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Estudantes que passaram nos primeiros lugares do último PAS dão dicas para quem vai fazer a terceira etapa do exame hoje. Segundo eles, é preciso ter calma e criar um método para fazer a prova com equilíbrio de tempo para não correr no fim

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postado em 29/11/2015 12:46 / atualizado em 29/11/2015 12:51

Laura Tizzo /Especial para o Correio

Minervino Junior

 

As provas da última etapa do Programa de Avaliação Seriada (PAS) serão aplicadas hoje para os 10.597 inscritos, que concorrem a 2.106 vagas na Universidade de Brasília. São 97 cursos aos quais os aprovados terão acesso e, de acordo com o Cespe, o mais concorrido continua sendo medicina, seguido por direito e psicologia. Ao longo da semana, o Correio publicou reportagens com recomendações fornecidas por professores sobre o exame. Desta vez, é hora de quem já passou pelo PAS dar as últimas dicas aos vestibulandos.

Para o primeiro colocado no PAS para o câmpus Darcy Ribeiro no fim do ano passado, Lorenzo Dino, estar tranquilo é um diferencial. “Aqueles que já estudaram o conteúdo não têm com o que se preocupar agora. É hora de estar calmo, descansado. Não se preocupe muito: se foi bem nos anos anteriores, agora só precisa confirmar o resultado”, opina. Uma dúvida recorrente entre os alunos é se vale a pena arriscar a resposta em itens com fator de correção, aqueles em que cada erro anula um acerto. Na visão de Dino, a tentativa é válida. “Na primeira etapa, eu deixei algumas questões em branco porque estava inseguro. Já na seguinte, eu decidi arriscar e o resultado foi bom”, aconselha.

Ex-aluno do Sigma que agora cursa medicina, Lorenzo utilizou, durante a experiência com o PAS, a estratégia de deixar por último as questões discursivas da prova. Segundo ele, para ganhar tempo. “Quando terminava todos os itens objetivos, fazia a redação e, então, os que eu havia deixado sem fazer”, explica. Com relação à redação, a dica de Dino é ser direto. “Título, eu só colocava se pedissem. No texto, não me alongava muito com coisas desnecessárias”, observa.

A tática do segundo colocado no exame anterior, Pedro Guimarães Candido Freire, era, antes de tudo, ler o tema da redação e os itens discursivos. “Mas eu só lia a proposta para já ir pensando em algo, e depois resolvia a prova”, comenta. Outro método indicado, segundo o ex-estudante do Galois, é alternar a resolução dos itens em que o candidato tenha mais dificuldade com aqueles que considera mais fáceis. “Em Exatas, eu resolvia o maior número de questões e ficava mais confiante. Eu precisava dar esse respiro logo depois de fazer Humanas, que é a área com a qual eu menos me identifico”, sugere.

Quando os itens objetivos já estavam assinalados, Freire passava para o texto, mas não sem uma estratégia. O atual aluno de medicina na UnB elencava, em tópicos, as ideias pensadas para a redação. “Eu escrevia uma tese central e uma frase, na frente, resumindo tudo. Para o primeiro parágrafo de defesa, eu resumia meus argumentos, e deixava a conclusão e a introdução para o fim. Depois de fazer esse resumo, eu escrevia a redação, de fato, com base nele”, relata.

O primeiro colocado no câmpus do Gama no mesmo triênio de Lorenzo e Pedro, Ian Massa, recomenda, acima de tudo, que os alunos atentem ao horário de saída de casa. Isso porque, em 2014, o mineiro não conseguiu chegar a tempo de prestar um concurso em Vitória porque um evento de maratona que ocorria na cidade causou transtornos no trânsito. “É um sentimento muito ruim perder a oportunidade. Por isso, é necessário estar atento e chegar antes de os portões abrirem. A terceira etapa é extremamente decisiva”, afirma o estudante de engenharia.

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