SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Chance para médicos e advogados no GDF

Terracap abre seis vagas com salários de quase R$ 10 mil. Inscrições começam na segunda, e são cobrados conteúdos de legislação, português e raciocínio lógico para ambos os cargos

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 24/08/2014 12:24

O servidor público José Maria quer garantir uma vaga de advogado e vai estudar todas as disciplinas do edital (Antonio Cunha/CB/D.A Press ) 
O servidor público José Maria quer garantir uma vaga de advogado e vai estudar todas as disciplinas do edital

Graduados em direito e medicina têm mais um concurso público pela frente. A Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) selecionará quatro advogados e dois médicos do trabalho para ingresso na instituição. Haverá ainda formação de cadastro reserva. A remuneração inicial, de R$ 9.986,81, é a mesma para ambos os cargos, mas as cargas horárias diferem: são 20 horas semanais para médicos e 40 horas para advogados. As inscrições começam na segunda-feira (25) e seguem até 25 de setembro.

Ao longo de 4 horas de avaliação, marcada para 16 de novembro, o candidato terá de resolver 50 questões da prova objetiva, em que cada item equivale a um ponto, e escrever um estudo de caso ou uma peça técnica na prova discursiva. Do total de pontos do exame objetivo, 30 são de conhecimentos específicos, e os demais de língua portuguesa (7), legislação (5), conhecimentos gerais (4) e raciocínio lógico (4). Quanto aos 50 pontos do exame discursivo, ficam atribuídos 20 pontos ao domínio da língua portuguesa e 30 pontos a aspectos técnicos do cargo pretendido. Juntas, as provas somam 100 pontos.

Como metade da nota pertence à redação discursiva, o cuidado com ela deve ser redobrado. “Não vai haver, na prova objetiva, textos que ajudem na redação. Então, deve-se escrever, primeiramente, o rascunho; depois, é preciso partir para a prova objetiva, e só então voltar para a redação e passá-la a limpo”, orienta o professor de língua portuguesa Diego Amorim, do VestConcursos.

Para a advogada da Terracap Andrea Saboia, 34 anos, que fez o último concurso para cargos de médico do trabalho e advogado para a empresa, em 2009, o estudo de caso ou a peça técnica representam o diferencial na seleção dos concurseiros. “Considerando que o espaço é de, no mínimo, 20 linhas ou, no máximo, 40 linhas, o candidato precisa de poucos e bons argumentos. Não é indicado tentar impressionar o examinador com ideias revolucionárias ou de pouca praticidade, pois o resultado do caso implica a indicação jurídica mais efetiva para o desfecho do ponto”, diz.

Os conteúdos específicos para advogado da Terracap são bastante extensos, mas é preciso focar em direito urbanístico e ambiental, segundo Mário Elesbão, professor de direito do Pró-Cursos. “São conteúdos muito importantes, pois são a área fim da Companhia. A prova discursiva, por exemplo, deve ser elaborada dentro desses conteúdos. Acredito que vá ser uma petição. É importante, ainda, ter conhecimento sobre direito administrativo e processual civil, para atuar perante os tribunais”, aconselha.

Prova objetiva
Os professores orientam que os concurseiros não se preparem apenas por meio de provas da banca examinadora do concurso, a Consulplan, mas também por meio de certames de organizadoras que tenham características semelhantes. “Estude questões de bancas que cobram a letra seca da legislação, como a Fundação Carlos Chagas”, recomenda Elesbão.

Embora as disciplinas de raciocínio lógico, conhecimentos gerais e legislação concentrem apenas 13 pontos, elas não devem ser deixadas de lado. Caso não pontue em alguma disciplina, o candidato será eliminado. O servidor público José Maria da Cruz, 29 anos, vem se preparando para concursos jurídicos e pretende concorrer a uma vaga de advogado da Terracap. “Tenho dado ênfase a matérias mais cobradas na área do direito, para depois pegar as demais disciplinas. Não é bom deixar de ver nenhuma delas. Qualquer pontinho é importante”, acredita.

