SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Conheça os primeiros colocados no vestibular de 2016 da UnB

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 11/07/2016 19:50 / atualizado em 12/07/2016 17:10

Passar em seleções de universidades federais não é tarefa fácil. Classificar-se entre as primeiras posições, no entanto, é tarefa ainda mais desafiadora. Conheça alguns dos campeões que ficaram nas classificações mais altas no vestibular de 2016 da Universidade de Brasília (UnB), que teve 21.548 inscritos disputando 4.214 vagas em 98 cursos de graduação.

Tops do câmpus Darcy Ribeiro

Carlos Vieira/CB/D.A Press
 

Juci Melim Junior, 34 anos, conquistou a nota mais alta entre os que concorreram a vagas no câmpus Darcy Ribeiro. Aprovado em medicina, ele não pretende se matricular na UnB. "Na verdade, ao fazer a prova, eu estava apenas dando um apoio ao meu marido, que está tentando ser aprovado em direito. Estudamos juntos e fizemos o vestibular juntos", conta. O companheiro de Juci Melim não foi aprovado desta vez, e o casal pretende fazer o Exame Nacional do Ensino (Enem) juntos.

Natural de Apucarama (PR), Juci Melim cursa o quarto semestre de direito na UnB, é formado em engenharia elétrica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), servidor público do Senado Federal, em que ocupa a função de consultor de orçamentos. Antes disso, foi servidor na Secretaria do Tesouro Nacional e no Tribunal de Contas da União (TCU).

Ele fez o ensino fundamental inteiro em escola pública. "Quando eu estava na quinta série, tinha uma professora que vendia brigadeiros no intervalo e, uma vez, ela me perguntou o que eu queria fazer da minha vida. Eu disse que queria fazer medicina e então ela me disse: estudando aqui, você não vai conseguir ser médico nunca; me procura quando acabar o ensino fundamental que eu vou te ajudar", lembra. A professora em questão conseguiu uma bolsa de 50% no Colégio Platão de Apucarama e pagou a outra parte das mensalidades do ensino médio de Juci Melim com o próprio salário. "Foi graças a ela que eu cheguei aqui, ela foi um anjo na minha vida", completa.

Quando se formou no ensino médio, decidiu que queria fazer engenharia, mas a família não tinha dinheiro para sustentá-lo fora de da cidade. Foi então que conheceu o ITA, em São José dos Campos, que além de disponibilizar dormitórios por uma mensalidade de R$ 30, ainda tinha o chamado Rancho, que dava café, almoço e jantar para os alunos. Juci Melim resolveu estudar para passar na instituição, mas nunca muitas horas por dia. "Eu nunca fui muito organizado, mas sempre fui muito concentrado. Enquanto a maior parte das pessoas estuda de pouquinho em muitas horas, eu estudo muito concentrado, mas por pouco tempo. Então eram vários momentos que juntos dariam duas horas por dia", explica. "Cada um tem um método de estudo, não existe um jeito certo", completa.

Depois de se graduar no ITA, em 2004, o paranaense foi aprovado no concurso do Tesouro Nacional e se mudou para Brasília. Em 2006, decidiu começar o curso de direito na UnB, mas largou a graduação um semestre depois, quando conheceu o atual marido e ficou difícil conciliar vida pessoal, trabalho e estudos. Agora como consultor no Senado, acredita que a área é importante para seu desempenho profissional e decidiu retornar ao curso. Segundo o engenheiro, a aprovação foi fácil devido à formação em exatas, que permitiu um maior desempenho na avaliação do segundo dia de provas.

"Eu fui até professor de química em cursinho enquanto estudava no ITA", revela, "Eu acho essa carreira de professor muito bonita, pretendo voltar a dar aulas. Ter passado em primeiro lugar é um bom cartão de visitas para mostrar em cursinhos", completa. Juci Melim pensa em começar um programa de coaching para vestibular. "Em vez de ensinar a matéria, quer ensinar as pessoas a se prepararem para a prova e melhorarem resultados", explica.

 

Arquivo pessoal

 

Lucas Soares de Aguiar, 18 anos, brasiliense, também foi aprovado para medicina e ficou em quinto lugar entre os classificados do câmpus Darcy Ribeiro. "Eu estou sem palavras. Valeu a pena deixar de estar com os amigos, pegar ônibus tarde da noite, estudar o dia todo... Quando você passa, é indescritível", conta o calouro. Lucas sonha desde criança em ser médico, pois costumava presenciar o trabalho de seu pai, que segue essa profissão. "Eu sempre vi a medicina como um jeito de ajudar as pessoas de forma mais íntima, pessoal, sem barreiras de formalidade."

O recém-aprovado fez ensinos fundamental e médio no Colégio Sigma da Asa Sul e nunca acreditou em plano de estudos. "Eu estudava da forma que achava mais confortável, só a matéria do dia." Mas isso não significa moleza: ele tinha aulas no cursinho Único das 7h às 12h50 e estudava na biblioteca do próprio cursinho das 13h20 às 20h30 todos os dias desde que terminou o ensino médio há um ano e meio.

 

Este foi o primeiro vestibular da UnB que ele prestou. "Da primeira vez, eu perdi minha identidade e não deu tempo de fazer o boletim de ocorrência; na segunda vez, meu pai esqueceu de bagar o boleto", conta.

 

Lucas não estava muito confiante, achou que tinha ido mal na redação. Depois que saiu a nota, ficou mais tranquilo, mesmo assim, depois de corrigir os gabaritos e achou que a nota não era suficiente. A irmã dele, Luisa Aguiar, 16, disse que "ele é o orgulho da família." Para quem está se preparando para o próximo vestibular, Lucas deixa a dica: "não bitola, mas estuda! Não precisa deixar de sair com os amigos, fazer esporte e essas coisas, o importante é conciliar as atividades".

 

Campeã de Ceilândia

Arquivo pessoal
Julia Valadão Junqueira, 18 anos, foi a terceira colocada no vestibular do câmpus Ceilândia. Ela foi aprovada para farmácia, no entanto, essa não é a carreira escolhida por ela, que deseja estudar medicina. Por isso, ela não sabe dizer se efetivará a matricula. “Mesmo assim, eu estou muito feliz. É bom saber que os estudos estão rendendo”, descreve a estudante. Ela afirma que é necessário ter foco e se dedicar aos estudos para passar. “Enquanto eu estava no cursinho, eu nem saía aos fins de semana”, relata ela que terminou o ensino médio no Colégio Galois e teve aulas no cursinho Único.

 

Esclarecimento

O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) não informou os nomes dos aprovados em segundo, terceiro e quarto lugares no câmpus Darcy Ribeiro; nem em primeira e segunda colocações no câmpus Ceilândia; tampouco informou os classificados nas primeiras posições nos demais câmpus.

 

publicidade

publicidade