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Inscrições para 325 vagas de 26 especialidades terminam amanhã. Salários passam de R$ 4 mil

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postado em 28/07/2014 10:03

As colegas Ana e Braulina tentam conciliar estudos e rotina laboral (Pedro Henrique/Esp. CB/D.A Press ) 
As colegas Ana e Braulina tentam conciliar estudos e rotina laboral


Cinco anos após o último concurso realizado pela instituição, em 2009, o Hospital das Forças Armadas (HFA) abre 190 oportunidades para nível superior e 135 para nível médio. Os cargos contemplam 26 especialidades diferentes. Interessados devem se apressar: as inscrições se encerram amanhã (28) pela internet.

Para ser habilitado na prova escrita, que deve ser aplicada em 21 de setembro, o candidato terá de fazer 50 pontos ou mais e não zerar em nenhum conteúdo. O concurseiro de nível superior poderá enviar diplomas e certificados para participar da avaliação de títulos, que, embora não seja obrigatória, tem caráter classificatório.

As provas escritas, tanto de nível médio quanto de nível superior, serão compostas por 60 questões e pouco diferem em conteúdo. Em ambas serão cobradas 10 questões de língua portuguesa e 10 de noções de legislação, além de 35 questões de conhecimentos específicos na especialidade para a qual a vaga é pretendida. Haverá ainda cinco questões de noções de informática para cargos de nível médio e cinco questões de políticas de saúde para cargos de nível superior.

“Não se iludam com provas fáceis de anos anteriores feitas pela banca examinadora, o Cetro Concursos. Ano passado, houve concurso da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e a banca mostrou perfil mais complexo. Meus alunos não esperavam pelo jeito da prova, que estava mais difícil que de costume”, alerta Fabrício Dutra, professor de língua portuguesa do Gran Cursos. O professor orienta que os concurseiros tenham o hábito de ler, pois as questões são feitas a partir de textos que costumam ser cansativos. “Quem pratica a leitura não se cansa fácil. Quem domina regras de crase, pontuação e concordância tem grandes chances de conseguir pontos”, diz Dutra.

No conteúdo de noções de legislação — comum para as provas de níveis médio e superior —, será cobrada a Lei nº 8.112/1990. O professor de direito constitucional do Alub Concursos João Alexandre Viegas Costa Neto destaca que os estudos devem ser direcionados para provimento, vacância e regime disciplinar. “A banca não costuma cobrar jurisprudência e interpretação. É indicado focar na leitura do texto e na esquematização da lei”, afirma. Para saber regras, prazos e correlação entre os artigos da norma, não há para onde fugir: é preciso recorrer à memória. “Crie mecanismos que facilitem a memorização, como tabelas com prazos e tabelas relacionando arquivos. Os melhores métodos são de mnemônica”, aconselha o professor.

Correria para estudar
Candidatos que trabalham e estudam têm uma dificuldade a mais. É o caso da enfermeira Ana Carmosina da Silva, 48 anos, que tenta uma das 26 vagas da especialidade para o HFA. “Tenho que trabalhar e estudar. É muita correria. Paguei cursinho, mas vou dia sim, oito não”, diz. Colega de Ana, a enfermeira Braulina Coimbra, 46 anos, também entra na disputa. Para ter mais chances de aprovação, se inscreveu em mais de uma seleção. “Estou estudando para o concurso da Secretaria de Saúde do DF. Como as matérias são parecidas, aproveitei o embalo e fiz a inscrição no do HFA”, conta.

Para lembrar
Processo em que se estabelecem associações ou referências para tornar a memorização mais eficaz

 

O que diz o edital
Concurso público do Hospital das Forças Armadas

Cargos: 26 especialidades de níveis médio e superior
Remuneração: R$ 3.070,82 a R$ 4.182,90
Carga horária: 20h, 30h ou 40h
Inscrições: 9 a 28 de julho
Taxas: R$ 50 (nível médio), R$ 70 (nível superior, exceto medicina) ou R$ 90 (para médicos)
Prova escrita: 21 de setembro
Avaliação de títulos: 5 a 7 de novembro
Edital e inscrição on-line: www.cetroconcursos.org.br

