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Marinha recruta engenheiros e arquitetos

São 64 vagas com salário inicial de R$ 7,3 mil. Candidatos passarão por testes objetivo, subjetivo e físico. Além de conteúdos de exatas, redação e inglês são disciplinas importantes no certame

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postado em 16/04/2017 14:02 / atualizado em 16/04/2017 14:07

Arquivo Pessoal

Engenheiros e arquitetos de até 36 anos podem aproveitar 64 chances de trabalho na Marinha. As inscrições para ingressar no Corpo de Engenheiros está aberta até 28 de abril. As vagas são para engenharia cartográfica (3), engenharia civil (4), engenharia de materiais (2), engenharia de produção (4), engenharia de sistemas de computação (5), engenharia de telecomunicações (2), engenharia elétrica (9), engenharia eletrônica (6), engenharia mecânica (12), engenharia mecatrônica (2), engenharia naval (8), engenharia nuclear (3), engenharia química (2) e arquitetura (2).


Engenheiro mecatrônico pela Faculdade Anhanguera de São Paulo, Danilo Gomes, 26 anos, se dedica, no momento, exclusivamente à preparação para o concurso. “Peguei a bibliografia do edital e estou resolvendo provas anteriores”, conta. Ele vê, no trabalho na Marinha, a chance de avançar na carreira e de servir à Pátria. “Acho que a parte discursiva vai ser mais complicada. Acredito que a questão de inglês e o teste físico serão tranquilos. Estou bem animado para passar”, diz o morador de Sorocaba (SP).


Os selecionados no certame passarão por um curso no Rio de Janeiro. O treinamento de oficiais é o mesmo para todos os aprovados e consiste em 39 semanas de capacitação, em sistema de internato, no Centro de Instrução Almirante Wandernkolk. O engenheiro de controle e automação Lauro Pilatti, 27, aprovado no último concurso do tipo, está passando por essa fase de treinamento. “É diferente. Eu acho que todo mundo que vem do meio civil para o militar tem um choque”, revela.


Quando foi estudar para o concurso, ele não encontrou muito conteúdo sobre a prova na internet, então resolveu criar um site (engemarinha.com.br) para destacar o assunto. Na página, Lauro resolve exercícios e oferece orientações. “Tem um artigo detalhando o plano de estudos que eu fiz. Minha orientação é a mesma que dou no site: focar na resolução de provas passadas, pois a Marinha segue um padrão”, diz.

As provas

Uma das principais novidades do edital é a divisão das provas: nas edições anteriores, os candidatos resolviam questões objetivas e subjetivas em um único fim de semana. Agora, os testes serão em fases diferentes: apenas quem for aprovado na primeira etapa, objetiva, será convocado para responder a prova subjetiva. A primeira fase traz redação e 20 itens objetivos . Engenheiros responderão a questões de física e matemática. Para arquitetos, as disciplinas são planejamento de arquitetura, estruturas, instalações prediais e conhecimentos complementares. Já a segunda etapa, discursiva, apresenta apenas questões específicas e de língua inglesa (que consiste na tradução de um texto para o português). Os selecionados na segunda fase passarão ainda por um teste de aptidão física, no qual devem nadar um percurso de 25 metros e correr por 2.400 metros em um tempo máximo de 16 minutos (sexo masculino) ou 17 minutos (sexo feminino).

Preparação
Alvaro Almgren, professor de física e matemática no curso Debret, no Rio de Janeiro, explica que, para se sair bem nas duas etapas, é necessário estar preparado para as matérias básicas, ou seja, saber bem matemática, física e redação. “A bibliografia do edital é adequada, mas não tão crucial na primeira fase. O material que o candidato tiver aprendido na graduação serve”, comenta. O professor também acredita que certos conteúdos terão destaque na etapa preliminar. “É preciso dar atenção a hidrostática, termodinâmica e hidráulica. São pontos importantes que, às vezes, ficam de lado”, explica. “No caso da parte específica, é melhor estudar mais os conteúdos nos quais você tem mais facilidade e domínio”, conclui.


