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40.151 vagas em disputa

Concursos oferecem oportunidades com rendimento mensal de até R$ 23,9 mil. Várias seleções encerram inscrição nesta semana

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postado em 09/06/2014 12:22 / atualizado em 09/06/2014 12:25

Diego Amorim

Salas de cursinhos estão lotadas. Para especialistas, concurseiros não devem desviar o foco, apesar da tentação dos jogos da Copa do Mundo (Zuleika de Souza/CB/D.A Press - 22/12/13) 
Salas de cursinhos estão lotadas. Para especialistas, concurseiros não devem desviar o foco, apesar da tentação dos jogos da Copa do Mundo


Ainda que os protestos de rua não se confirmem e os jogos ocorram na máxima tranquilidade, não vai ter Copa do Mundo para a maioria dos candidatos a uma vaga no serviço público. Radicalismo ou não, a orientação dos gurus dos concurseiros é abstrair o clima de festa e apreensão em torno do Mundial no Brasil e manter o foco nas aulas e apostilas. Para conquistar a idolatrada estabilidade do funcionalismo, dizem eles, não dá para perder o ritmo de estudos.

Há 75 concursos nacionais, estaduais e municipais com inscrições abertas em todo o país. São 40.151 vagas para diversos cargos e níveis da carreira. O maior salário da lista é o oferecido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região — para atuação no Espírito Santo e no Rio de Janeiro —, que selecionará 56 juizes federais substitutos. Os aprovados terão um salário mensal de R$ 23.997. A inscrição para a acirrada seleção custa R$ 190 e o prazo termina amanhã.

Ainda na área jurídica, o estado do Paraná abriu 129 vagas para defensor público, com salário de R$ 11.377. Nesse caso, há mais tempo para se inscrever: até 27 de junho. Na mesma região, no Rio Grande do Sul, a Secretaria de Fazenda disponibiliza 100 vagas de auditores fiscais da receita estadual. Para disputar a vaga e o atraente salário de R$ 19 mil, interessados precisam marcar presença na prova até esta quarta-feira.

Na mira de milhares de concurseiros convictos estão, ainda, certames para as polícias no Brasil inteiro. Até 7 de julho, candidatos podem se inscrever para a seleção da Polícia Militar do Rio de Janeiro, que precisa preencher 6 mil vagas, com salário não informado. As polícias Civil e Militar de São Paulo também abriram seleções. A Polícia Civil de Santa Catarina tem 66 oportunidades para quem sonha em ser delegado. A remuneração é de R$ 13.184.

Concorrência
Para quem almeja o serviço público, mas não quer morar fora de Brasília, um dos concursos do momento é o da Secretaria de Educação do Distrito Federal. São 6,5 mil vagas temporárias para professor, com salário variável. As inscrições para o processo seletivo começarão na próxima quinta-feira e seguirão até 8 de julho. A taxa é uma das mais baixas: R$ 36. Pela quantidade bastante considerável de chances, essa seleção tem atraído milhares de candidatos.

Este mês, serão abertas as inscrições de outro concurso local que deve provocar rebuliço entre os candidatos, na opinião do professor de cursinho Valter Silva. A Secretaria de Saúde do DF oferecerá 6.334 vagas, e o destaque é o cargo de técnico em enfermagem — 1.642 vagas e salário inicial de R$ 1.728,25 para 30 horas semanais de trabalho. “A surpresa desse edital é que os candidatos precisarão estudar raciocínio lógico e matemática, disciplinas que tinham sido excluídas da prova de saúde”, comenta. “Quem quiser passar tem que esquecer Copa do Mundo”, emenda ele.

Para o advogado e professor Mariano Borges, um dos concursos mais esperados é o do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), com previsão de lançamento neste ano. “Esse vai tirar muita alma do purgatório”, brinca. Às vésperas do Mundial, conta Borges, as salas de aulas permanecem cheias. “Quem tem a pretensão de ser aprovado não pode pensar em festa. Não dá para ter tudo na vida”, comenta, defendendo uma mentalidade que ele mesmo considera “ortodoxa e xiita”. “A concorrência está cada vez mais pesada. O povo está muito preparado. Não dá para estudar e se dedicar a outras coisas ao mesmo tempo”, insiste.
Contratação polêmica
A polêmica envolvendo funcionários terceirizados que ocupam postos destinados a servidores concursados atingiu a Suprema Corte. Apesar de, desde 2008, uma resolução prever a contratação de 78 especialistas na área de Comunicação Social, o Supremo Tribunal Federal (STF) insiste em chamar temporários para a função. Nos últimos seis anos, 11 contratos foram firmados com empresas para a prestação de serviços na área, envolvendo valores de até R$ 14 milhões. Nesse período, apenas três vagas foram abertas para concurso, em edital publicado em 2013.

No total, 195 pessoas trabalham hoje no STF sem concurso: 30 na rádio, 130 na TV Justiça e 35 no atendimento à imprensa, fotografia, clipping e internet. Uma licitação está, inclusive, sendo preparada para a contratação de mais uma empresa e para o preenchimento de 164 postos.

A previsão de 78 cargos para o cargo de analista judiciário, especialista em comunicação social, definida pela Resolução nº 355/2008, do STF, foi ignorada. Em ata de 2 de abril de 2008, o órgão optou por postergar a realização de concurso para essas vagas. Um certame foi aberto, com mais de uma centena de postos para analista, mas nenhuma para comunicação social.

Resposta

A coordenadora-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe), Mara Weber, afirma que o problema é comum no Judiciário. “Temos uma luta histórica contra a terceirização em várias áreas, inclusive na de segurança”, diz.

Por meio de nota, o STF afirmou que “a Resolução nº 513, de 5 de novembro de 2013, previu, para a Comunicação Social, o total de cinco cargos, todos atualmente providos por meio de concurso público realizado naquele mesmo ano”. Ponderou ainda que, por não se tratar de atividade-fim, “a terceirização é opção que decorre do juízo de conveniência e oportunidade”.  
 
 
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