Jovens entre os 10 melhores colocados no PAS/UnB contam suas histórias

Aprovados para medicina, Paulo Henrique e Henrique estudaram em escolas particulares do DF, conciliarem estudos e lazer durante o ensino médio e se preocuparam em conhecer o estilo da prova para terem sucesso

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postado em 27/04/2017 22:45 / atualizado em 27/04/2017 23:12

Entre os 1.822 aprovados pelo Programa de Avaliação Seriada (PAS) para ingresso na Universidade de Brasília (UnB) no segundo semestre de 2017, há alguns que se destacam pelo desempenho excepcional. É o caso de Paulo Henrique Conti Júnior e Henrique Innocêncio de Paula. Ambos conseguiram uma vaga no tão disputado curso de medicina e, segundo o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe, antigo Cespe), estão classificados entre os 10 primeiros colocados no processo seletivo. A instituição, no entanto, não conseguiu confirmar a posição exata de cada um. Saiba mais sobre essas histórias de superação!



Preparação equilibrada

 

Gabriela Studart
 

Inicialmente, o sonho de Paulo Henrique Conti Júnior, 18 anos, não era fazer medicina. O jovem pensava em cursar alguma engenharia, mas mudou de ideia. “Sempre tive vontade de ajudar os outros e me interessava bastante de biologia. Tive a oportunidade de acompanhar uma cirurgia e gostei bastante”, relata. Filho de uma servidora pública e de um bancário, Paulo Henrique nasceu em Varginha (MG) e veio morar em Brasília ainda criança. Ele estudou em escolas particulares a vida toda e concluiu o ensino médio no Colégio Pódion. “Além das aulas (pela manhã todos os dias e de tarde dois dias por semana), eu estudava de três a cinco horas por dia. Meu colégio é totalmente voltado a vestibular e seleções para o ensino superior, o que me fez ter facilidade”, conta. Ele observa que, além das horas de estudo (que envolviam revisões, resolução de exercícios e videoaulas), um fator fundamental para a aprovação foi a preparação emocional.

“Não adianta o candidato se preparar só para o conteúdo. Quem quer ir bem deve estar bem psicologicamente, pois isso interfere no desempenho”, relata ele, que fez sessões de terapia com um psicólogo, o que o ajudou a se manter focado nos estudos. A rotina de Paulo Henrique era puxada, mas ele não se privou da vida social, o que também foi importante para se manter tranquilo. “Eu não fui a certas viagens e festas, mas aproveitei muito meu terceiro ano, tive um namoro e me diverti bastante: acho que conciliar as duas coisas é o segredo para a aprovação”, resume. O jovem não esperava ser aprovado no PAS, muito menos em uma colocação tão alta. “Eu estudei mais para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).” Antes de conseguir a vaga na UnB, o mineiro tinha passado para medicina em duas instituições particulares, mas não quis começar o curso esperando uma oportunidade na Universidade de Brasília. “Vou ser o primeiro da minha família a se tornar médico”, conclui.

Realização de um sonho de infância

 

Gabriela Studart

Apesar de o Cebraspe não informar em qual colocação geral Henrique Innocêncio de Paula, 17 anos, ficou entre os aprovados no PAS, o instituto revelou que ele foi o segundo melhor colocado do câmpus Darcy Ribeiro. Filho de um promotor de Justiça e de uma servidora do Tribunal Regional Federal, ele nasceu em São Paulo e mora na capital federal há mais de 10 anos. O jovem relata que ter passado no PAS não foi exatamente uma surpresa: como o ingresso é dividido em três etapas, realizadas em cada série do ensino médio, ele acreditava que passaria, levando em consideração os bons resultados obtidos em todos os anos. “Eu tirei 69 pontos na primeira etapa e 72, na segunda, o que me deu boas esperanças para fazer a terceira, em que tirei 68”, lembra. O adolescente sonha ser médico desde criança, mas chegou a ter um momento de desânimo, em que pensou em optar por engenharia elétrica.

Ele foi aprovado para esse curso na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mas, após pesquisar sobre a carreira, não gostou das perspectivas de mercado e resolveu retomar o sonho de criança. Henrique terminou o ensino médio no Colégio Sigma, em que fez um cursinho preparatório voltado para cursos de alta demanda. Ele tinha duas aulas por semana aprofundando os conteúdos vistos em sala de aula. O esforço dele, porém, ia além disso. “Eu sempre gostei bastante de estudar e, nos últimos três anos, foquei realmente. Nas tardes em que eu não tinha coisas para fazer, estudava do momento em que chegava da escola até umas 22h”, afirma. O jovem garante que conseguiu conciliar bem os estudos com os momentos de lazer. “Minha namorada disse que não atrapalhou não”, conta.

Para Henrique, a melhor maneira de conseguir um bom resultado em seleções como o PAS, é dominar matérias básicas, como português e matemática, que rendem uma boa pontuação. “Além disso, é importante conhecer a prova para dominar as nuances que costumam passar despercebidas pelas pessoas e as fazem perder pontos ou serem eliminadas”, indica. Para interessados em passar no PAS, ele dá um último conselho. “Foque nas três etapas da prova. Há aqueles que não se dedicam tanto nos dois primeiros anos da e deixam para dar um gás no último. Quem se dedicar desde o início vai ter vantagem sobre a maioria das pessoas”, diz.


* Estagiário sob a supervisão de Ana Paula Lisboa