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Os feras do Sisu

Conheça os campões do Sisu na UnB

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postado em 18/01/2016 20:57 / atualizado em 19/01/2016 16:56

Marianna Nascimento - Especial para o Correio

Minervino Junior/CB/D.A.Press
As nove maiores notas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) na Universidade de Brasília (UnB) foram de candidatos à medicina. Apesar da façanha, desta vez, esse não foi o curso mais concorrido e ocupa a 15ª posição na lista dos mais procurados, atrás de opções como nutrição, direito, administração, psicologia, pedagogia e serviço social. Em números absolutos, medicina ficou em 23º lugar, com 1.241 inscritos. Confira aqui a lista de selecionados.

 

O primeiro colocado geral na UnB é o morador de Ceres, em Goiás, Gustavo Antonio Prado, 18 anos. Filho de enfermeira, o garoto havia passado na Universidade Federal Fluminense (UFF) em edições anteriores do Sisu, mas estudar medicina na capital era uma meta da qual ele não abriu mão.

 

"Desde criança, minha mãe me levava para o hospital e eu sentia que aquele era um ambiente em que gostaria de estar. Eu me sinto realizado porque, desde quando comecei o ensino médio, a UnB era meu objetivo", afirma.

 

Novatos e experientes
Pedro Foschete completou 18 anos na semana passada e comemora a chegada da maioridade com a conquista do segundo lugar no Sisu da UnB. Essa foi a primeira vez que ele fez o Enem com o intuito de ingressar na universidade, e o garoto se surpreendeu com o resultado.

“Estava apostando todas as minhas fichas no PAS (Programa de Avaliação Seriada), então fui para o Enem mais tranquilo e sem tanto compromisso, mas tive uma surpresa boa. A prova estava favorável. Quando não passei no PAS, fiquei cabisbaixo, mas, no dia seguinte, vi minha nota do Enem e sabia que tinha ido bem.”

A mãe, Giselle Foschete, destaca a determinação do filho. “A gente sempre deu muito apoio porque, desde criancinha, ele fala em ser médico. Confesso que, no ano passado, tentei fazer ele mudar de ideia, porque é muito estudo e sacrifício, mas o Pedro tinha certeza absoluta e, na primeira tentativa, passou em segundo lugar. Foi um feito fantástico”, elogia. O filho admite a persistência. “O Sisu dá um leque de opções, inclusive de universidades que os próprios médicos e professores diziam que tinham um curso de medicina melhor que o da UnB, mas eu não quis deixar a cidade.”

Já a trajetória acadêmica de Emilton Brito, 26, é longa e cheia de tentativas e erros, mas também de muitos sucessos. Aprovado em medicina, ele foi o nono entre os 10 primeiros colocados do Sisu na UnB, mas não é a primeira vez que ele ingressa no tão concorrido curso ou mesmo na universidade. Em 2008, Brito cursou um semestre de administração, mas não se identificou e desistiu. No segundo semestre de 2014, Brito passou em concurso público do Banco do Brasil e, contando com o novo emprego, resolveu atender a um desejo antigo e prestar vestibular para medicina — no qual também foi aprovado.

Ele frequentou as aulas durante uma semana, mas, como não foi chamado para assumir o cargo no banco, precisou abandonar a faculdade. “Meu problema era dinheiro: eu não tinha condição de bancar o curso. No primeiro dia de aula, recebi uma lista de compras enorme com agulhas e outros materiais. Em julho de 2015, finalmente fui chamado e resolvi tentar de novo. Agora vou lutar para conciliar o emprego com os seis anos de estudo”, planeja.

A busca por um sonho adiado foi o que levou Pedro Ricardo Teichmann, 22, a seguir o caminho que resultou na conquista do terceiro lugar geral na UnB e na aprovação também em medicina. Morador do Guará, Teichmann é formado em direito pela UnB, mas a área de saúde é uma constante desde o ensino médio. “Sempre tive a vontade de estudar medicina, mas parecia algo muito distante. Fazer direito soou mais realista na época, mas eu me sentia mal em deixar tudo de que gostava, como biologia e química, para trás. O curso foi bom, mas não se compara com a felicidade que eu sinto agora”, comemora.

Calma, equilíbrio e disciplina são as ferramentas de Ítalo Landim, 18, para construir a rotina de estudos que garantiu a aprovação em medicina e o sétimo lugar na colocação geral da UnB. Landim conta que estudava no cursinho, de segunda a sábado, e em casa diariamente. O segredo, ele diz, é não perder o ritmo, mas respeitar os próprios limites. ”Não sou 100% disciplinado, mas sempre me esforcei e me cobrei boas notas. É importante conhecer suas limitações, descansar e sair quando está cansado, dormir. Se você aguenta três horas de estudo e faz nove direto, não aprende nada.”

