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Correio Braziliense

16 mil na torcida pela aprovação na UnB

Depois de dois dias de provas, estudantes que concorrem a vagas na Universidade de Brasília esperam pela divulgação dos gabaritos, marcada para amanhã. Instituição oferece 4.212 oportunidades

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postado em 08/06/2015 10:14 / atualizado em 08/06/2015 10:21

Bernardo Bittar / , Renata Rusky /Revista

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
Nem todos os estudantes que cumpriram a primeira etapa do vestibular 2015 da Universidade de Brasília (UnB) compareceram ao segundo dia de provas. Ontem, foram 1.444 desistências, que, somadas às ausências de sábado, totalizaram 2.666 pessoas a menos na disputa pelas 4.212 vagas oferecidas pela instituição. Os alunos chegaram confiantes, mas muitos esqueceram o documento de identificação e acabaram barrados.

Matemática, biologia, física e química não assustaram o estudante Silvio Marcelino, 18, um pretenso engenheiro que estudou 12 horas por dia durante seis meses para garantir a aprovação. “As questões dessas disciplinas valem mais pontos para mim e, felizmente, o assunto é o que mais me interessa. Não foi nenhum sacrifício passar algum tempo acompanhado dos livros. Agora, é ver o resultado”, disse. Para os cursos de engenharia, estatística, farmácia e medicina, a prova de ontem tinha peso maior do que o primeira etapa, realizada no sábado.

A seleção para os 97 cursos de graduação para o segundo semestre letivo de 2015 teve 18.804 inscritos. Para a candidata ao curso de medicina Stephany Benelli, 18 anos, sair-se bem nos testes das matérias de exatas era fundamental. “Fiz um cursinho das 7h às 12h50 por seis meses e ainda complementava os estudos das 14h às 21h. Sempre focando nessas disciplinas”, disse.

Tanto esforço tem uma razão: a concorrência entre os futuros médicos é de 97,17 candidatos por vaga. Em segundo lugar, ficou o direito, com 11,47; e odontologia, com 10,87. “Não me assusta. É o que eu quero fazer até me aposentar”, explicou Stephany.

Divisão

O clima na saída do vestibular ficou dividido. Os estudantes que têm mais facilidade com exatas estavam orgulhosos e os que têm mais habilidades em humanas, apreensivos. Tatiana Ramos, 20, já é aluna de engenharia de produção na UnB, portanto, a prova de domingo não chegou a ser um grande desafio para ela. A estudante pretende trocar de curso: “Quando eu fiz o primeiro vestibular, tinha 17 anos e não sabia muito o que queria. Agora, quero engenharia ambiental”.

Para Yhane César Bonfim, 19 anos, que quer estudar gestão de políticas públicas, a prova de sábado teria sido bem mais fácil não fosse pelo tema da redação. “Eu gosto mais de humanas, mas achei o assunto complexo, difícil”, explica. Mesmo assim, ela está confiante. A concorrência do curso que pretende fazer não é tão grande. São apenas quatro candidatos por vaga.

A realidade de Bruno Viana, 16 anos, não é a mesma de Yhane, já que quer medicina, o curso mais procurado. Ele ainda não terminou o ensino médio, mas pretende acelerar os estudos. Segundo ele, as provas tiveram nível de média dificuldade. “Eu acredito que depende da habilidade de cada um”, opina. No caso dele, a prova de exatas foi mais tranquila. Ele terminou cerca de uma hora antes do horário final. No dia anterior, em que fez o exame de humanas, precisou de todo o tempo disponível para concluí-la.


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