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JOGOS OLÍMPICOS »

Eles fazem a diferença

Seleção dos voluntários para as Olimpíadas Rio 2016 começou. Candidatos querem presenciar esse momento único e fazer história, e a dedicação demonstrada pode abrir portas no mercado, segundo especialistas

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postado em 30/03/2015 09:51 / atualizado em 30/03/2015 13:57

Juliana Espanhol

Ana Colla
Daqui a 5 de agosto de 2016 — data de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro — restam 495 dias de muito trabalho. O evento, que receberá 10,5 mil atletas de 205 países, deve contar com 70 mil voluntários, sendo 45 mil apenas na capital fluminense, além de 85 mil terceirizados e 8 mil funcionários. Na última quarta-feira, começou mais uma etapa de seleção para aqueles que estão por trás da organização das Olimpíadas. Com a inauguração do primeiro centro de formação de voluntários, localizado no câmpus Tom Jobim da Universidade Estácio de Sá, no Rio, mais um passo é dado para escolher, entre os 240 mil candidatos de todo o mundo, aqueles que trabalharão voluntariamente nos jogos. O resultado deve ser liberado em novembro.

A gerente-geral do Programa de Voluntários do Comitê Rio 2016, Flávia Fontes, destaca que a participação pode significar uma porta aberta para o mercado de trabalho. “Em muitos casos, será a primeira experiência profissional, uma oportunidade para trocar vivências e mostrar características positivas, como trabalho em equipe, comprometimento e liderança”, afirma. Um segundo centro como o Tom Jobim foi inaugurado ontem no Rio, no câmpus Presidente Vargas da Estácio. São Paulo e Belo Horizonte, as duas cidades que mais receberam inscrições depois da capital fluminense, também terão locais fixos de treinamento. Outras 11 capitais receberão postos itinerantes de seleção. Brasília será um dos locais contemplados pela turnê. Aqui, as seletivas devem ocorrer entre junho e julho. Quem for selecionado poderá atuar nas partidas de futebol no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. O comitê Rio 2016 calcula que 1,5 mil voluntários trabalharão na capital federal. No DF, cerca de 4 mil pessoas se inscreveram para as vagas.

 

Juliana Espanhol
Uma das primeiras a passar pelas dinâmicas de seleção, a assistente social Rosieli Leal, 35 anos, explica os motivos que a levaram a se candidatar. “Trabalhar em um grande evento como esse é uma experiência única. Não quero ser apenas uma espectadora, quero fazer parte dessa história”. Moradora do Rio de Janeiro há sete anos, a paraense acumula atuações em projetos beneficentes na favela do Alemão. Para ela, a dedicação é uma das características mais importantes para ser um bom voluntário. “A primeira coisa é ter vontade de ser útil para os outros. Também é preciso trabalhar com alegria e gostar de interagir com os colegas e com o público”, resume. As inscrições para participar da seleção de voluntários se encerraram em dezembro do ano passado. No entanto, ainda é possível entrar em uma lista de espera ou, no caso de estudantes e trabalhadores da área de recursos humanos, atuar como voluntário selecionador (veja quadro).

Rogério Melzi, presidente da Estácio, ressalta o comprometimento da instituição com a formação dos voluntários. “Construiremos outros três centros como esse. A Estácio tem experiência com treinamento, pois participamos do Pan-Americano de 2007, fazemos capacitação para o Rock in Rio e também fomos responsáveis pelos voluntários da Jornada Mundial da Juventude de 2013”, lembra. O diretor de Educação Continuada da instituição, Marcos Noll, destaca a complexidade do treinamento. “O desafio é construir 1,8 mil cursos diferentes para capacitar milhares de voluntários com 200 professores”, diz.

 

Ana Colla
Sem enrolar a língua
No Rio de Janeiro, mais de um milhão de pessoas receberão aulas de inglês para os Jogos Olímpicos. O treinamento começou na última terça-feira, quando alunos de 9º ano do Colégio Estadual Paulo de Frontin foram apresentados à plataforma de ensino virtual de inglês da Education First (EF), fornecedora oficial de ensino de idiomas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. Além dos estudantes, professores da rede pública de ensino do estado, voluntários, funcionários e atletas terão acesso às aulas. “A inclusão de alunos e docentes se deu porque queríamos deixar um legado. Ainda que eles não trabalhem diretamente no evento, terão contato com turistas e poderão utilizar os conhecimentos em outros contextos”, explica Hugo Bezerra, diretor de Planejamento e Operações da EF.

De acordo com levantamento da empresa, o Brasil se encontra na 38º posição entre 63 países no Índice de Proficiência em Inglês, com nível de conhecimento na língua considerado baixo. Ainda segundo a pesquisa, há forte correlação entre o domínio do idioma e fatores como renda, qualidade de vida, facilidade de fazer negócios, uso de internet e anos de estudo.

» A jornalista viajou a convite da Universidade Estácio de Sá

Oportunidades


Lista de espera
Quem perdeu o prazo de inscrição para ser voluntário das Olimpíadas ainda tem uma chance: as inscrições para a lista de espera estão abertas no site www.rio2016.com/voluntarios. Estudantes e profissionais ligados à área de recursos humanos podem participar como voluntários selecionadores, responsáveis pela escolha dos profissionais que atenderão ao público e aos atletas. A inscrição também é realizada pelo site do Rio 2016.

Vagas abertas
Nem só de voluntariado sobrevivem as Olimpíadas. Quem está interessado em uma vaga remunerada pode acessar www.rio2016.com/participe/vagas, onde é possível se cadastrar num banco de currículos e conferir dezenas de postos abertos, concentrados, principalmente, no Rio de Janeiro.

Inglês para todos

A plataforma on-line de ensino de idiomas da EF disponibiliza um portal com 500 lições gratuitas de inglês, sendo 64 delas específicas para o contexto dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. Para acessar o conteúdo, basta se cadastrar em www.portal2016ef.com.br.

 

 

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