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Para garantir a vaga na Secretaria de Educação

O aguardado concurso oferece 1.170 vagas, 800 delas para professores. Os salários chegam a R$ 5,2 mil

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postado em 23/10/2016 13:12

Arquivo Pessoal

 

As inscrições para o concurso da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE/DF) serão abertas em dezembro. Apesar disso, há pouco tempo para se preparar, pois as provas estão marcadas para janeiro. O edital abriu 1.170 vagas, além de 1.730 oportunidades em cadastro reserva. Entre os postos vagos, 800 são destinados a professores de educação básica, com remuneração de R$ 2.618,57 para carga horária de 20 horas e R$ 5.237,13 para jornada de 40 horas. O certame promete suprir a grande carência de mão de obra docente nas escolas públicas da capital federal.


Podem ser docentes graduados nas seguintes áreas: administração, pedagogia, educação artística, artes cênicas, teatro, dança, música, artes plásticas, artes visuais, biologia, ciências físicas e biológicas, biomedicina, ciências naturais, ciências sociais, engenharia elétrica ou eletrônica, enfermagem, farmácia, filosofia, física, geografia, história, informática, letras — espanhol, letras — francês, letras — inglês, letras — japonês, letras — língua portuguesa, matemática, nutrição, odontologia, química e sociologia. Todos os cargos exigem que o candidato tenha licenciatura ou uma complementação pedagógica.


Para nível superior, há ainda 40 vagas para analistas de gestão educacional (com salário de R$ 4.223,76, que podem ser ocupadas por detentores de diploma de curso superior em psicologia, economia, direito, contabilidade, comunicação social, biblioteconomia, arquivologia, administração e tecnologia da informação (TI) — que também pode ser substituída por uma graduação em qualquer área com pós-graduação em TI. Os 230 postos de técnico de gestão educacional (com vencimentos de R$ 2.757,90) e os 100 de monitor de gestão educacional (com ganhos mensais de R$ 2.068,43, para jornada de 30 horas semanais) podem ser preenchidos por candidatos de nível médio.

A seleção
O concurso compreenderá avaliações objetivas, para todos os cargos, e discursiva, no caso de postos de nível superior. Também haverá prova de títulos, de caráter classificatório. A banca examinadora é o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe, antigo Cespe). Os conteúdos básicos para todos os cargos são: língua portuguesa, Lei Orgânica do Distrito Federal, noções de direito administrativo e bases legais e temas da educação nacional e distrital. As provas de cargos de nível superior cobrarão ainda conhecimentos acerca de atualidades — na redação — e legislação específica, que abarca: o Plano Nacional de Educação (PNE 2014-2024), o Plano Distrital de Educação (PDE 2015-2024), diretrizes curriculares nacionais gerais para a educação básica e o currículo em movimento da educação básica. Para professor de educação básica, serão cobrados ainda temas educacionais e pedagógicos.


Professora de conhecimentos pedagógicos no IMP Concursos, Madalena Coatio observa que a banca considera a habilidade de reflexão do candidato. “Valoriza-se muito o conhecimento e não a decoreba.” Segundo ela, há muitos conteúdos que são novidade no edital, como o regimento da rede pública do DF. “A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) é o mais importante, e o candidato tem que estar antenado já que ela passou por alterações recentes. Também está em vigor a medida provisória (MP) 746/2016, que é a reforma do ensino médio”, diz. A educadora chama atenção para a relação entre educação, sociedade e tendências pedagógicas — assunto fundamental no concurso. “Não podem ser deixados de lado o PNE, o PDE, a educação de jovens e adultos (EJA) e as diretrizes pedagógicas para organização escolar do segundo ciclo do ensino fundamental”, orienta.


Fábio Luz, coach especializado em concursos e professor de Lei Orgânica do Distrito Federal no Impacto Concursos, observa que conhecimentos prévios sobre a Constituição Federal não ajudarão a estudar a disciplina. “A Lei Orgânica do DF tem que ser entendida como uma constituição distrital. Uma das principais diferenças é que o Distrito Federal é um ente federativo e, portanto, tem autonomia, e não soberania, característica de países”, define. Uma boa notícia é que, segundo Fábio Luz, apesar de a Lei Orgânica do DF ter 365 artigos, apenas os que vão do 1º ao 44º poderão cair no certame; pois eles tratam da estrutura administrativa.


Segundo Fernando Moura, do Instituto Fernando Moura de Estudos Linguísticos, os conteúdos de português sempre vão partir de um ou mais textos. Além disso, 40% da prova envolve reescrituras, que envolvem correção gramatical, sentido original e coerência. “Aspectos linguísticos como concordância, regência e crase, pontuação e colocação pronominal também serão abordados”, diz. Fernando Moura observa que o tema da redação é imprevisível. “É bom ter noção acerca da realidade cultural, econômica e política e estar atento a temas como epidemia do zika vírus e microcefalia, a MP 746, e a PEC 241, que congela gastos públicos por 20 anos”, afirma.

Quero uma vaga
Bacharela em história pela Universidade de Brasília (UnB), Germana Costa, 23 anos, concluirá, neste semestre, a última matéria para obter também o diploma de licenciatura. Desde que foi lançado o edital da Secretaria de Educação, ela estuda seis horas por dia para o concurso. “Eu acho que Brasília é a melhor opção de carreira em magistério porque, em comparação com os estados, o salário é razoável, e a qualidade de trabalho consegue ser acima da média do país”, comenta. Como estudou para outros concursos, Germana relata ter boa base de direito administrativo e de Lei Orgânica do DF, além de conhecimentos específicos em história.


Professor na Secretaria de Educação de Valparaíso e morador de Taguatinga, João Pedro Corrêa, 23 anos, vai tentar uma vaga para monitor de gestão educacional, um cargo de nível médio. Formado em pedagogia pela UnB, o rapaz estuda há quatro meses para a prova, assistindo videoaulas e fazendo exercícios. “Não tenho tanta dificuldade nas disciplinas que envolvem conhecimentos pedagógicos e português, pois tive boa base na faculdade. Entretanto, a legislação é mais difícil”, conta.

 

Passe bem/ Português
Julgue o item a seguir como certo ou errado:
1 - Em “dar-lhes”, o emprego da forma pronominal“-lhes”, justifica-se pela regência transitiva indireta do verbo “dar”.

Comentário:
O pronome “lhes”, com valor de “a eles” ou “a elas”, substituiu, na qualidade de complemento verbal, o objeto indireto de “dar”. Portanto, trata-se de verbo com regência transitiva indireta.

Questão de língua portuguesa retirada da prova para professor classe “A” da Secretaria de Estado de Gestão Administrativa do Distrito Federal de 2006, comentada por Fernando Moura, mestre em ciências da linguagem e especialista em linguística aplicada

Gabarito: certo


O que diz o edital
Concurso público da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE/DF)
Inscrições: de 2 a 23 de dezembro em www.cespe.unb.br
Taxa: R$ 50 (monitor de gestão educacional), R$ 55 (professor de educação básica com carga horária de 20 horas e técnico de gestão educacional), R$ 85 (analista de gestão educacional) ou R$ 90 (professor de educação básica com carga horária de 40 horas).


Vagas: 1.170
Salário: de R$ 2.068,43 a R$ 5.237,13
Provas: 22 de janeiro (professor de educação básica) e 29 de janeiro (analista de gestão educacional, técnico de gestão educacional e monitor de gestão educacional)
Local de prova: Distrito Federal

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