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Para cursar engenharia no Exército

Instituto militar está com 98 vagas abertas em vestibular, e os participantes podem seguir ou não carreira nas Forças Armadas. Entre as opções de curso estão civil, da computação, mecânica, química, entre outras

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postado em 14/08/2016 15:45 / atualizado em 14/08/2016 15:51

Gabriela Studart

Quer ser engenheiro? Já escolheu a instituição de ensino em que deseja se formar? O Exército pode ser uma opção. O Instituto Militar de Engenharia (IME) está com inscrições abertas para o Concurso de Admissão ao Curso de Formação e Graduação de Oficiais da Ativa e da Reserva do Quadro de Engenheiros Militares. São 75 vagas para ativa, destinadas a quem quer seguir carreira militar, e 23 para reserva, voltadas aos que não têm o objetivo de trilhar esse caminho. Podem participar da seleção brasileiros natos, de 16 a 21 anos completados no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2016. Também é necessário ter terminado o ensino médio até o ato da matrícula, prevista para 3 de fevereiro de 2017.


Homens maiores de 18 anos precisam estar em dia com as obrigações militares, e mulheres precisam ser voluntárias no serviço militar. O Curso de Formação e Graduação (CFG), com duração de cinco anos no Rio de Janeiro, forma engenheiros militares nas seguintes especialidades: civil, eletrônica, elétrica, comunicações, mecânica e de armamento, mecânica e de automóveis, de materiais, química, cartográfica, e da computação.


Alunos da ativa recebem fardamento, alimentação, assistência médica, dentária, psicológica, alojamento e remuneração. No quinto ano, passam à condição de 1º tenente. Ao término do curso, tornam-se oficiais da ativa. Matriculados no curso de reserva receberão os mesmos benefícios apenas no primeiro ano.


A primeira etapa do concurso, de caráter eliminatório, consiste em 40 questões objetivas de matemática (15), física (15) e química (10). A segunda parte, classificatória, terá provas discursivas de matemática, física e química e outras duas mistas de português e inglês, além da redação, eliminatória. Há ainda inspeção de saúde e exame de aptidão física, com corrida, abdominal supra e flexão de braços sobre o solo.


Leonardo Gomes, 20 anos, terminou o ensino médio há dois anos e estuda 13 horas por dia para concorrer a uma das vagas da reserva. “O IME tem um histórico de formar excelentes profissionais, o que cria melhores oportunidades no mercado de trabalho”, diz. Kathianne Nivan, 19, concluiu o ensino médio em 2013 e pretende disputar uma vaga no curso de oficiais da ativa e estuda 14 horas diárias. A jovem tem menos aptidão em física, por isso vem se dedicando mais a essa disciplina. “Meu diferencial está em saber lidar com o tempo de prova”, percebe. Já Renan Salvador, 20, se formou no ensino médio há três anos e pretende entrar no quadro da reserva. Ele diz estudar 16 horas por dia já que “o diploma do IME é reconhecido no país de maneira honrosa.” O rapaz revela que seu pior pesadelo é a química e, para superar, vai “estudar muito”.

Dicas para passar

Fernando Cunha, professor de matemática e coordenador das turmas de alto rendimento do Pódion, escola de ensino médio e curso preparatório para vestibulares, ressalta que as provas do IME tendem a ser tradicionais. “O formato é praticamente o mesmo desde a década de 1960”, observa. Segundo ele, a grande dica é basear os estudos em concursos anteriores. Além disso, Fernando aconselha que os estudantes se concentrem principalmente na segunda fase, composta por matemática (30% do peso final da prova), química (25%) e física (25%). O professor elenca os temas mais cobrados nos últimos anos: trigonometria, análise combinatória, polinômios, números complexos, geometria, físico-química, química geral, mecânica, eletricidade e ondulatória.


Vanderlan Marcelo, coordenador pedagógico do Curso Meta, foi aprovado no vestibular do IME em 1992 e se formou em engenharia mecânica e de automóveis em 1996 . “A carreia de engenharia do Exército é apaixonante. O estudo é forte, e é preciso levar a sério as avaliações.” Para ele, durante a preparação, é válido resolver questões de livros técnicos de autores como Ronald Rousseau e Gelson Iezzi. “O vestibular é voltado a exatas. Ser bom em matemática é obrigação, o diferencial acaba sendo o estudo de línguas”, finaliza.


Professor de português e redação do Curso Cidades, Albert Iglésia ressalta que os candidatos precisam ter domínio de interpretação de texto, normas gramaticais e literatura brasileira, além de conhecimento acerca de atualidades. “Na redação, cada argumento utilizado deve ficar em parágrafos distintos, assim o examinador vai notar que não se fez uma mistura”, orienta. As partes mistas de português e inglês somam juntas 20% do total da nota da segunda fase.


Letícia Costa,  27 anos,  professora de inglês do Fisk, ressalta o valor de traduções,  respostas elaboradas em pequenos trechos e interpretação. “Nas traduções, é necessária a compreensão geral do texto.   Quanto às perguntas que devem ser respondidas, organizar e agrupar as ideias antes de escreve-las trará a objetividade necessária na resposta. Depois, utilize o melhor vocabulário possível e revise.”

 

O que diz o edital

Concurso de Admissão ao Curso de Formação e Graduação de Oficiais da Ativa e da Reserva do Quadro de Engenheiros Militares 2016/2017
Inscrições: até 26 de agosto pelo site inscricoes.ime.eb.br/vestibular/cfg
Vagas: 75 (ativa) e 23 (reserva)
Salários: não informados
Taxa: R$ 100
Datas das provas: 12 de outubro (1ª fase) e 24, 25, 26 e 27 de outubro (2° fase)
Locais de prova: Brasília, Belém, Belo Horizonte, Campinas (SP), Campo Grande, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Juiz de Fora (MG), Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São José dos Campos (SP), São Paulo e Vila Velha.

 

 

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