Passe bem / LÍNGUA PORTUGUESA

Repito, Sofia comia bem, dormia largo e fofo. Chegara ao fim da missão das Alagoas, com elogios da imprensa; a Atalaia chamou-lhe “o anjo da consolação”. E não se pense que este nome a alegrou, posto que a lisonjeasse; ao contrário, resumindo em Sofia toda a ação da caridade, podia mortificar novas amigas, e fazer-lhe perder em um dia o trabalho de longos meses. Assim se explica o artigo que a mesma folha trouxe no número seguinte, nomeando, particularizando e glorificando as outras comissárias – “estrelas de primeira grandeza”.
Nem todas as relações subsistiram, mas a maior parte delas estavam atadas, e não faltava à nossa dona o talento de as tornar definitivas. O marido é que pecava por turbulento, excessivo, derramado, dando bem a ver que o cumulavam de favores, que recebia finezas inesperadas e quase imerecidas.
Sofia, para emendá-lo, vexava-o com censuras e conselhos, rindo:
— Você esteve hoje insuportável; parecia um criado. Sofia é que, em verdade, corrigia tudo. Observava, imitava. Necessidade e vocação fizeram-lhe adquirir, aos poucos, o que não trouxera do nascimento nem da fortuna. Cortou as relações antigas, familiares, algumas tão íntimas que dificilmente se poderiam dissolver; mas a arte de receber sem calor, ouvir sem interesse e despedir-se sem pesar, não era das suas menores prendas; e uma por uma se foram indo as pobres criaturas modestas, sem maneiras, nem vestidos, amizades de pequena monta, de pagodes caseiros, de hábitos singelos e sem elevação.
ASSIS, Machado de. Obra Completa. Rio de Janeiro: Editora José Aguilar, 1962. p.759. Adaptado.

Levando em consideração o texto como um todo e as orientações da prescrição gramatical no que se refere a textos escritos na modalidade padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta referente a trechos do quarto parágrafo.
(A) No trecho: “Cortou as relações antigas, familiares, algumas tão íntimas que dificilmente se poderiam dissolver”, a substituição da expressão destacada por “poderia ser dissolvida” é correta gramaticalmente, mas implica prejuízo semântico.
(B) Nos trechos: “algumas tão íntimas que dificilmente se poderiam dissolver”, “despedir-se sem pesar” e “uma por uma se foram indo as pobres criaturas modestas”, as três ocorrências da palavra destacada têm o mesmo valor semântico.
(C) No período: “mas a arte de receber sem calor, ouvir sem interesse e despedir-se sem pesar, não era das suas menores prendas” é permitida a repetição da preposição “de” antes das duas últimas formas de infinitivo e recomendável a flexão no plural da forma verbal destacada.
(D) Infere-se que uma das maiores prendas de Sofia era fazer perceber aos amigos menos abastados que eles não tinham a vocação que ela trazia desde a infância: a sutileza de comunicar-lhes, efusivamente, que não poderiam mais estender a amizade.
(E) Os termos destacados nos trechos: “Sofia é que, em verdade, corrigia tudo”, “Necessidade e vocação fizeram-lhe adquirir” e “uma por uma se foram indo as pobres criaturas modestas” cumprem a mesma função sintática.

Resposta: Letra E

Comentário:
A) Ao fazer a transformação de vozes passivas — da passiva sintética para a passiva analítica — deve-se tomar cuidado com a concordância. O verbo empregado, na nova versão, estaria flexionado no singular: “poderia ser dissolvida”. No entanto, o referente desse verbo deveria fazer com que ele fosse flexionado no plural. Observe: “algumas tão íntimas que dificilmente poderiam ser dissolvidas.” Item incorreto.
B) Questão clássica que envolve reconhecimento do valor da partícula “se”. Na primeira ocorrência, a partícula é um pronome apassivador; na segunda, é uma parte integrante do verbo “despedir-se”, pronominal; na terceira ocorrência, é uma partícula de realce (expletiva), a qual pode ser retirada sem prejuízo para a correção gramatical. Item incorreto.
C) Quanto ao uso da preposição repetida, a opção traz uma informação correta. Contudo, quando a banca propõe que o verbo destacado deva ser flexionado no plural, comete-se erro de concordância com o núcleo arte. Item incorreto.
D) O comando “infere-se” significa “deduz-se”. Inferir, em provas de concursos, significa retirar do texto uma informação contida nas entrelinhas, a qual o texto permita que os candidatos depreendam. A informação que o enunciado da questão traz é contrário ao que diz o texto. Item incorreto.
E) Os três termos destacados pela banca funcionam como sujeito. A grande dificuldade foi constatar que o pronome oblíquo átono “lhe” pudesse exercer a função de sujeito. Quanto aos dois outros termos, não há dificuldade em reconhecê-los como sujeitos. O termo “Sofia” corrigia tudo. Item correto.

Questão retirada da prova da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de 2013, comentada pelo professor Fabrício Dutra

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