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600 vagas no IBGE

Há oportunidades para níveis médio e superior, com salários de até R$ 8.734,88. Brasília terá 21 postos. As inscrições estão abertas até fevereiro

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postado em 17/01/2016 13:08

Lucileia Meireles

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está com 600 vagas abertas em dois concursos públicos. Por meio do edital nº 1/2015, são ofertadas 90 vagas para analista de planejamento, gestão e infraestrutura em informações geográficas e estatística e 50 oportunidades para tecnologista em informações geográficas e estatística. Ambos os cargos exigem nível superior e oferecem salários de R$ 4.352,49; no entanto, a remuneração pode chegar a R$ 8.734,88 de acordo com gratificações por especializações.


O edital nº 2/2015 abriu 460 vagas para técnico em informações geográficas e estatísticas, com salário de R$ 2.216,45, podendo chegar a R$ 4.638,01, de acordo com gratificações. Brasília concentra 21 vagas: são 20 para nível médio e uma para o cargo de analista. O restante das oportunidades está espalhado por 165 municípios.


A Fundação Getulio Vargas aplicará prova objetiva com questões de múltipla escolha para todos os concorrentes em 10 de abril (nível superior) e 17 de abril (nível médio). Para analista e tecnologista, as avaliações terão 70 questões sobre língua portuguesa (15), língua inglesa (10), raciocínio lógico quantitativo (10) e conhecimentos específicos (35). No caso do tecnologista na área de estatística, serão 70 perguntas sobre língua portuguesa (15), língua inglesa (10) e conhecimentos específicos (45).


Candidatos ao posto de analista na área de análise de sistemas / desenvolvimento de sistemas terão que fazer teste com 60 questões, sendo 10 de língua portuguesa, 10 de língua inglesa, 10 de raciocínio lógico quantitativo e 30 de conhecimentos específicos. A prova para essa posição será aplicada no Rio de Janeiro, em 10 de abril.


Os exames para técnico do IBGE constarão de 60 perguntas sobre língua portuguesa (20), geografia (15), matemática (15) e conhecimentos sobre o instituto (10). Cristiane Nascimento, 40 anos, fará essa prova. Ela trabalha como vigilante terceirizada no Hospital Regional de Santa Maria há cinco anos. Graduada em serviço social, decidiu fazer o concurso do IBGE para nível médio e se diz confiante. “Estou há um mês estudando para esse concurso, lendo apostilas e assistindo a videoaulas”, conta. “Nos dias em que estou de plantão, estudo das 2h às 5h da manhã, no próprio hospital. Quando estou de folga, eu me dedico das 13h às 16h, em bibliotecas ou em casa.”

Preparação

Em relação às questões de conhecimentos sobre o IBGE (cobradas na prova de nível médio), a FGV disponibilizou uma apostila para download gratuito no site fgvprojetos.fgv.br/concursos/ibge/nivelmedio. “A apostila da FGV é excelente, porém bastante resumida, então é importante fazer uma pesquisa sobre a instituição no site do IBGE, que traz outras informações”, diz Marico Canedo professor de direito e legislação específica do IMP Concursos. “É preciso também se atentar às quatro grandes áreas específicas do IBGE: cartografia, estatística, geociências e dados socioeconômicos”, aconselha.


O professor de matemática e raciocínio lógico do Grupo Impacto Marcelo Leite alerta que é preciso começar a estudar o quanto antes para ter chances de aprovação. “É importante e preparar com base em provas anteriores da FGV, como a da Prefeitura de Niterói, a do Tribunal de Justiça de Rondônia e a da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso, todas de 2015”, diz. “Em matemática, o conteúdo programático é bem extenso. Aconselho estudar tópico por tópico cobrado no edital, fazer resumos e listas de exercícios”, completa.


Para se sair bem em direito administrativo, é preciso dominar a Lei n° 8.112/1990 (regime jurídico único dos servidores públicos) e a Lei n° 8.666/1993 (sobre processos de licitação). Essa é a dica de Fábio Lúcio, professor de contabilidade pública, conhecimentos sobre regulação, auditoria e controle no Gran Cursos.


Paulo Lacerda, professor de administração financeira e orçamentária do Gran Cursos, indica que os concurseiros fiquem atentos às mudanças nas legislações. “Por causa da recessão econômica, a Lei de Responsabilidade Fiscal, principalmente os gastos com pessoal e com o endividamento estatal, devem cair no exame”, aposta. Segundo o professor, é necessário um estudo focado, especialmente, em provas e exercícios anteriores. “Só tome cuidado com questões muito antigas, pois elas podem estar desatualizadas.”

 

Outras eleções

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), por meio da Portaria nº 571/2015, autorizou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística a promover novo processo seletivo simplificado que visa o preenchimento de 82.023 vagas de níveis fundamental, médio e superior para atuação do próximo Censo Agropecuário. Os editais devem ser divulgados em breve, já que o prazo para essas publicações expira em junho de 2016.

 

O que diz  edital

Concursos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
» Inscrições: até 28 de fevereiro pelo site fgv.br/fgvprojetos/concursos/ibge
» Taxas: R$ 49 (nível médio) e R$ 69 (nível superior)
» Vagas: 600
» Salários: R$ 2.216,45 a R$ 4.638,01 (nível médio) e R$ 4.352,49 a R$ 8.734,88 (nível superior)
» Provas objetivas: 10 de abril (nível superior) e 17 de abril (nível médio)
» Locais de provas: 165 municípios

 

Passe bem

Administração financeira e orçamentária (AFO)

 

A dívida consolidada de um ente da Federação ultrapassou o limite legal no montante de R$ 1.200.000 ao final do quadrimestre. Nesse caso, conforme estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal, deverá retornar ao limite até o término dos três quadrimestres subsequentes. No primeiro, haverá uma redução de pelo menos:

(A) 240.000.
(B) 300.000.
(C) 360.000.
(D) 420.000.
(E) 180.000.

Comentário

A dívida consolidada é todo compromisso assumido por parte do Estado que tem prazo de pagamento superior a um ano e necessita de autorização legislativa previa para sua efetivação. Os entes, em regra, devem respeitar limites de endividamento, que, caso sejam ultrapassados, deverão ser enquadrados pelos respectivos gestores que eles representam. Se eles forem ultrapassados, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, no fim de um quadrimestre, deverá retornar ao limite até o término dos três quadrimestres seguintes, sendo que, no primeiro, a redução deverá ser de, no mínimo, 25% (1/4) do excesso. ][
R$ 1,200.000 de excesso x 0,25 (redução do primeiro quadrimestre) = R$ 300.000

Questão do concurso da Secretaria de Administração do Estado de Pernambuco (SAD), aplicada pela Fundação Getulio Vargas de 2008, comentada pelo professor de administração financeira e orçamentária Paulo Lacerda

Gabarito: Letra B

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