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Questões de dificuldade média

Professores analisam o conteúdo das provas aplicadas no fim de semana: embora trabalhoso, exame não foi muito difícil e os temas seguiram o padrão e a divisão de anos anteriores

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postado em 07/11/2016 10:54

Ana Viriato - Esp. para o CB /

Luis Nova/CB/D.A. Press
 

A prova do segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aplicada ontem, apresentou grande diversidade técnica e temática. Segundo professores brasilienses e paulistas, o teste, cujo conteúdo abordou Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, matemática e redação, garantiu aos candidatos uma ampla gama de interdisciplinaridade. Em um aspecto geral, ainda de acordo com os especialistas, o exame atingiu o nível de dificuldade mediano.

Segundo o balanço do professor de matemática do colégio Leonardo da Vinci, Carlos Alberto Silva, das 45 questões da área de exatas, 37 são consideradas fáceis ou medianas e apenas oito seriam difíceis. “Em relação aos anos anteriores, a prova mostrou-se fácil, porém, mais trabalhosa. As questões exigiram mais atenção dos estudantes. Senti falta de questões de trigonometria”, comentou. O teste, de acordo com o especialista, apresentou uma grande quantidade de questionamentos referentes a conjuntos numéricos e porcentagem. Houve, ainda, muitos gráficos e tabelas.

Thiago Pacífico, docente de matemática do Sistema Ari de Sá, ressaltou o “bom ritmo” do teste. “O cenário da prova estava bem dividido. Muitos temas foram abordados, seguindo o padrão de anos anteriores. Os textos eram rápidos e objetivos. Este ponto é importante para que o candidato não se canse ao longo do teste. Além disso, integraram a matemática ao cotidiano. Mostraram aos inscritos que o conteúdo é realmente necessário”, destacou o professor.

No âmbito de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, o docente de português, João Filho, também do Ari de Sá, acredita que o exame tenha apresentado questões mais difíceis, se comparado ao teste do ano passado. O profissional comemorou o espaço concedido aos autores contemporâneos. “Vimos Ana Cristina César e João Cabral de Melo Neto. Isso é muito importante”, afirmou. A escritora Clarice Lispector também foi tema na disciplina. O professor considerou positivamente, ainda, a matriz de referência do Enem 2016. “Abordaram esportes e artes. No tocante aos gêneros textuais, também houve variedade: crônicas, peças publicitárias, entrevistas”. O professor destacou ainda a questão preferida no exame: a 124, do caderno de prova cinza. O item aborda a instalação como forma de conexão entre a obra e o espectador. “A arte contemporânea joga com a integração. Existiam vários elementos que relacionavam plantio e letras. Nese sentido, o espectador daria vida às palavras e ao trabalho”, explicou.

A professora de português Damiane Borges ressaltou a presença de trechos de alguns autores pouco conhecidos no ambiente escolar. “Freitas Filho, J. A. Guimarães, F. F. Ladeira e M.M. Coelho não são abordados de forma usual. Porém, o conteúdo enriqueceu o aspecto técnico da prova”, comentou. A prova de inglês, em outra vertente, estava em um nível médio de dificuldade, segundo o docente Luciano Gonçalves. O profissional gostou da escolha das habilidades retratadas no exame. “Houve textos sobre tecnologia, diversidade étnica e fenômenos naturais”, analisou. O especialista alega que não foram cobrados aspectos gramaticais da língua inglesa. “Além disso, o vocabulário foi democrático”, concluiu. O Correio disponibilizou os gabaritos extraoficiais do Enem divulgados por algumas instituições. O gabarito oficial será publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educionais Anísio Teixeira (Inep) na próxima quarta-feira.

"Em relação aos anos anteriores, a prova mostrou-se fácil, porém, mais trabalhosa. As questões exigiram mais atenção dos estudantes”

Carlos Alberto Silva,
professor de matemática
do Leonardo da Vinci

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