SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Jovens do DF não se interessam tanto pelo Enem

Essa é a constatação do secretário de Educação, Júlio Gregório, a partir do fraco desempenho das escolas da capital federal no exame

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 05/08/2015 19:50 / atualizado em 07/08/2015 14:38

O Distrito Federal tem apenas uma instituição de ensino médio classificada entre as 50 melhores no ranking elaborado pelo Correio que leva em consideração as médias das escolas nas provas objetivas e na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Colégio Olimpo, particular, teve o melhor resultado, com 713,09 pontos, ocupando a 29º posição no ranking nacional.

 

O secretário de Educação do Governo do Distrito Federal (GDF), Júlio Gregório Filho, enfatiza o processo de desenvolvimento em que o exame se encontra e justifica o desempenho medíocre da capital federal com a falta de interesse dos estudantes pelo exame. ”Não há como comparar uma escola de tempo parcial com uma de tempo integral. Isso gera uma questão cultural diferente. Não podemos comparar Brasília com as demais capitais”, define.

“Os estudantes daqui sempre foram treinados para ingressarem na UnB (Universidade de Brasília). Só agora o Enem passa a ser utilizado como forma de ingresso ao ensino superior para os alunos daqui. Não tem como o exame ter o mesmo peso para os jovens brasilienses e para os dos estados”, justifica-se.

Especialista em políticas públicas e professor da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (FE/UnB), Remi Castioni apresenta posição semelhante. Ele avalia que os jovens de Brasília - especialmente da rede particular - não estão ainda muito interessados no Enem e focam em outras portas de entrada para a UnB, como o vestibular e o Programa de Avaliação Seriada (PAS).

“Essas escolas recebem muitos filhos de embaixadores, de altos dirigentes do governo federal e da classe média alta. O Enem não está nos horizontes de quem frequenta essas instituições, que focam na UnB, em universidades privadas e até mesmo em instituições fora do país - até porque 85% das ofertas de ensino superior no DF são representadas por instituições privadas e apenas 15% por públicas”, afirma.

publicidade

publicidade