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O Instituto Militar de Engenharia tem vestibular com 98 vagas abertas

Aprovados podem optar por fazer a graduação comum ou aliada à formação militar

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postado em 06/08/2017 13:26

Maricélia Porto
Instituto Militar de Engenharia (IME), ligado ao Exército Brasileiro, está recrutando jovens para cursar graduação em engenharias (civil, elétrica, eletrônica, de comunicações, mecânica de armamento e de automóveis, de materiais, química, cartografia e computação). As inscrições terminaram na última sexta-feira (4) e interessados devem intensificar a preparação. O concurso oferece 74 vagas para o curso de formação e graduação de oficiais da ativa (CFG/Ativa) e 24 para o curso de formação e graduação de oficiais da reserva (CFG/Reserva). Os aprovados recebem fardamento, alimentação, assistência médica, dentária, psicológica, alojamento (obrigatório apenas no primeiro mês) e soldo de R$ 1.054.


O exame intelectual tem provas objetiva e discursiva de matemática, física e química. Há ainda duas provas mistas (com questões objetivas e discursivas) de português, inglês e redação. É preciso obter média mínima de cinco pontos no total de cada prova. Se for considerado apto na inspeção de saúde (exames como hemograma completo; fator RH e coagulograma; sorologias para sífilis, HIV e doença de Chagas), o candidato segue para a terceira etapa: teste físico, composto por exercícios de abdominal (20 para homens e 15 para mulheres), flexão dos braços (15 para homens e oito para mulheres) e 12 minutos de corrida (2.000m para homens e 1.400m para mulheres).


João Alberto Moreira Seródio, 17 anos, aluno do 3° ano do ensino médio do Colégio Militar de Brasília (CMB), pretende cursar engenharia da computação no IME como oficial da ativa. Ele estuda em casa cinco horas por dia, focando nas matérias mais relevantes para o concurso. “Estudo por meio de livros que os professores apresentam e foco mais na matéria de química porque tenho dificuldade nela”, diz. O estudante destaca que, caso não seja aprovado no IME, não vai desistir. Ele também estuda para o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e conta o porquê: “essas instituições são referência em engenharia”.

Dicas para passar
O capitão Fernando Cunha Córes é professor de matemática do CMB e frisa que a prova será difícil, então a preparação precisa ser de alto nível. “O candidato deve se concentrar na primeira fase, pois tem caráter eliminatório. É preciso estar atento, pois é mandatório acertar seis ou mais questões em matemática e física e, no mínimo, quatro em química para se classificar para a segunda fase”, afirma. A prova discursiva de matemática tem peso três, o maior em comparação com os demais conteúdos. Para se sair bem, de acordo com o capitão, é necessário focar em trigonometria, logaritmo, geometria plana, analítica e espacial, análise combinatória e probabilidade. Outro ponto chave é utilizar corretamente o tempo do exame. Córes dá uma dica valiosa: “o mais apropriado é não deixar questões; nos itens discursivos, tente resolver, pelo menos parcialmente para ganhar alguma pontuação, mesmo que menor; é preciso demonstrar o máximo de conhecimento possível”.


O exame de física tem peso dois e meio. Hara Dessano é professor dessa disciplina na Secretaria de Educação e nos cursos preparatórios Zero Um e Gran Cursos Online e chama a atenção para a necessidade de estudar todos os conteúdos da matéria. “Na prova, os conteúdos são interligados: uma questão contém vários temas. Portanto, o candidato precisa ter domínio aprofundado sobre todos eles, estudando questões de concursos passados e de outros que tenham o mesmo nível para compreender o que é cobrado”, aconselha. Segundo o professor, eletromagnetismo é um assunto difícil para quem está saindo do ensino médio. “O melhor é sempre tentar associar algumas definições desse tema com a mecânica e prestar atenção aos detalhes”, destaca.


