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O apoio que vem de casa

A poucos dias do Exame Nacional do Ensino Médio, o papel da família é fundamental para ajudar o estudante a manter o foco e a disciplina, mas também a propiciar momentos de descanso e relaxamento

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postado em 16/10/2015 13:01 / atualizado em 16/10/2015 13:40

Alessandra Oliveira - Especial para o Correio

Estudar para o Enem não é tarefa fácil, ainda mais para quem precisa enfrentar as provas finais do ensino médio, se preparar para o vestibular, escolher a profissão a seguir e ainda encontrar horários para os momentos de lazer. Nessa hora, a família é peça fundamental para ajudar a aliviar a pressão. De acordo com Afonso Galvão, psicólogo e professor do programa de doutorado em educação da Universidade Católica de Brasília, é natural que a ansiedade e o estresse estejam presentes na vida desses alunos, por mais que eles estejam preparados, e é papel das pessoas mais próximas diminuir a tensão desse período.
 
“A família pode ajudar propiciando um ambiente de relaxamento, sem ficar perguntando o tempo todo sobre a prova, e deixar o aluno à vontade para o resultado que vier”, defende Galvão. Isso não significa, porém, que os parentes devam ficar dispersos quanto ao desempenho do estudante. “É importante ajudar a definir quais horários são reservados para o estudo e quais são para o lazer. Sempre levando em conta que alguns conseguem render mais de madrugada e outros à tarde. É essencial que a família compreenda essa diferença
e ajude na descoberta”, observa o especialista.
 
Leandra dos Reis Nunes tem o apoio incondicional dos parentes. A estudante de 16 anos já escolheu a profissão que vai seguir: quer ser médica. Mas isso requer longas horas de estudo, que resultam em muita ansiedade e descontrole na alimentação. “A escola nos pressiona, os professores também, e o que diminui essa tensão é a forma como meus pais me orientam. Quando estou quase surtando, eles me ajudam a diminuir o ritmo e a perceber que tudo tem seu tempo”, conta Leandra.
 
De acordo com o pai, o empresário Luciano Veloso Nunes, a filha passa horas estudando e, às vezes, segue até de madrugada. “Eu chamo a atenção dela. Digo que não precisa ficar agoniada e, mesmo assim, ela se esforça muito. Recebemos diversas cartas da escola elogiando o desempenho dela.” A família, que morava em Brazlândia, se mudou para Taguatinga Norte para que Leandra e os dois irmãos pudessem
morar mais perto da escola. “Nós sabemos que patrimônio é destruído, mas educação é eterna. Essa etapa é muito importante pra ela. Por isso, nos esforçamos para dar mais comodidade.” A mãe, Maria Aparecida Nunes, tem tido cuidado redobrado com a alimentação de Leandra e, para ajudá-la a desestressar, convenceu a filha a acompanhá-la nas aulas de crossfit. Maria Aparecida é também a “motorista” da estudante, sempre pronta a levá-la à escola, às aulas de inglês e a outras atividades.
 
Conselhos
 
Para tentar diminuir o ritmo, alguns optam por fazer como Maria Beatriz de Oliveira, 17. Ela não deixou de lado as aulas de teatro, por exemplo, mesmo a poucos dias do Enem. “Minha família não me priva de nada. Dessa forma, consigo usufruir dos momentos de prazer, como o teatro. Eu me apresentei quatro vezes na última semana, e isso é o que me ajuda a ficar menos estressada”, conta a estudante. A mãe, Wagna Cardoso de Oliveira, apoia a filha a continuar. E garante: “Nós ajudamos na medida do possível, proporcionando umambiente confortável para que ela se concentre e tenha foco. Mas, claro, respeitando o limite e não dando outras obrigações a ela”. Engenheira agrônoma, a irmã Olaiama Costa de Oliveira Gomes, 29, tem ajudado Maria Beatriz a resolver questões de botânica sempre que ela tem dificuldade com a disciplina.
 
E não são só os pais que dão assistência aos inscritos no exame. Bernardo Azevedo, 17, conta diariamente com o apoio do
irmão mais velho, Victor Azevedo, 20. “Meus pais estão sempre presentes, desde comprando apostilas do Enem até resolvendo questões do simulado e ajudando na decisão da profissão a seguir. Mas contar com o apoio do meu irmão é essencial.” Victor passou em engenharia mecânica na Universidade de Brasília. “Ele me ajuda a resolver as questões que não consigo e a estabelecer estratégias para fazer a prova”, explica Bernardo. “O apoio dos pais é importante, mas, quando temos o relato de alguém que experimentou essa etapa recentemente, as escolhas ficam mais fáceis”, acredita o irmão mais velho.
 
Como agir 
 
Pensando no máximo desempenho dos alunos que farão o Enem, o psicólogo Afonso Galvão elencou algumas práticas para relaxar neste período que antecede a prova:
» Estabelecer horários de estudo e de descanso, de modo que eles sejam bem respeitados.
» Dormir bem.
» Evitar o uso de substâncias que aumentem a ansiedade, como alimentos à base de cafeína.
» Não lutar contra o sono.
» Fazer atividades físicas que sejam indutoras do relaxamento, como meditação e ioga.
» Para casos de transtorno de ansiedade, procurar um profissional para algumas sessões de psicoterapia. 
 

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