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Orientação para mudar o mundo

Estudantes brasileiros de Harvard, Yale e Stanford recrutam estudantes brasileiros da rede pública de ensino para mentorias em projetos que tenham impacto social

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postado em 19/09/2016 20:04 / atualizado em 19/09/2016 20:20

Divulgação / Brasilitas
 

Quem nunca teve vontade de deixar sua contribuição para a sociedade? Estudantes brasileiros de consagradas universidades americanas abraçaram um projeto acadêmico visando esse objetivo. O Brasilitas é um programa de mentoria com o intuito de identificar e apoiar jovens estudantes brasileiros da rede pública a desenvolverem iniciativas que gerem impacto social em suas comunidades. “Acreditamos que gente dedicada trabalha melhor em conjunto e estamos a%u0300 procura de alunos com o potencial e a vontade de fazer cada vez mais pelo nosso pai%u0301s”, afirma Gabriel Saruhashi, 18 anos, estudante de Yale.

O programa inicia com a alocação de mentores de acordo com o perfil adequado para cada estudante e projeto. Assim, os mentores conectam os mentorandos a profissionais e especialistas que podem ajuda%u0301-los em suas respectivas iniciativas. Nas reuniões, feitas via Skype, mentor e mentorando traçam plano de metas a longo e curto prazos a fim de viabilizar a ideia e colocar o projeto em prática. A mentoria, atendimento individualizado do projeto, inclui ajuda com todos os passos necessários para desenvolvimento, execução e divulgação do projeto. Há ainda a possibilidade de receber fundos para a aplicação da ideia. A orientação tem duração de cerca de um ano e será finalizada com uma conferência em 2017, aberta ao público, na qual os mentorandos apresentarão seus projetos a especialistas e interessados.

Gabriel Saruhashi explica que o programa busca jovens com visão além das obrigações escolares, como dever de casa ou o vestibular; procura jovens com vontade de colocar a mão na massa e tornar as ideias realidades. “A iniciativa parte do estudante e a área de impacto da sua iniciativa pode ir desde a sua escola ou comunidade até a sua cidade, estado ou país. Mas vale ressaltar que eficácia é mais importante que alcance em si”, explana o aluno de ciência da computação. A proposta pode já estar em andamento ou pode ser uma boa ideia que ainda precisa sair do papel. Segundo o estudante, a área do projeto fica a critério do mentorando e alguns dos domínios possíveis são educação, meio ambiente, política e tecnologia.

Concebido ano passado pelos estudantes membros da Harvard Undergraduate Brazilian Association (HUBA - Associação Brasileira de Graduando em Harvard), esta será a segunda edição do projeto. A primeira edição selecionou 10 estudantes da rede pública, cada um acompanhado por dois mentores. Desta vez, no entanto, eles se juntaram a alunos de outras universidades para ampliar o impacto. “Este ano, com a entrada de alunos de Stanford e Yale no programa, teremos ainda mais mentores e pretendemos expandir o número de vagas”, informa Eduardo Cesar Miranda, 21, brasiliense estudante de psicologia em Harvard.

Ranieri Silvestre, 17 anos, é estudante do 3º ano da Escola Estadual Professor Geraldo Justiniano de Rezende Silva, localizado no município de Suzano (SP) e participou da primeira edição do Brasilitas, no ano passado. O projeto criou uma coleira tecnológica que previne os cães de estados de hipertermia, isto é, excesso de calor no corpo em dias muito quentes. O estudante desenvolveu habilidades em eletrônica, administração e resiliência. Ele debita o sucesso do projeto aos mentores: “As pessoas que me orientaram não pegavam simplesmente o problema e o resolviam por mim, eles me ensinavam como solucionar. Esse é o papel do mentor: orientar, ajudar a acertar os passos da pesquisa, mas também fazer com que o estudante tenha controle sobre a solução dos problemas, pois serão aprendizados que você levará para o resto da vida”, descreve o jovem. O projeto o ajudou Ranieri a se preparar para a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), na qual conquistou medalha de prata, e a conseguir um programa de verão em Tecnologia, Inovação e Empreendedorismo na Universidade de Yale. Além das oportunidades e conhecimento que o projeto lhe proporcionou, o estudante declara que o o crescimento pessoal foi considerável. “Eu passei por um processo de disrupção que me fez pensar sobre um problema, me incomodar com ele e elaborar uma nova solução. Depois de sair da zona de conforto."

As inscrições estão abertas e o prazo se estende até 15 de outubro. Podem se inscrever estudantes do ensino fundamental ou médio da rede pública de ensino. O resultado será divulgado em 1º de novembro. Para mais informações, acesse o site www.brasilitas.org e assista, abaixo, o vídeo de divulgação do projeto.

 

 

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