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Dos assuntos atuais aos grandes filósofos

Na terceira reportagem da série que aborda as disciplinas do Enem, professores dão dicas para se sair bem em história, geografia, sociologia e filosofia

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postado em 20/10/2015 12:47 / atualizado em 20/10/2015 12:54

Bernardo Bittar /

Paula Rafiza/Esp. CB/D.A Press
Seguir as anotações e se concentrar no que foi dito em sala de aula são os primeiros passos para se sair bem na prova de ciências humanas e suas tecnologias do Enem. De acordo com professores da área, dificilmente, novos assuntos costumam ser inseridos no exame. Contudo, alertam, não dá para se descuidar do psicológico. Todos são unânimes: nervosismo pode — e muito — atrapalhar. Portanto, o aluno deve ler tudo com calma, ligar os temas estudados com os respectivos enunciados e, assim, tentar agilizar as respostas nas provas, que serão realizadas no próximo fim de semana. Até lá, o Correio permanece com a série de publicações com dicas referentes a cada disciplina.

No módulo de ciências humanas e suas tecnologias, os alunos serão testados em história, geografia, sociologia e filosofia. De acordo com o professor de filosofia do curso preparatório IMP Rodrigo Caetano, os temas das provas costumam ser recorrentes. “A pegada é sempre sociopolítica, ligando ética e cidadania, além da organização do Estado. É possível que apareçam questões politizadas, e filósofos, como Aristóteles e Maquiavel, estão garantidos.” Para o professor, mesmo com o palpite certeiro, nunca é possível dizer com 100% de certeza o que vai cair. “Mas, fazendo uma leitura das provas antigas, os alunos podem ter uma noção”, aconselha.

Fora dos livros, a atenção deve se voltar para o emocional. Não é hora de arrependimento nem de tensão: “Se deixou alguma coisa para trás, não foque mais nisso. Concentre-se nas matérias que você tem facilidade e nas que estudou exaustivamente”, ensina Caetano. Dessa maneira, o estudante tem mais segurança para finalizar rapidamente uma parte da prova, sobrando mais tempo para pensar nas questões que sente dificuldade e, assim, se sair melhor nelas. “Pelo perfil das humanas, nós consideramos que uma palavra fora do compasso consegue descartar uma questão. Isso faz com que o candidato consiga mais tempo.”

Para a estudante Renata Paredes Martins, 17 anos, a receita tem sido eficaz. Sua preocupação é exatamente evitar fazer a prova com pressa, especialmente as questões que não têm muita afinidade. A jovem estuda há um bom tempo. “Fiz o Enem no ano passado, como teste, mas não consegui a média. Ainda estava no segundo ano do ensino médio. Por isso, a prova foi considerada boa”, conta. E acrescenta: “Tenho medo das exatas, como matemática ou química, mas os professores sempre nos aconselham a responder por último o que sabemos menos. Aprendi assim, e acho que dá certo”.

Ela pretende cursar direito em Brasília ou no Rio de Janeiro, mas a prioridade é ficar por aqui. “Quero seguir o exemplo da minha mãe, que é funcionária pública. O primeiro passo é entrar na faculdade, depois, fazer concurso. A vida é cheia dessas seleções. Não posso ficar nervosa sempre.” Mas, ainda que esteja em dia com a teoria, na prática nem sempre é fácil. “Tento me controlar, mas é difícil.” Uma maneira de relaxar, é sair com os amigos dias antes da prova e aproveitar a folga do curso pré-vestibular. Em cima da hora, não há mais tempo nem cabeça para se dedicar exageradamente ao compromisso estudantil.

Todas as questões são analisadas e testadas antes de irem para os cadernos de provas. Assim, segundo a professora de artes e geografia do Alub Nina Puglia, não há tanto espaço para atualidades. “Deve-se ter uma estratégia: é bom manter o foco em temas recorrentes, ensinados na escola. O aluno não precisa ficar assistindo aos noticiários e achar que, na parte de humanas, só vai cair detalhes sobre a situação na Síria e os Brics”, detalhou. Embora sejam possíveis assuntos a serem abordados, o foco do exame não é esse. “Para encaminhar a prova com precisão e atingir a maior pontuação, tem de haver uma linha de raciocínio bem objetiva nas disciplinas formais”, aposta.

A sugestão dela é que, principalmente nas questões relacionadas ao Brasil, o estudante observe tudo o que puder relacionar com o cotidiano. “Falamos de metodologia e interface sociológica. Se você consegue entender sobre determinado assunto e traz aquilo para a vida real, terá respostas melhores e mais qualificadas.” Nesses casos, normalmente, quando há interpretação de texto, deve-se ler bem os enunciados e buscar entender o que é pedido. Uma frase mal lida é capaz de introduzir o aluno a dar uma resposta errada. Por isso, leia com atenção. E pense. Com calma.


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