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Correio Braziliense

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Mais de 740 vagas na saúde

O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva selecionam profissionais de diversas áreas. Salários chegam a R$ 6.648,15. Inscrições terminam hoje

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postado em 10/11/2014 10:49

Paulo Jésus compete por uma vaga de tecnologista júnior  (Minervino Junior/CB/D.A Press ) 
Paulo Jésus compete por uma vaga de tecnologista júnior


Estão abertas 743 vagas para cargos da carreira de ciência e tecnologia no Ministério da Saúde e no Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), com sede no Rio de Janeiro. As inscrições terminam hoje (9). Em Brasília, são 185 vagas de preenchimento imediato para a Secretaria de Atenção à Saúde (SAS), a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE) e a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), enquanto que, para o Inca, o total de vagas é de 558. Daniel Boff, coordenador do Instituto de Estudos Farmacêuticos (Ifar Concursos), acredita que o número de vagas para a capital federal, porém, pode chegar, a 566 — total máximo de candidatos aprovados previsto no edital incluindo o cadastro de reserva. “No Ministério da Saúde, é comum chamarem todos os aprovados”, observa.

Para cargos de nível médio, a remuneração inicial ultrapassa R$ 2 mil e, para os de nível superior, a composição salarial com as gratificações por títulos pode chegar a mais de R$ 10 mil. Apesar das vantagens financeiras, Daniel Boff estima que a concorrência será baixa devido aos pré-requisitos exigidos. Em Brasília, apenas o cargo de tecnologista júnior em saúde em três áreas (gestão de políticas públicas em saúde, gestão da informação e do conhecimento em saúde e avaliação de tecnologias em saúde) dispensa o título de mestre ou três anos de experiência na área pretendida. Para as 16 outras áreas ofertadas, em cargos de tecnologista-sênior e tecnologista pleno, o mestrado ou a experiência comprovada são requisitos mínimos. “O problema é que o mestrado em saúde pública é bastante restrito, além de não ser a primeira opção de muitas pessoas após a graduação”, observa.

As impressões de Daniel Boff sobre o concurso são endossadas por Carla Pintas, professora de saúde coletiva da Faculdade de Ceilândia da Universidade de Brasília (FCE/UnB). “As vagas exigem formações bem específicas. Parece que o perfil esperado não é o do concurseiro típico, que tenta uma vaga em vários lugares”, admite. A professora prevê que as exigências do certame tenha outro objetivo. “Acredito que a intenção é efetivar no cargo o profissional que já está no Ministério da Saúde.”

Paulo Jésus, 39 anos, tentará o cargo de tecnologista júnior para a área de gestão de políticas públicas em saúde — área com as maiores oportunidades em Brasília, para a qual são oferecidas 51 vagas com vencimento básico de R$ 4.004, 56. Formado em farmácia e bioquímica, ele procura estabilidade financeira e possibilidade de crescimento pessoal. “O Ministério da Saúde proporciona oportunidades de crescimento científico e tecnológico ao profissional, apoia cursos no exterior e possibilita que o funcionário assuma responsabilidades importantes”, comenta. Para ele, será uma chance decisiva. “O prazo de validade do concurso é grande. Estou muito otimista, tem tudo para dar certo desta vez.”

Provas
O concurso está estruturado em três etapas: provas objetiva e discursiva de caráter classificatório e eliminatório e prova de títulos de caráter unicamente classificatório. Para todos os cargos, a prova objetiva exige conhecimentos básicos em língua portuguesa (10 questões), ética e legislação da gestão pública (10 questões) e política do Sistema Único de Saúde (SUS) (5 questões para vagas de nível médio; 10 questões para vagas de nível superior) e conhecimentos específicos (20 questões para vagas de nível médio grupo 1; 25 questões para vagas de nível médio grupo 2; 30 questões para vagas de nível superior).

Professor de saúde pública da Educa Farmacêutico Concursos (Educa Far), Geraldo José Majelia observa que o modelo de provas da instituição responsável pela realização do concurso, a Fundação Professor Carlos Augusto Bittencourt (Funcab), é muito diferente do exigido pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe), com o qual a maioria dos brasilienses se acostumou. “O candidato pode e deve resolver todos os itens”, ressalta. “Conhecendo as provas antigas, o concorrente pode esperar questões sobre conselhos e colegiados de saúde, bem como fiscalização e financiamento do SUS, que é um tema muito explorado pela Funcab”, aposta Majelia.

Geraldo sugere que os candidatos concentrem os esforços na preparação para a avaliação discursiva. “A banca avaliadora é muito rigorosa. É preciso que, pelo menos, metade do tempo seja dedicado à prova discursiva”, aconselha. A redação exige do candidato o mínimo de 50% da pontuação total para que ele não seja eliminado.

O que diz o edital
Inscrições: até 9 de novembro pelo site www.funcab.org. É possível se inscrever para mais de um cargo simultaneamente
Taxas: R$ 97 para nível superior e R$ 78 para nível médio
Vagas: 743, sendo 206 de nível médio e 537 de nível superior
Salários: de R$ 2.205,20 a R$ 6.648,15
Provas: 14 de dezembro
Cargos: analista em C&T sênior, analista em C&T pleno, analista em C&T júnior, assistente em C&T, tecnologista-sênior, tecnologista pleno, tecnologista júnior e técnico. Há cargos de nível médio, cargos de nível superior em qualquer área e cargos de nível superior para os quais o diploma em áreas específicas é obrigatório.  

Passe bem / Política do SUS
A atenção à saúde, vigente nas décadas que seguiram a reforma sanitária instituída pela Constituição Federal de 1988, está consubstanciada em diretrizes, sendo três delas:
A) visão holística da saúde, promoção à saúde e espírito do sanitarismo campanhista.
B) descentralização, universalização do atendimento e integralização das ações de saúde.
C) vigilância em saúde, centralização das ações e municipalização da saúde.
D) promoção à saúde, ações preventivas e atendimento médico assistencialista.
E) atenção curativa/reabilitação, valorização dos agentes comunitários e espírito do sanitarismo assistencialista.

Comentário:
A resposta certa é a letra B. A alternativa A não procede devido ao espírito sanitarista campanhista, modelo adotado antes da criação do SUS em 1988. A alternativa C não procede devido à centralização de ações; no novo modelo assistencial as ações tem caráter descentralizado. A alternativa D também não procede, pois enfoca o atendimento médico assistencialista, característica do modelo anterior ao SUS. A alternativa A não procede, pois o novo modelo de atenção deixa o caráter curativo, de reabilitação para uma atenção integral, com caráter menos assistencialista.

Questão retirada do concurso público do Ministério Público da União (MPU) de 2007 para cargos de analista de saúde com especialidade em enfermagem realizada pela Fundação Carlos Chagas (FCC), comentada pela professora Carla Pintas.

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