros: prestar um ou vários concursos, mas sem saber sequer para quê, ou seja, não ter foco nem planejamento consistentes.
» Acúmulo de frustrações: prestar diversos concursos e nunca ser aprovado acaba tendo um alto custo de inscrições. O candidato soma frustrações e, às vezes, não adquire experiência.
» “Salto alto”: a autoconfiança excessiva e o pré-julgamento de que se está bem preparado para uma prova pode ser um grande erro. Analisar o nível de cobrança de provas anteriores é a sugestão.
» Deixar-se abater pela opinião alheia: a autoconfiança pode ser abalada pelas opiniões de quem não sabe como é a rotina de estudos ou até mesmo pelo desejo de pessoas próximas que preferem que o candidato siga outra carreira.
Tags:

publicidade

publicidade