Sistema do Sisu começa a se normalizar

Alguns candidatos que não conseguiam acessar conseguiram se inscrever na tarde desta quarta-feira (25). O problema, porém, não foi resolvido para todos

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postado em 25/01/2017 19:11 / atualizado em 25/01/2017 19:45

As inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) estão abertas desde terça-feira (24), mas alguns candidatos ainda não conseguiram acessar o sistema. O problema causou revolta nas redes sociais e nas linhas telefônicas da Central de Apoio do Ministério da Educação (MEC), que ficaran congestionadas pelo grande número de ligações. Após mais de 38 horas, o Sisu começou a funcionar normalmente na tarde desta quarta-feira (25), como prometido pelo MEC.

Arquivo Pessoal
Ingride Moura, 26 anos, conseguiu acessar o sistema nesta tarde e se inscreveu nos cursos desejados. “Quando entrei, foi tudo tranquilo. Escolhi minha primeira opção de curso, relações pública, e a segunda, ciências políticas na Universidade Federal de Goiás (UFG). Assim que terminei, apareceu a nota de corte dos cursos, mas não minha posição, acredito que isso só sairá amanhã”, diz.

A goiana, que fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016 na segunda aplicação, em 3 e 4 de dezembro, ficou estressada com o tempo de espera e chegou a perder a madrugada na frente do computador. “Não parava de tentar em nenhum momento, estava bem ansiosa esperando resolverem o problema. A gente se prepara pra poder ingressar numa faculdade o ano inteiro, então é um pouco frustrante quando tem algum problema que envolve a nossa inscrição no programa! Espero que, nas próximas edições, isso não aconteça mais. O nosso sistema pode ser bem melhor”, desabafa.

Arquivo Pessoal
Camila Pinheiro, 23 anos, ficou aliviada ao ver, na página do MEC, no Facebook, que o sistema seria normalizado. Ela tenta se inscrever desde que as inscrições foram abertas à 0h desta terça-feira (24). “Nas primeiras horas, achei que era normal por ter muita gente acessando, além disso não era só eu que sofria com isso. Como o problema continou até hoje, comecei a ficar preocupada e indignada, pois o MEC não dava nenhuma notícia!”, afirma. Agora, Camila está inscrita e espera conseguir uma vaga em arquitetura na Universidade Federal do Pará (UFPA).

Sem sucesso

O processo de ingresso no Sisu foi tranquilo para Eduardo SIlvestre, 19 anos. Ao contrário de muitos que fizeram a segunda aplicação do Enem, Eduardo se inscreveu no primeiro dia. O problema veio depois. “Hoje entrei no Sisu para verificar a nota de corte e não consegui! Ao logar, apareceu uma mensagem dizendo que só podia acessar quem não zerou a redação. Como pode isso? Eu tirei 740 nessa parte da prova! Quando não é essa mensagem, é uma que diz que o número de inscrição ou senha estão errados”, declara.

Arquivo Pessoal
O piauiense também teve problemas ao visualizar as notas do Enem de 2016, que fez para tentar cursar enfermagem ou arquitetura e urbanismo na Universidade Federal do Piauí (UFPI). “Acho um absurdo o que está acontecendo e me sinto totalmente prejudicado. Basta a minha correção, que acredito ser errada. Esse sistema é falho”, conclui ele, que também fez o Enem na segunda aplicação.

 

 

Primeira aplicação
Candidatos que fizeram o Enem na data tradicional, em 5 e 6 de novembro de 2016, também enfrentam problemas para se inscrever. É o caso de Sarah Barbosa, 24, que fez o exame para mudar de universidade — a gaúcha quer continuar o curso de geologia em qualquer instituição do Sudeste —, mas foi surpreendida ao tentar ingressar no Sisu. “Fui me inscrever ontem, às 18h, e não consegui. Tentei várias vezes e achei que eu tinha errado a senha. Daí, troquei de computador e também pedi para um amigo tentar; mas, após diversas tentativas, percebi que o erro não era meu. Então pesquisei no Google e vi que, em 2016, ocorreu o mesmo problema”, relata.

Arquivo Pessoal
Sarah se sente impotente e lesada pelo programa. “O Sisu é uma ótima ideia do MEC, que tem tudo para ser um excelente processo seletivo, mas deixa a desejar pela incapacidade de oferecer um sistema eletrônico de qualidade”, pontua.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*Estagiário sob supervisão de Ana Paula Lisboa