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Foco nos estudos

Com tantas opções de distração para deixar os livros de lado, fica difícil manter a concentração na hora de estudar para os concursos. Veja como encontrar disposição

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postado em 18/05/2014 10:39 / atualizado em 18/05/2014 10:41

Janinde Moraes

Manter a concentração é mais um desafio para quem tenta vagas no serviço público. Na hora de prestar atenção ao conteúdo estudado, redes sociais, televisão e geladeira são iscas para que concurseiros desperdicem tempo. Mesmo os candidatos mais disciplinados encontram dificuldades para manter o foco no livro ou na aula no momento dos estudos.

O contador Dídimo Tavares, 37 anos, faz parte desse grupo que supera a tentação das redes sociais. “Nunca fui muito ligado a elas”, comenta. Ainda assim, o candidato enumera problemas que atrapalham a otimização do tempo dedicado ao estudo. “O sono e o cansaço físico dificultam ainda mais a concentração e não nos deixam manter o foco total nos exercícios”, reclama. Quando Dídimo nota que não consegue assimilar o conteúdo, prefere fazer um intervalo. “Eu me levanto, estico as pernas e bebo água. Se estiver muito complicado, saio para correr com meu cachorro”, diz.

Pausas durante períodos de dispersão são bem-vindas, segundo o psicólogo Lucas Bezerra. A dica do especialista é que o candidato cronometre quanto tempo consegue estudar sem perder o foco e utilize o resultado como parâmetro. “Além de favorecer o comprometimento, já que se busca uma meta a ser cumprida, o estudante ganha satisfação ao ver que conseguiu se manter concentrado durante aqueles minutos”, sugere.

Para Juliana Pivotto, especialistas em concursos públicos e sócia-diretora da editora Nova Concursos, é preciso que o concurseiro se permita relaxar. A especialista recomenda pausas de 10 minutos que sirvam como recompensa ao fim de um turno de estudos. “Não adianta forçar a concentração quando se está cansado e o conteúdo é maçante”, afirma.

O foco também pode desaparecer na sala de aula, mesmo quando o aluno se sente motivado. “Existem aulas nas quais a gente até tenta manter a atenção, mas o professor não tem boa didática e aí fica difícil”, admite Flávio Leal, 33 anos. Para evitar a dispersão, ele procura formas de deixar a matéria mais interessante. “Faço os exercícios antes que os professores passem o conteúdo. Assim, vou com dúvidas ao cursinho e elas são sanadas durante a explicação.”

Identificar o problema
Quem se dedica a passar em concurso público deve ficar atento para identificar focos de distração, que nem sempre são fáceis de descobrir. De acordo com Juliana Pivotto, fatores como cansaço, acesso fácil à tecnologia e interferência de outras pessoas podem dispersar o candidato sem que ele perceba. “Os estudantes precisam exercitar o autocontrole para não enganarem a si mesmos. Às vezes, eles acreditam que uma rápida checada nas redes sociais não vai atrapalhar, quando, na verdade, ela só atrasa os estudos”, afirma.

Se o candidato não consegue passar longas horas sem dar uma olhada nas redes sociais, a solução é se desligar delas. É o que sugere Sérgio Bautzer, professor de legislação especial do curso preparatório Estúdio Aulas. “Esses aplicativos são os maiores vilões que roubam a atenção do concurseiro. Se o aluno tem um smartphone com acesso às redes, o ideal é trocá-lo”, propõe.

Porém, às vezes, o que não funciona para alguns candidatos pode ser a melhor estratégia para outros. Estudos em grupos ou pela internet só podem ser feitos caso o concurseiro se sinta seguro de que tais meios não vão piorar a concentração. “Há cursos preparatórios que publicam conteúdo em redes sociais, o que pode ser uma solução para adeptos dessas mídias”, pondera o psicólogo Lucas Bezerra.
Prepare-se
Saiba quais são as principais distrações nos estudos e como evitá-las:

Os vilões

» Ansiedade: a pressão de obter um bom desempenho numa prova pode gerar aumento da ansiedade e, consequentemente, dificuldade de concentração para os estudos.
» Interferências externas: a ligação de um amigo, um e-mail inocente ou até mesmo barulhos externos podem atrapalhar a concentração. Essas interferências são tão sutis que, muitas vezes, passam despercebidas.
» Tecnologia: comunicação entre amigos em grupos de conversa, redes sociais ou leituras em sites em momentos não programados podem tomar muito mais tempo do que o concurseiro possa imaginar.
» Falta de uma rotina: misturar ações do dia a dia com a rotina de estudo pode tornar tudo uma verdadeira confusão e diminuir o tempo e a qualidade do estudo.

Como driblá-los
» Relaxamento: baixe o fluxo dos pensamentos a um nível parecido com a meditação. Para isso, foque na respiração. Preste atenção no ar que entra e sai dos pulmões, na quantidade e na intensidade.
» Focar em algum ponto estático: imagine a chama de uma vela e tente controlar o movimento com a mente. O desafio aqui é não pensar em nada — o que é bem difícil.
» Desligar aparelhos eletrônicos: para não ficar cansativo, o
concurseiro pode transformar os estudos em jogos com etapas a
serem vencidas. Acumule pontos e se dê prêmios, como descansos
ou acesso às redes sociais.
» Estabelecer uma rotina: não misture tarefas. Tome café na hora do café, fique com seus filhos na hora determinada para isso e só trabalhe quando chegar a hora.
» Check-list: estabeleça um cronograma de estudos, com todos os tópicos a serem cumpridos por dia.

Fonte: Juliana Pivotto.

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