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440 chances para ser cadete

Exército seleciona jovens de ambos os sexos para graduação de cinco anos na linha de ensino militar bélico. Português e matemática, disciplinas de peso 2 na prova, tendem a ser as mais importantes, mas é preciso se atentar também a outros conteúdos de ensino médio

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postado em 15/05/2016 14:21

Arquivo Pessoal

A Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) abriu 440 vagas para cadetes, das quais apenas 40 são para mulheres. A seleção é para formação e graduação de oficiais de carreira da linha de ensino militar bélico. Para participar do concurso, é preciso ter concluído o ensino médio e ter entre 17 e 22 anos em 31 de dezembro de 2017. O concurso é dividido em duas fases. Uma delas é o exame intelectual de caráter eliminatório e classificatório aplicado durante dois dias consecutivos: no primeiro, são cobradas questões de português (20), física (12) e química (12), além de redação; no segundo dia, caem matemática (20), geografia (12), história (12) e inglês (1). As únicas disciplinas de peso 2 são português e matemática. A segunda fase, apenas de caráter eliminatório, inclui comprovação dos requisitos biográficos, inspeção de saúde e exame de aptidão física.


Os aprovados dentro do número de vagas farão um curso de nível superior de cinco anos. As aulas começam em 2017. Um ano será passado em regime de internato na EsPCEx, em Campinas (SP) como aluno. No restante do tempo, os selecionados ficarão na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende (RJ), com o título de cadete. Os do sexo masculino poderão escolher entre os seguintes cursos: infantaria, cavalaria, artilharia, engenharia, comunicações, intendência e material bélico. Essa opção dependerá do rendimento escolar. Já cadete do sexo feminino, no processo de escolha, somente poderá optar pelos cursos de intendência ou de material bélico. O curso será composto de uma série de disciplinas acadêmicas e militares, com cargas teórica e prática. Os concluintes serão declarados aspirantes a oficial, sendo conferida, após a colação de grau, a graduação de bacharel em ciências militares.

Candidato
O estudante João Pedro Almeida, 18 anos, quer ser oficial da infantaria e decidiu ser militar aos 10 anos. “Acho que tenho vocação. Eu gostava de assistir a filmes e documentários com essa temática.” Ele estuda pela manhã na biblioteca do cursinho e tem aulas de segunda-feira a sábado à tarde e, às vezes, também à noite. “Estudo pelas bibliografias e faço provas anteriores para ter uma noção da prova”, conta. Apesar de estar confiante, o jovem considera a prova complicada pelo grande número de matérias, o que torna a administração do tempo um desafio. “Meu maior foco está em matemática e física. Tenho o pensamento positivo para não desanimar”, revela.

Dicas
O professor de português do curso Seleção Mario Torres conta que a prova passou por uma transformação, e os critérios mudaram. “Antes, o candidato tinha que somar as afirmativas e marcar o valor no gabarito e isso reprovava muito”, lembra. Agora o aluno precisa apenas combinar as afirmativas com letras. Na parte de língua portuguesa, Mário comenta que a avaliação era muito objetiva e, agora, exige mais reflexão e atenção. “É uma gramática interpretativa, então o candidato tem que se concentrar em coesão e coerência, regência, concordância verbal e nominal, modalidades verbais e valor semântico de conectivos”, aconselha.

 

Passe bem/Português

Leia o conjunto de frases a seguir e responda, na sequência, quais funções são assumidas pela palavra “que”.
 
I - Cinco contos que fossem, era um arranjo menor...
II - Que bom seria viver aqui!
III -  Leio nos seus olhos claros um quê de profunda curiosidade.
IV - A nós que não a eles, compete fazê-lo.
V - Falou de tal modo que nos empolgou.
 
