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Oportunidade para médicos

HFA oferece 37 vagas no programa de residência em 16 áreas de especialização. Provas estão marcadas para dezembro

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postado em 20/10/2014 10:53

Breno Fortes/CB/D.A Press
Sob forma de curso de especialização, o programa de residência médica do Hospital das Forças Armadas (HFA/DF) segue com inscrições abertas até o próximo domingo (26) para provimento de 37 vagas em diversas áreas. Com um quadro atual de 91 médicos residentes, o processo seletivo visa à admissão de novos bolsistas para fevereiro do ano que vem, quando, além de já possuírem diploma de graduação, os selecionados deverão estar cadastrados no Conselho Regional de Medicina (CRM).

A duração do programa pode variar entre 2 ou 3 anos, a depender da área escolhida. No último concurso, realizado pela banca Cetro, 915 inscritos concorreram às 33 vagas. Para esta edição, a aposta da banca avaliadora, a Fundação Universa (Funiversa), é de que os números não mudem muito. “Se considerarmos o número pequeno de vagas, a concorrência é alta. Mas, devido à quantidade de concursos do tipo nesta época do ano, os médicos interessados se dividem bem entre diversas instituições, sempre focados nas áreas em que encontram mais afinidade ou interesse”, estima Antônio Fritz , superintendente da banca.

“Entre as 16 áreas de atuação, o candidato poderá escolher a que melhor se adequa a seus interesses, dependendo de determinados pré-requisitos”, aponta Edilson Ramiro, coordenador da Secretaria de Ensino e Pesquisa da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs/Cpex).

Para se candidatar às especialidades com pré-requisito, o futuro residente deverá já ter concluído uma especialidade prévia. As áreas que exigem a residência de clínica médica como pré-requisito abrangem cardiologia, gastroenterologia e pneumologia. Os candidatos que são especialistas em cirurgia-geral poderão concorrer às vagas para coloproctologia, urologia e cirurgia plástica. Mais flexível, a especialidade de medicina intensiva exige experiência em anestesiologia, clínica médica ou cirurgia-geral.

Segundo o professor Evaldo Filho, diretor do Hospital Universitário de Brasília (HUB) a exigência dos pré-requisitos visam assegurar ao médico o melhor desempenho de suas atividades. “A necessidade de experiência prévia completa o rol de conhecimentos que o médico possui, de forma a torná-lo apto a desenvolver novas atividades na prática”, ressalta. As provas de residência do HFA não são de alta complexidade e exigem que o candidato decore alguns conteúdos. A recomendação de Evaldo Filho é de que os candidatos estejam focados nas matérias relacionadas à área de aplicação e a temas atuais e recorrentes da saúde. “O ebola, as DSTs, a prevenção da dengue, além de técnicas de primeiros socorros podem ser cobrados.”

O professor Társio Hartmann, da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (FM/UnB), diz que o candidato deve checar os próprios conhecimentos regularmente resolvendo simulados e provas anteriores. “Isso é importante porque o conteúdo normalmente segue um padrão: os temas repetem-se com alguma frequência”, aponta. Hartmann prevê que, para a prova de clínica médica, a banca deve cobrar assuntos relacionados ao Sistema Único de Saúde (SUS), além de medidas de controle controle social.

As especialidades


As provas objetivas, compostas por 50 questões de múltipla escolha, devem ocorrer em 14 de dezembro. O conteúdo cobrado varia de acordo com a área de aplicação do futuro residente. Nos programas que exigem pré-requisito, a prova versará exclusivamente acerca dos conhecimentos em medicina da respectiva especialidade. Entretanto, os candidatos às vagas de livre acesso (anestesiologia, cirurgia geral, clínica médica, obstetrícia e ginecologia, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, psiquiatria e radiologia) deverão responder questões sobre clínica médica (10), pediatria (10), cirurgia-geral (10), obstetrícia e ginecologia e medicina preventiva e social (10).

