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Correio Braziliense

Em coletiva de imprensa, MEC comenta sobre Sisu, ProUni e Fies

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postado em 06/02/2017 17:43 / atualizado em 06/02/2017 19:05

Estão presentes em coletiva de imprensa iniciada no fim da tarde desta segunda-feira (6), no Ministério da Educação (MEC), o ministro da Educação, Mendonça Filho; Silvio de Sousa Pinheiro, presidente do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE); Eduardo Refinetti Guardia, secretário executivo do Ministério da Fazenda; Maria Helena Castro, secretária executiva do MEC; Paulo Barone, secretário de Educação Superior do MEC; Mansueto Facundo de Almeida Júnior; secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda.


O objetivo do encontro é comentar os resultados do Programa Universidade para Todos (ProUni), fazer um balanço do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e anunciar a abertura do prazo de inscrições do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

 

No ProUni, Foram ofertadas 214.242 bolsas e 1.535.042 inscritos. O número de inscrições — 2.976.550 — foi maior porque cada pessoa podia se inscrever em até duas opções de curto.

 

Os 10 cursos mais procurados foram direito, administração, pedagogia, enfermagem, educação física, psicologia, ciências contábeis, fisioterapia, engenharia civil e serviço social. As graduações com maiores notas de corte foram medicina em Santa Maria (RS), medicina em Colatina (ES) e engenharia civil em Teresina (PI). 

 

Análise sobre o Fies

Mansueto Facundo de Almeida Júnior; secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, afirmou que "o Fies, do jeito que foi montado, não é viável" e acarreta custos muito grandes ao governo. "O Fies foi construído pensando que a taxa de inadimplência fosse de até 10%, mas é muito mais alta. Todo esse ônus racai sobre o Tesouro Nacional", criticou. A taxa de inadimplência varia muito e, segundo Mansueto, há casos em que fica acima de 30% ou 40%.  Ele ainda observou que um trabalho tem sido feito para reestruturar o programa.

 

"Crédito educativo é bom, no mundo todo se faz. O problema do Fies é o jeito que ele foi desenhado", acrescentou. Mansueto esclareceu que um novo modelo para o Fies deve ser lançado em breve, com o objetivo de torná-lo mais sustentável e evitar que ele tenha que acabar, seguindo orientações do Tribunal de Contas da União (TCU).

 

O ministro da Educação observou que, no primeiro semestre do ano passado, foram feitos 148 mil novos contratos pelo Fies e, no primeiro semestre deste ano, serão oferecidas 150 mil vagas. Mendonça Filho ainda acrescentou que, de acordo com as novas regras, será estabelecido um teto para o valor de mensalidades de cursos que podem ser financiadas por meio do programa: R$ 5 mil. O teto global do financiamento semestralmente passa de R$ 45 mil para R$ 30 mil. "O teto já exisita, o que se fez foi fixar um teto mais baixo", defendeu Mendonça Filho.

 

Sisu

Na edição de 2017, as instituições que receberam mais inscrições por meio do Sisu foram a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade Federal do Ceará (UFCE). Com relação a questionamentos sobre violações e ataques ao site do Sisu, Mendonça Filho disse que o site permaneceu intacto, o que será compravado pelas investigações da Polícia Federal. 

 

* Estagiária sob supervisão de Ana Paula Lisboa