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Ameaça de ação contra o MEC por falha em exame

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postado em 24/11/2015 11:54 / atualizado em 24/11/2015 12:51

Joel Rodrigues

A assessoria jurídica da Faculdade Senac-DF estuda mover uma ação judicial contra o Ministério da Educação (MEC) por falhas na organização do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), realizado no último domingo. Segundo a instituição, oito alunos do curso de gestão comercial tiveram de responder questões da área de marketing, pois não havia provas suficientes para todos os estudantes em sala. O episódio aconteceu na Faculdade Processus, na Asa Sul.

O exame, aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao MEC, visa aferir o desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares dos respectivos cursos de graduação, além das habilidades e competências em sua formação. “Recusei-me a responder as questões de conhecimentos específicos, que valiam 25% do exame. Foi um ano inteiro de estudos e preparação para acontecer isso. Fiz somente a prova de conhecimentos gerais, que é a mesma para todos os cursos. Quando procurei os fiscais para falar sobre a falha, eles nada fizeram, só deram risada da situação”, lamenta Luiz Renato de Faria, 26 anos.

A diretora acadêmica da Faculdade Senac-DF, Antonia Rodrigues, classificou o episódio de “amadorismo logístico” e disse que o MEC precisaria ter mais cuidado com uma avaliação que mobiliza um número expressivo de instituições de ensino e de estudantes. Ela afirma, entretanto, que a maior preocupação, neste primeiro momento, é não ter a garantia de como as notas dos alunos serão computadas. “Não sabemos se a prova será cancelada ou não. A justificativa que nos deram, por ora, foi de que faltaram provas, apesar de todos terem recebido os gabaritos. Isso é muito triste. Colhemos os depoimentos dos prejudicados e vamos nos reunir com a nossa assessoria jurídica e a nossa diretoria regional para ver quais medidas adotaremos. Antes, vamos nos manifestar por meio do portal do MEC e aguardar um posicionamento do órgão”, afirma a diretora. A assessoria do Inep não deu retorno à reportagem até o fechamento desta edição.

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