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Todos querem a Caixa

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postado em 31/03/2014 10:18 / atualizado em 31/03/2014 10:20

Ana Rayssa
Mais de um milhão de brasileiros disputaram ontem nove vagas para contratação imediata e 374 de cadastro de reserva em dois concursos da Caixa Econômica Federal, de nível médio e superior. Foi a maior seleção pública já feita em 2014. Tamanha mobilização tem justificativa. Apesar do baixo número de posições em aberto, é provável que o banco aproveite um maior contigente de aprovados. Boa notícia, principalmente, para quem concorreu às vagas de nível médio, com mais chances de nomeação.

É o que espera a bancária paulistana Andressa Stefany dos Santos, 23 anos, que vê no concurso da Caixa a chance de mudar de cidade e também de vida. Moradora do Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo, ela veio fazer provas em Brasília. Se aprovada, pretende morar com o namorado, o assistente financeiro Marciel de Araújo Sousa, 25. “Nos conhecemos pelo bate-papo na internet e nos apaixonamos”, conta Marciel. “Se eu passar, venho para Brasília na mesma hora”, garante ela.

Andressa está de olho na remuneração oferecida para o cargo de técnico bancário: R$ 2.025. Já a estudante Brenda Vaz Vilaça, 20, tem interesse mesmo é na curta jornada de trabalho, de seis horas diárias, ou 30 horas semanais. “Como faço faculdade de enfermagem, tentaria conciliar os horários do banco com as aulas na UnB (Universidade de Brasília)”, explica a moradora de Taguatinga Norte. Brenda diz ter estudado dois meses para a prova. Mas acha que não conseguiu ver todo o conteúdo. “Ficou faltando aperfeiçoar mais a parte de matemática financeira e de lógica, que são as matérias que eu tenho mais dificuldade”, conta.

São justamente essas disciplinas que Cristiano Barros, 19, mais gosta de estudar. “Tenho muito interesse por temas financeiros, de como o dinheiro circula na economia”, diz. Se aprovado, Cristiano, recém-formado no ensino médio, pretende ingressar na graduação. “Esse concurso pode ser a ponte para a minha faculdade de ciência da computação”, sonha.

Objetivo diferente tem o estudante Bruno César Naves, 40. “Se eu passar, saio de Goiânia, onde moro atualmente, e venho para Brasília, cidade em que morei por cinco anos”, garante. Se não é tão novo quanto seus adversários, Bruno compensa com o esforço extra. “Estudei durante dois meses, pelo menos quatro horas por dia. Acho que consegui rever todas as matérias do edital”, conta.

Também estudante, Pedro Moura da Silva, 21, nem sequer abriu os livros. Mas não foi por negligência. Vendedor de balas, ele ajuda a mãe no sustento da casa. “Sempre fico atento aos certames. Quando percebo que vai acontecer um grande, como esse da Caixa, armo a banca para tirar uns trocados”, frisa. Bolsista de uma faculdade, onde cursa o 5º semestre de direito, Pedro não pretende fazer concursos. “Só se for por alguma fatalidade”, ri. Na verdade, ele tem planos maiores. “Quero advogar”, avisa. (DB)


Engarrafamentos
A disputa pelo concurso da Caixa Econômica Federal, que teve mais de 1,1 milhão de inscritos, foi tão grande que causou transtornos no trânsito nas cidades onde as provas foram aplicadas. Em Salvador, diversos bairros ficaram completamente parados. O mesmo ocorreu em Brasília, com motoristas enfrentando engarrafamentos próximos aos locais de exames.
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