De olho no futuro

O estudante do último semestre de medicina da Universidade de Brasília (UnB) Felipe Ezequiel Silva, 24 anos, fará a prova pela primeira vez. Foi graças aos cinco anos de faculdade que o estudante decidiu concorrer a uma das três vagas para a área de ortopedia e traumatologia do certame. Apesar de estar confiante, ele não sabe o que esperar da prova. “Eu me sinto bem preparado, mas o conteúdo é imprevisível. As provas de residência sempre cobram muito decoreba, não é como uma prova de raciocínio lógico”, diz.

O também estudante do último semestre de medicina Rafael Alvim Dusi, 28 anos, se prepara fazendo simulados e provas anteriores do HFA. O estudante se prepara para a prova de ortopedia. “Na faculdade, eu tive pouca oportunidade de explorar a áre pela qual mais tenho afinidade”, conta. “Quando sai do curso, o médico não está formado para o exercício pleno da profissão e precisa da residência, que é a melhor forma de se capacitar após a conclusão da graduação. É uma forma de especialização e não uma alternativa para a formação.”

A recém-formada Rayanne Marque Cardoso, 26 anos, sonha em ser cirurgiã. Apesar de ter preferência por concluir a especialização perto de casa, Rayanne também concorrerá às vagas de residência da Universidade de São Paulo (USP). “Quando você se forma em medicina, é preciso ter a cabeça aberta para as oportunidades que surgem. Apesar de o campo ser vasto, um profissional da área em Brasília pode encontrar dificuldade para achar bons serviços”, diz. Para se sair bem, a médica frequenta cursos preparatórios. “Eu me sinto tranquila para o dia da prova. O conteúdo cobrado pelas banca é relativamente básico”, opina.

O que diz o edital

Concurso público para residência médica do HFA
Inscrições: até 26 de outubro em www.universa.org.br
Taxa: R$ 98
Vagas: 37
anestesiologia (2), cardiologia (2), cirurgia geral (1), cirurgia plástica (2), clínica médica (8), coloproctologia (2), gastroenterologia (1),
medicina intensiva (3),
obstetrícia e ginecologia (2), oftalmologia (2), ortopedia e traumatologia (3), otorrinolaringologia (2), pneumologia (2), psiquiatria (2), radiologia e diagnóstico por imagem (2), e urologia (1).

Passe bem / Clínica geral

Adolescente de 16 anos, sexo feminino, procura ambulatório com história de ter sido vítima de abuso sexual, perpetrado por desconhecido há 48 horas. Houve intercurso anal e vaginal, sem utilização de preservativo pelo agressor. Não sabe informar sobre vacinação no passado e refere não ter caderneta de vacinação. Exames complementares: anti-HAV IgG: reagente; anti-HAV IgM: não reagente; HBsAg: não reagente; anti-HBs: reagente em títulos baixos. A conduta adequada quanto à profilaxia anti-retroviral e contra hepatites é:
(A) não indicar qualquer tipo de medida profilática
(B) indicar profilaxia anti-retroviral e imunoglobulina hiperimune contra hepatite
(C) indicar profilaxia anti-retroviral e uma dose de reforço de vacina contra hepatite B
(D) indicar uma dose de reforço de vacina contra hepatite B e vacina contra hepatite A
(E) indicar profilaxia anti-retroviral e imunoglobulina hiperimune contra hepatites A e B

Comentário

A violência sexual sempre indica a profilaxia antirretroviral com três drogas. Os marcadores virais de hepatite B indicam proteção inadequada contra o vírus. A aplicação de dose de reforço de vacina produz rápida e eficaz proteção, não sendo indicada a utilização de imunoglobulina, que é feita em casos de susceptibilidade à infecção (anti-HBs não reagente). Os marcadores de hepatite A indicam imunidade à infecção.

Gabarito: letra C
Questão retirada da prova da Residência Médica do HFA de 2008, organizada pela Funiversa, comentada pelo professor Társio Hartmann, docente da Faculdade de Medicina da UnB.
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