Para a disciplina de legislação, além do Estatuto Social da Terracap, é indicado examinar os artigos iniciais que tratam da organização da Lei Orgânica do DF. Em língua portuguesa, não há para onde correr: condordância, regência, crase, pontuação e análise sintática são conteúdos que devem cair. A dica é se atentar a aspectos textuais. “Em gramática, um assunto sobressai: sintaxe da oração e do período. Mas mais que dominar aspectos gramaticais, compreender e interpretar textos é crucial para ser aprovado em provas dessa banca”, analisa o professor do Pró-Cursos Josué Alves.

O professor de raciocínio lógico Luis Telles, do Gran Cursos, aposta que probabilidade, análise combinatória e conjuntos estejam entre as questões da disciplina. “Raciocínio lógico está sendo cobrado porque envolve tomada de decisões rápidas por parte do candidato. Pessoas objetivas são desejadas no serviço público”, afirma.

O que diz o edital
Concurso público da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap)
Cargos: advogado e médico do trabalho
Vagas: 6
Remuneração: R$ 9.986,81
Inscrições: 25/8 a 25/9
Taxa: R$ 53
Prova objetiva: 16/11
Edital e inscrição on-line: www.consulplan.net
Inscrição presencial: Central de Atendimento aos Candidatos da Consulplan, localizada na loja MR2 Inkjet (SCLRN 708, Bloco E, Loja 15, Asa Norte).

Passe bem / Português
Em uma oração, os termos se relacionam entre si em uma relação de dependência. A partir de tal aspecto, analise as assertivas a seguir e identifique a correta.
A) Em “Conversar não é o mesmo que ouvir sermões ou atender a vozes de comando.”, “a” pode ser substituído por “às” sem que haja alteração de sentido.
B) Em “Raciocinar não é algo que aprendemos na solidão, mas algo que inventamos ao nos comunicar.”, “ao” pode ser substituído por “à” se “nos” for eliminado.
C) Em “Oferecemos nossa opinião aos outros para que a debatam (...)”, a preposição é obrigatória, de acordo com o termo regente.
D) Em “(...) a disposição a filosofar consiste em decidir-se a tratar os outros como se também fossem filósofos (...)”, “em” estabelece a mesma relação vista no uso da locução “por intermédio de”.

Comentário
A) De um lado, o “a”, depois de “atender”, é preposição, já que o verbo foi empregado, no contexto, como transitivo indireto; de outro, o substantivo “vozes” foi empregado sem determinação alguma (“atender a vozes” é atender a qualquer tipo de voz de comando). Se substituirmos por “atender às vozes”, teremos a preposição “a”, decorrente de atender, e o artigo definido “as”, determinando o substantivo “vozes”. Portanto, a proposta não provoca incorreção gramatical; porém, altera o sentido do texto. A afirmação, por isso, está errada.
B) Não é possível substituir “ao” por “à”, mesmo que se elimine o pronome átono “nos”, pois haverá erro no emprego do acento grave, indicativo da crase, que exige, em regra, a presença da preposição “a” e do artigo “a(s)”. No caso, temos a combinação de “a” (preposição) com “o”(artigo), seguida de infinitivo (“comunicar”), que dá ideia de tempo (inventamos quando nos comunicamos). A afirmação, portanto, está incorreta.
C) A preposição “a” é, de fato, obrigatória, pois o verbo “oferecer” (termo regente) é transitivo direto (oferecer nossa opinião) e indireto (oferecer aos outros). Logo, a preposição “a” é exigida pelo verbo “oferecer”: se a eliminarmos, haverá erro de regência verbal. A afirmação, portanto, está correta.
D) A preposição “em” participa da composição do complemento do verbo transitivo indireto “consistir”: consiste (verbo transitivo indireto) em decidir-se (objeto indireto). Já a locução “por intermédio de” nos remete à ideia de modo, de meio. O sentido da preposição “em”, no contexto, foi esvaziado, ao passo que a locução “por intermédio de” conserva nítido seu valor semântico. Afirmação, pois, incorreta.
Resposta correta: C

Questão retirada da prova para administrador do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de 2014 comentada pelo professor Josué Alves
Tags:

publicidade

publicidade