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Guia de concursos

A vilã dos concursos

Com a informática tão presente no dia a dia, candidatos acabam se esquecend

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postado em 13/07/2015 09:35 / atualizado em 13/07/2015 10:19

Kelsiane Nunes /Especial para o Correio

Kélsiane Nunes
Muito usual na rotina de muita gente, a informática pode ser obstáculo para concurseiros no dia das provas. Com uma quantidade cada vez maior de perguntas nos certames, a disciplina é importante para aqueles que sonham em ser funcionários públicos, pois uma simples questão pode ser decisiva para a aprovação. Para a assistente administrativa Silmara da Cruz, 34 anos, negligenciar os itens da matéria foi o grande motivo da reprovação em dois concursos. “Na prova da Secretaria de Cultura, em 2014, se eu tivesse acertado três questões de informática, teria ficado entre os classificados. Na seleção da Fundação Universidade de Brasília, deste ano, eu tinha tudo para passar, porque estudei muito, mas não foquei em informática e acabei acertando só três dos oito itens. Por conta disso, não fui aprovada”, conta.

Depois dos resultados negativos, Silmara, que estuda há dois anos para passar em qualquer concurso de ensino médio, está alerta e se dedica mais às questões de informática. “Minha técnica é colocar na prática o que aprendo com os professores do cursinho. Tento fazer o que eles ensinam no computador. Assim, fica mais fácil memorizar”, conta a concurseira. “É uma ilusão achar que o conhecimento do cotidiano é suficiente para passar em um concurso pois, na prática, geralmente não sabemos o nome das operações feitas, dos botões utilizados, dos atalhos e dos conceitos. Para o uso rotineiro, isso não faz falta, mas esses fundamentos são cobrados nos certames”, explica Vera Bianchini, coordenadora pedagógica da fundação Fisk. Ela também afirma que estudar a matéria superficialmente ou deixá-la para a última hora não é um bom negócio, já que é necessário decorar os nomes de alguns processos.

Para Fabrício Melo, diretor do Grupo Impacto e professor de informática, repetir as ações no computador é uma maneira eficaz de estudo. “Resolver as questões de provas usando o próprio aplicativo ajuda muito a memorizar as funções. Utilizar o computador prestando mais atenção ao que está sendo feito também é uma forma de estudo, porque, de forma geral, as bancas costumam cobrar assuntos ligados a operações básicas, principalmente as provas do Cespe que, geralmente, abordam o passo a passo das operações realizadas no computador”, ele dá a dica.

Específico demais?
Os conhecimentos cobrados são diferentes entre os níveis de técnicos e analistas em todos os certames. É o que explica coordenador da área de tecnologia da VP concursos, Fernando Pedrosa. “Tanto no nível de profundidade, quanto no número de itens, as provas são diferentes. Para os técnicos, geralmente, são cobrados menos assuntos e de forma superficial. Para analistas, os temas são abrangentes, e é exigida capacidade de análise, mesmo quando o cargo não é para área de tecnologia da informação”, afirma.

Para Elias de Oliveira, 17 anos, estudante do 3º ano do Centro de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional do Gama (Cemi), o grau de exigência das bancas não condiz com o nível de conhecimento dos concurseiros. Ele prestou cinco concursos de nível médio e, agora, está estudando para o do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, para o qual ainda não foi publicado o edital. “Faço curso técnico de informática, mesmo assim, tenho dificuldade porque o que aprendo no curso é mais focado na criação de programas e sites e, nas provas, trazem muitas atualizações e siglas novas. Na minha opinião, muitos desses itens deveriam ser para concursos específicos na área de TI e não para o nível médio.”

Fernando Pedrosa concorda que algumas seleções abordam temas específicos demais, mesmo para seleções de ensino médio. “Chega a um ponto em que as bancas cobram assuntos que os próprios especialistas não conhecem. Por exemplo, há certames que exigem o conhecimento de atalhos específicos da funcionalidade de um programa; acho isso uma maldade porque, quando se utiliza o software, não é necessário saber de cor os atalhos dele. As bancas deveriam cobrar conceitos para verificar se o candidato sabe a funcionalidade do programa e não fazer teste de memória”, argumenta.

Mas, para os interessados em garantir a aprovação, não resta outra alternativa, e o candidato não deve negligenciar matérias básicas, como informática. “De preferência, nenhuma parte do edital pode ser deixada de lado para que você não seja pego de surpresa. Não acho que as matérias básicas como informática são as mais importantes do certame, mas, no geral, quando você deixa aquele assunto de lado, perde aquele bloco de questões”, aconselha.


Dicas para não travar
  • Alguns temas têm sido recorrentes. Os mais cobradas envolvem a
  • nuvem computacional — armazenamento e execução de informações na internet — e  Linux.
  • Quando palavras restritivas — como somente e exclusivamente — estão presentes no item, a grande maioria das alternativas está errada, pois, na informática, geralmente existe mais de uma maneira de executar uma operação.
  • É preciso prestar atenção a palavras como “possível” e “suficiente” em questões de certo e errado. Geralmente, o item está correto.
Fonte: professor Fabrício Melo

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