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9 mil disputam cargo na Defensoria do DF

Candidatos fazem prova no feriado de olho em 60 vagas com salário inicial de R$ 5.241

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postado em 22/04/2014 10:41

Tiago Alves, policial militar de Goiás, enxergou no certame uma oportunidade de mudar de emprego e se tornar analista jurídico  (Guilherme Araújo/CB/D.A Press) 
Tiago Alves, policial militar de Goiás, enxergou no certame uma oportunidade de mudar de emprego e se tornar analista jurídico

Sem tempo para almoçar, Tatiana Araújo apelou para o salgadinho (Guilherme Araújo/CB/D.A Press) 
Sem tempo para almoçar, Tatiana Araújo apelou para o salgadinho


Enquanto milhares de pessoas comemoravam ontem o aniversário de Brasília, outras preferiram abrir mão do feriado para tentar ingressar na carreira pública. Quase nove mil inscritos disputaram um salário inicial de R$ 5.241, nas provas do concurso da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), aplicadas na capital. O certame abriu 60 vagas de nível superior para o cargo de analista de apoio à assistência jurídica, sendo 15 para convocação imediata e 45 para cadastro de reserva.

As provas foram realizadas no Centro Universitário de Brasília (UniCeub) e na Unieuro, localizada na 916 Norte. Os organizadores da banca, a Fundação Getulio Vargas (FGV), fecharam os portões da Unieuro pontualmente às 13h. A faculdade esperava receber 1.415 inscritos, mas compareceram 1.077. A FGV informou ao Correio que 338 candidatos não estiveram no local da prova. O teste terminou às 18h, mas os candidatos puderam sair com o caderno a partir das 16h45. Cerca de 5 mil inscritos realizam o certame no UniCeub, com tempo para entregar a prova também às 18h.

No teste, foram exigidos conhecimentos em língua portuguesa, organização e princípios institucionais da DPDF, direito constitucional, direito administrativo, processo penal, processo civil, direitos do consumidor e direitos da criança e do adolescente. Para se habilitar à competição, o concurseiro precisava ter graduação em direito.

De acordo com o órgão do GDF, apesar de o Dia de Tiradentes ser uma data incomum para a realização de provas, marcar concursos em feriados não é ilegal, pois não há legislação específica que proíba a prática. A DPDF acrescentou que não recebeu nenhuma reclamação quanto à data por parte dos inscritos.

Mas a candidata Marina Pereira, 32 anos, descorda dessa afirmação. Ela chegou três minutos atrasada no local da prova e não pôde participar do concurso, alegando que o trânsito estava complicado em razão das comemorações do aniversário de Brasília, realizadas na Esplanada dos Ministérios. Ela estudou seis meses para o certame. “Infelizmente não foi dessa vez. Agora é tentar a próxima oportunidade”, desabafou. A estudante já tem em vista o concurso da Polícia Civil do DF.

 A advogada Taise Ribeiro, 26, não se atrasou e chegou 15 minutos antes de o portão fechar. Sua queixa foi direcionada ao conteúdo da prova, receando que a parte específica pode prejudicá-la. “Achei difícil, mas a concorrência não me assusta”, ressaltou. São 599 candidatos em cada uma das 15 chances disponíveis de provimento imediato. “Estudei três meses. Se não der nessa vez, arrisco no próximo”, completou. Victor Humberto Alves, 23, veio de Goiânia para fazer a prova e comentou a sua estratégia para ser aprovado. “Deixei as leis da defensoria para estudar nos últimos dias. Assim, a chance de esquecer é menor”, revelou.

O candidato Tiago Alves, 28, é policial militar do Goiás e resolveu fazer a prova para tentar mudar de profissão. “Nossa atual condição de trabalho é insalubre. Busco um salário melhor nessa oportunidade”, explicou. Ele estudou para a prova por dois anos, mas acredita que a área jurídica pode ter pesado na hora de preencher o gabarito. A advogada Tatiana Araújo, 30, reclamou do horário de aplicação de prova estipulado pela FGV. “Não deu tempo nem de almoçar. Vou ter que comprar um salgadinho para enganar a fome”, suspirou.

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