Treineiros
Nem só de incansáveis estudantes é feita a lista dos primeiros colocados na UnB pelo Sisu. Alguns são como o professor de matemática de cursinho Lafayette Sposito, 33. Desde 2001, quando ingressou na profissão, ele participa de processos seletivos para se manter atualizado e passar conhecimentos sobre as provas para os alunos. É a segunda vez que Sposito é aprovado em medicina na UnB. “Quando faço a prova, ela é mais difícil que no conforto da minha casa. Depois de uma década, falo tranquilamente para eles que não é impossível passar. Este ano, não caiu nada de outro mundo na prova, achei o nível da maioria das questões alcançável”, avalia.

O professor afirma que um elemento imprescindível para o bom desempenho é a habilidade de leitura e interpretação de texto. Os alunos, segundo ele, devem buscar conhecimento em fontes diversas, que vão além dos livros didáticos. “Uma leitura rápida e bem feita faz diferença em absolutamente todas as perguntas, inclusive de matemática ou física. Em termos de conteúdo, a prova é muito abrangente. Quanto mais materiais puderem servir de base para estudo, melhor”, aconselha.

A UnB também não é a primeira opção para Pedro Ângelo Vaz, 19. Aprovado em medicina, ele fez a prova a título de treino e não tem intenção de largar a graduação em engenharia aeronáutica da Universidade de São Paulo (USP), que cursa há três semestres. “Sempre gostei tanto de matemática, física e química quanto de biologia, então nunca soube direito o que queria estudar, mas escolhi engenharia, acabei gostando do curso e não vou mudar. Só fiz a prova porque gosto de cobrar de mim mesmo um bom desempenho”, conta.

Opção diferente
Guilherme Bertoldo, 17, de Anápolis (GO), alcançou a décima posição no Sisu da UnB. Ele é o primeiro do ranking que não optou por medicina: a escolha dele foi por engenharia mecatrônica.“Acho que toda a minha vida eu quis fazer engenharia e, nos últimos dois anos, pesquisei bastante sobre o curso. Acho que é uma área importante para o futuro e o desenvolvimento humano.” O novo calouro de engenharia agora vai morar em república, com outros amigos de Anápolis que também ingressaram na universidade federal. “Estou ansioso para o começo das aulas. Tudo o que eu ouvi dos meus professores e amigos sobre meu curso e pós-graduação da UnB é positivo”, conta.

Calendário
18/1

Resultado da chamada regular

18/1 a 29/1
Prazo para participar da lista de espera

22/1 a 26/1
Matrícula da chamada regular

04/2
Convocação dos candidatos em lista de espera

 

Confira a lista dos 10 primeiros colocados e as respectivas médias no Enem

 

Arquivo pessoal

»GUSTAVO ANTONIO DE PAULA PRADO

»18 anos

»Média: 867,03

»Ceres (GO)

 

Minervino Junior/CB/D.A Press

»PEDRO FOSCHETE MEIRELLES

» 18 anos

»Média: 848,82 

»Brasília (DF)

 

Minervino Junior/CB/D.A Press
 

»PEDRO RICARDO TEICHMANN FERNANDES BESSOW

» 22 anos

»Média: 840,91 

»Brasília (DF)

 

»PEDRO ANGELO VAZ DE CARVALHO

» 19 anos

»Média: 840,82

»São Carlos (SP) 

 

Arquivo pessoal

»LAFAYETTE SPOSITO GOYANO JOTA

»33 anos

»Média:838,28

»Goiânia (GO)

 

Arquivo pessoal

»FELIPE KENZO GRANADO MIURA

» 17 anos

» Média: 836,09

» Mogi das Cruzes (SP)

 

Minervino Junior/CB/D.A Press

»ITALO DIAS DE SOUSA PAES LANDIM

» 18 anos 

»Média:834,06 

»Brasília (DF)

 

»JEANNE PRISCILA SANTOS

» 24 anos 

»832,31

» Cotia (SP) 

 

Minervino Junior/CB/D.A Press

»EMILTON BRITO DE SOUZA

» 26 anos 

»Média:832,26 

»Brasília (DF)

 

Arquivo pessoal

»GUILHERME BERTOLDO GUERRA 

»17 anos

»Média:811,02

»Anápolis (GO) 

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