Essa foi a estratégia de Lauro Pilatti, aprovado no último concurso do Corpo de Engenheiros da Marinha. “Quando estudei para a parte específica, tinha matérias que eu quase não tinha visto ou que tinha estudado apenas no início da faculdade. Então, deixei de lado porque seria muito difícil aprender — cada disciplina tinha uns 20 subtópicos. Eu foquei mais no que eu era bom”, comenta o engenheiro.


A professora de arquitetura e urbanismo da Universidade Católica de Brasília (UCB) Carla Freitas explica que a parte do edital voltada a arquitetos prevê todo o conteúdo estudado na graduação, com exceção da história do curso. “Recomendo que os candidatos resolvam provas do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), por serem contextualizadas e misturarem teoria com assuntos práticos”, diz. Outra dica é se atualizar com relação à legislação do setor, especialmente a ambiental.

Além de exatas
Apesar de ser um concurso para engenheiros e arquitetos, não adianta  focar em contas e traços e se esquecer de  redação e da questão de língua inglesa, disciplinas eliminatórias no exame. Décio Terror, professor de língua portuguesa e redação no Estratégia Concursos, aconselha que os candidatos utilizem frases curtas e palavras simples. Além disso, é mais sensato manter o texto na ordem direta (sujeito, verbo e predicado), pois isso ajuda a não errar em quesitos como concordância e pontuação. “Pode parecer estranho estudar redação num concurso para engenheiros, mas é importante”, alerta.


“Produza textos semanalmente,  separe tempo para a leitura de jornais, reportagens e artigos: é o que nos alimenta de informações e nos deixa mais críticos”, orienta. Professora de inglês no Estratégia Concursos, Marina Marcondes indica aos candidatos mais que a revisão de provas anteriores. “É preciso simular: sentar e fazer redação, traduzir o texto”, recomenda. “Com relação ao conteúdo, é importante estudar toda a gramática básica, especialmente tempos verbais, falsos cognatos, conectivos e verbos frasais”, explica.

 

Passe bem / Física

Os pontos materiais P1, P2 e P3, de massas, respetivamente, m, 2m, e 4m, estão num plano horizontal xy. Os pontos P1 e P2 inicialmente estão parados no eixo x, encostados na origem, e P3 move-se no eixo y, com velocidade constante v3 = (0,3), até chocar-se simultaneamente com P1 e P2, e, após o choque, P3 fica parado. Se a velocidade de P1 depois do choque é v1 = (2,2), então a velocidade v2 de P2 depois do choque é:
a) (-1,-5)                    b) 5,1)                    c) (5,-1)                    d) (1,5)                    e) (-1,5)

Comentário:
Nas colisões a quantidade de movimento do sistema não se altera. No início temos:
m1.v1 + m2.v2 m3.v3 = m.(0,0) 2.m.(0,0) 4.m. (0,3) = (0,12.m). E no final temos:
m1.v1 m2.v2 m3.v3 = m.(2,2) 2.m.v2 4.m. (0,0) = (2.m 2.m.v2x, 2.m 2.m.v2y). De maneira que: 2.m 2.m.v2x = 0 à v2x = -1
2.m 2.m.v2y = 12.m à .v2y = 5
Assim: v2 = (-1, 5)

Questão da prova do Concurso do Corpo de Engenheiros da Marinha de 2016,
comentada pelo professor Alvaro Almgren

Gabarito: letra E

 

O que diz o edital

Concurso para o Corpo de Engenheiros da Marinha
Inscrições: até 28 de abril pelo site www.ensino.mar.mil.br
Taxa: R$ 110
Vagas: 64, sendo 20% destinadas a negros
Salário: de 1º tenente (R$ 7.350)
Provas: datas não informada
Locais: Brasília, Belém, Cuiabá, Fortaleza, Florianópolis, Ladário (MS), Manaus, Natal, Olinda (PE), Porto Alegre, Rio Grande (RS), Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo e Vila Velha. 

 

*Estagiária sob supervisão de Ana Paula Lisboa