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Apostas para um bom desempenho no PAS

Professores e alunas da rede particular oferecem sugestões para a terceira etapa do Programa de Avaliação Seriada, que será realizada no próximo domingo

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postado em 27/11/2015 11:36

Antonio Cunha

A terceira etapa do PAS, para alunos do último ano do ensino médio, será realizada neste domingo (29). Não dá mais tempo para aprender conteúdos novos, tampouco dedicar horas a fio com exercícios, mas ainda há cuidados que podem ser tomados para um bom desempenho no exame. Professores de três colégios particulares do DF oferecem sugestões para a véspera e para o dia decisivo. Na visão de Denis Regis, que leciona história na rede Alub, a palavra-chave é descanso. “No sábado, o candidato deve relaxar. Mas não pode ser nada exagerado, como ir a festas, comer fritura ou comida de rua”, alerta.

No dia da prova, a orientação, segundo Denis, é começar pelos conteúdos com os quais os estudantes têm mais facilidade. A medida é uma forma de se acalmar e adquirir confiança para então se dedicar às questões mais complexas. O historiador oferece ainda uma sugestão sobre quais conteúdos devem ser abordados. “A ditadura militar é um tema vigente. Nós estamos com os tópicos da liberdade e da democracia muito aflorados por pessoas que, diante das crises na economia e na política, acreditam que a ditadura militar seja a melhor opção”, opina.

O coordenador do curso pré-vestibular do Galois, Paulo Perez, vai além e responde à dúvida de grande parte dos vestibulandos: chutar ou não chutar? “Nos itens do tipo A, na dúvida, marque. Se demorou muito, deixe para o fimda prova. Nas questões da categoria B, que são cálculos,  pode chutar, pois elas não têm fator de correção. Em perguntas do tipo C, em que há uma resposta entre quatro possibilidades, vale a pena arriscar, não precisa ser muito cauteloso. Já os itens do tipo D, que são subjetivos, o conselho é deixar para o fim, pois demandam muito tempo”, sugere. “O aluno tem que saber tentar.Se houve uma preparação durante todo o ano, o conhecimento para a questão já foi obtido. Isso é diferente de chutar, que é quando não se sabe nada sobre o assunto”, analisa.

Oriente médio


O professor de geografia do Marista, César Augusto Berçott, descreve as possíveis reações do aluno diante dos itens. Se o candidato estiver em apuros com uma questão, ele sugere a realização de uma espécie diálogo mental com o elaborador da prova. “Será que o examinador fez esse item para me pegar na data? No nome? Qual a intenção do examinador ao construir esse item? Se ele fizer isso, tende a buscar uma saída no item”, pontua.

Para Berçott, há chance de que o Estado Islâmico seja um dos tópicos da prova. “Novamente, o Oriente Médio volta a ser  palco de problemas que têm reflexos internacionais. É um problema que vem desde o ano passado e agora se agrava”.

As alunas do terceiro ano do Marista, Luísa Peixoto da Eira e Elisa Almeida Sabbat, que concorrem juntas para o curso de engenharia elétrica, também fazem apostas. “Gostaria que fosse sobre governos e a situação geopolítica do mundo”, diz Elisa. “Ficaria muito feliz se fosse sobre os tipos de família, porque esse foi objeto de um trabalho feito por mim durante o ano letivo”, comenta Luísa.

As amigas, que estão entre os cinco estudantes mais bem colocados em simulados realizados do colégio, vão tirar o dia de sábado para atividades leves. “Estudar no dia antes da prova mais atrapalha do que ajuda. Deixa com ansiedade e dúvidas”, relata Elisa.

 Mesmo assim, ela pretende ouvir alguma música ou assistir a algum filme que esteja listado na matriz do processo seletivo. “Talvez eu dê uma olhada nas músicas, que são as obras mais fáceis de ouvir. À tarde vou sair com meus amigos”, compartilha.

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