A) conjunção subordinativa consecutiva - interjeição de admiração - pronome indefinido - conjunção subordinativa comparativa - conjunção subordinativa consecutiva
B) conjunção subordinativa concessiva - interjeição de admiração - substantivo - pronome relativo - conjunção subordinativa consecutiva
C) conjunção subordinativa consecutiva - advérbio de intensidade - substantivo - pronome relativo - conjunção subordinativa consecutiva
D) conjunção subordinativa concessiva - advérbio de intensidade - substantivo - conjunção coordenativa - conjunção subordinativa consecutiva
E) conjunção subordinativa comparativa - interjeição de admiração - pronome indefinido - palavra expletiva - conjunção subordinativa consecutiva
 
Comentário:
A questão envolve um profundo conhecimento das classes gramaticais e um criteriosa análise semântica do texto. A técnica mais adequada para solucionar de forma mais rápida o quesito é permutar o termo proposto por outro equivalente mas de fácil reconhecimento. No caso do proposto em I seria EMBORA fossem cinco contos, o que nos leva a uma quebra de expectativa, caracterizando um concessiva uma vez que a adversativa também revela esse sentido mas do ponto de vista do ordenamento frasal ela não pode ser deslocada do interior do texto para o início Somente a adversativa concessiva tem essa prerrogativa Quanto ao item II, a equivalência seria “Seria MUITO bom viver aqui” o que enquadra a palavra na classificação de advérbio de intensidade. Já no item III, trata-se de inquisição mais fácil. O artigo torna a palavra subseqüente um substantivo. Isso ocorre em UM QUÊ. Referetemente ao item IV, a correspondência se faz com “Compete a nós e não a eles” Ou “Compete a nós mas não a eles” Isso faz com que a enquadremos no rol das conjunções coordenativas. Para evitar pedidos de anulação,a Banca inteligentemente admitiu as duas interpretações apontado apenas CONJUNÇÃO COORDENATIVA. O item V é de resolução elementar, mas tem que conhecer a teoria. A palavra QUE precedida de uma palavra de intensidade como TAL, TAMANHO, TÃO, TANTO  torna-se uma conjunção consecutiva.
 
Questão retirada da prova da EsPCEx de 2015 resolvida pelo professor de professor de português Mário Torres

 

O que diz o edital

Inscrições: até 28 de junho pelo site www.espcex.ensino.br

Taxa: R$ 90
Vagas: 440 vagas
Salário: não informado
Provas: 10 e 11 de setembro
Locais de prova: Brasília (DF), Goiânia (GO), Rio Branco (AC), Maceió (AL), Manaus (AM), Macapá (AP), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Vila Velha (ES), São Luís (MA), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Belém (PA), João Pessoa (PB), Recife (PE), Teresina (PI), Natal (RN), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Florianópolis (SC), Aracaju (SE), Palmas (TO); Belo Horizonte, Juiz de Fora, Três Corações e Uberlândia (MG); Apucarana, Cascavel e Curitiba (PR); Resende e Rio de Janeiro (RJ); Pelotas, Porto Alegre e Santa Maria (RS); Campinas, Lins, São Paulo e Taubaté (SP).


Para o professor de matemática do curso Zero Um Nicholas Amaral, os candidatos precisam acumular um bom embasamento teórico para depois partirem para a resolução de questões. “É preciso fazer provas militares de todos os tipos para saber resolver testes de todos os níveis”, comenta. Álgebra e geometria analítica e espacial estão entre os conteúdos que mais tendem a cair. “O candidato também deve dar atenção aos conteúdos de progressão aritmética e geométrica, combinatórios e probabilidade”, ressalta. Logaritmo, equação de reta, posições relativas de retas, corpos redondos (cilindros, cone, esfera, tronco de pirâmide e cone), função de segundo grau e exponencial e modular também podem fazer parte da avaliação, de acordo com o docente.


Segundo o professor de física do curso Meta Vanderlan Marcelo Viana, a disciplina que ele ministra costuma assustar os candidatos, porém o aluno precisará lidar com ela durante o curso no Exército. “As matérias que mais costumam cair são as de mecânica, cinemática e dinâmica”, afirma. Ele, que também é engenheiro do Instituto Militar de Engenharia (IME), aconselha evitar a memorização de fórmulas. “As questões são mais conceituais, então uma visão interpretativa é mais importante do que conteúdos decorados”, diz.

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