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Duas semanas para o Enem

O exame nacional está cada vez mais próximo. Candidatos devem se concentrar na resolução de exercícios e no controle da ansiedade. Locais de prova já estão disponíveis

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Minervino Junior/CB/D.A Press

A duas semanas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016, mais de 8,6 milhões de brasileiros aguardam a avaliação que pode dar acesso a universidades, institutos federais, bolsas no programa Ciências sem Fronteiras ou financiamento estudantil. As provas estão marcadas para 5 e 6 de novembro e, segundo especialistas, é o momento de se dedicar à resolução de problemas e a controlar a ansiedade.

Para essa reta final, o coordenador geral do colégio Pódion, George Gonçalves, orienta os candidatos a reduzirem o ritmo de leitura de conteúdos. Segundo ele, por meio da resolução de exercícios, os candidatos podem identificar os conteúdos que mais precisam revisar. “Também se deve direcionar o tempo de estudo para questões que tenham maior peso para o curso pretendido”, alerta.

Ele lembra ainda que o Enem é uma prova longa — são 180 questões, em dois dias de avaliação. Por isso, destaca que é importante se adaptar às condições da prova. Uma das diferenças entre a preparação para o Programa de Avaliação Seriada (PAS) e o vestibular da Universidade de Brasília (UnB) é que, nessas duas avaliações, o aluno pode estudar com calculadora, porque é permitido na prova. Já no Enem, o uso não é autorizado. O aluno pode ter dificuldade se deixar para abrir mão desse recurso só na hora da prova.

Outro ponto importante é checar o local de prova com antecedência. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou os dados ontem. O endereço em que se fará o exame deve ser consultado pelo site.

Equilíbrio
Com relação ao preparo emocional, a palavra-chave é autocontrole, de acordo com a professora Regina Pedroza, do Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento da UnB. Para ela, o candidato não deve ficar desesperado pelo que não estudou, mas acreditar no que sabe. “Deve-se estar concentrado, mas tranquilo. Não se deve querer apreender o que deveria ter sido aprendido ao longo do ano”, orienta.

Nesse sentido, o estudante Helber Santos, 17 anos, do Centro de Ensino Médio Setor Leste, é exemplo. “O que tinha de fazer já foi feito. Estou só revisando e resolvendo exercícios. Tive de tirar algumas das minhas atividades da grade para focar no estudo”, diz.


O estudante  Wesley Aquino, 18, pretende, com a nota do Enem, cursar engenharia mecatrônica. “É uma etapa muito rápida, são três anos para decidir o que você quer e o que vai exercer. Tenho feito um cursinho oferecido pelo governo, que tem me ajudado muito”, disse. Lucas Xavier, 18, também do CEM Setor Leste, confia na conquista da vaga para geografia ou relações internacionais. “Há escolas privadas que têm aulas aos sábados ou domingos, o que faz diferença. Mas há formas de se reduzir essa lacuna. Ela ainda é grande, mas estamos diminuindo cada vez mais.”

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