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Termômetro para o desempenho no Enem

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postado em 17/09/2015 12:19

Isabela Bonfim /Especial para o Correio

Marcelo Ferreira

Especial para o Correio Mais de 19 mil estudantes da rede pública de ensino tiveram a chance de avaliar seus conhecimentos antes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As provas realizadas pela Secretaria de Educação começaram na terça-feira e os estudantes participaram da segunda etapa ontem. É a primeira vez que a Secretaria de Educação do DF realiza um simulado unificado com todos os estudantes do último ano. O evento é parte do programa Por dentro dos exames do ensino médio, lançado em agosto. As questões foram elaboradas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pelo Enem. De acordo com o subsecretário de acompanhamento e avaliação educacional, Fábio Sousa, o simulado tem por objetivo ambientar os alunos e avaliar a preparação das escolas. “Os estudantes têm contato com o mesmo estilo de prova do Enem e, com os resultados, os professores vão saber o que melhorar em sala.” Pela primeira vez, Lucas França, 20 anos, fez um simulado de uma prova de vestibular. Aluno do terceiro ano do Centro de Ensino Médio Setor Leste, ele se prepara para o desafio. “Eu me sinto mais capacitado. No dia da prova, já vou conhecer todas as ferramentas para me sair melhor”, afirma. Lucas tentará vaga em administração na Universidade de Brasília (UnB). Como as provas foram coordenadas pelo Cespe/Cebraspe, que também aplica a prova do Enem, os alunos tiveram que respeitar as mesmas regras de segurança. Para a coordenadora pedagógica da regional de ensino do Plano Piloto, Jackeline dos Santos, esse é o maior benefício do simulado. “A experiência prévia ensina aos alunos que eles têm que chegar na hora, como usar a folha de resposta e controlar o tempo”, avalia. O estudante Ribamar Martins, 18, foi um dos seis alunos do Setor Leste que usaram ferramentas ainda em fase de testes pelo Cespe/Cebraspe. Ele fez o simulado usando o computador e participou da identificação biométrica. “É um formato novo que ainda está em testes, então somos privilegiados por ter acesso a esse método”, afirma. De acordo com o subsecretário Fábio Sousa, os exames por computador foram realizados também em outras escolas, com a participação de aproximadamente mil alunos. Ribamar fez o Enem no ano passado e acredita que o simulado estava no mesmo nível do exame. “Eles realmente cobraram o conteúdo. Funcionou como um termômetro”, afirma. Para ele, a vantagem é o resultado, já que os alunos devem receber um boletim de desempenho em duas semanas. “É muito bom, porque vai mostrar o que preciso melhorar e posso fazer isso até o dia da prova.”

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