Vitor Pereira de Carvalho, professor de química da Secretaria de Educação e do curso preparatório Degraus, destaca o perfil da prova discursiva da disciplina, que tem peso dois e meio. “As questões são complexas, muitas exigem conhecimentos próximos ao da formação superior. Por isso, é necessário que o estudante faça uma relação dos conteúdos estudados no ensino médio com bibliografias mais específicas, usando livros de graduação para estudar e entender os temas”, afirma. Ele também ressalta a importância de estudar por meio de concursos anteriores. “É fundamental, essa é a melhor maneira para saber como a banca cobra cada conteúdo”, enfatiza. Segundo o professor, assuntos como equilíbrio químico, estequiometria e termoquímica merecem mais atenção.

 

Passe bem / Matemática

 

 

 

Um hexágono é dividido em 6 triângulos equiláteros. De quantas formas podemos colocar os números de 1 a 6 em cada triângulo, sem repetição, de maneira que a soma dos números em três triângulos adjacentes seja sempre múltiplo de 3? Soluções obtidas por rotação ou reflexão são diferentes, portanto as figuras acima mostram duas soluções distintas.
A) 12       B) 24       C) 36       D) 48       E) 96

Comentário:

Primeiro observe que os números 3 e 6 não podem estar em triângulos adjacentes, pois, se estiverem, teremos outros três triângulos adjacentes cujos números não são múltiplos de 3, consequentemente, a soma dele não será múltipla de 3. Isso não satisfaz o enunciado do problema. Logo estarão em triângulos opostos, daí temos duas possibilidades para alocar os demais números:
1 e 2 em três triângulos adjacentes e 5 e 4 nos outros três.
ou
1 e 5 em três triângulos adjacentes e 2 e 4 nos outros 3

Utilizando o Princípio Fundamental da Contagem temos:
1) 1 e 2 em três triângulos adjacentes, e 4 e 5 nos outros 3:
- Alocação do número 3: 6 possibilidades
- Alocação do número 6: 1 possibilidade
- Alocação do 1 e 2 em três triângulos: 2x1=2
- Alocação do 4 e 5 em três triângulos: 2x1=2
Pelo Princípio Fundamental da Contagem temos: 6 x 1 x 2 x 2 = 24

2) 1 e 5 em três triângulos adjacentes, e 2 e 4 nos outros 3:
- Alocação do número 3: 6 possibilidades
- Alocação do número 6: 1 possibilidade
- Alocação do 1 e 5 em três triângulos: 2x1=2
- Alocação do 2 e 4 em três triângulos: 2x1=2
Pelo Princípio Fundamental da Contagem temos: 6 x 1 x 2 x 2 = 24
Portanto o total de formas de colocar os números no hexágono é igual 24 + 24 = 48.

Questão de matemática retirada do concurso do IME de 2016/2017, comentada pelo professor de matemática Fernando Córes

 

O que diz o edital

Concursos de admissão aos cursos de formação e graduação de oficiais da ativa e da reserva do Instituto Militar de Engenharia
Inscrições: encerradas em 4 de agosto; confira o edital pelo site www.ime.eb.br
Taxa: R$ 100
Salários do aluno: R$ 1.054 (soldo durante a formação) e R$ 7.350 (remuneração de primeiro tenente, cargo que os oficiais da ativa assumem após o curso)
Número de vagas: 98 no total, 74 destinadas para oficiais da ativa e 24 para oficiais da reserva
Locais de provas: as objetivas ocorrem em Brasília, Rio de Janeiro, Vila Velha, São Paulo, Campinas, São José dos Campos, Porto Alegre, Belo Horizonte, Juiz de Fora, Curitiba, Salvador, Recife, Belém, Campo Grande, Fortaleza, Manaus e Goiânia; as demais fases serão no Rio de Janeiro
Datas: 12 de outubro (prova objetiva) e de 23 a 26 de outubro (provas discursivas)

 

Modalidades: militares x civis
O primeiro para candidatos que tenham de 16 a 22 anos no ato da matrícula (2/2/2018) e desejam seguir carreira militar. O segundo é para quem não deseja ser militar e tenha de 16  a 21 anos. Na primeira opção, o aluno ganhará o soldo durante os cinco anos de curso. Na segunda, o estudante só receberá pagamento durante o primeiro ano. O início do ano letivo será em 5/2/2018 no Rio de Janeiro. Durante o curso, os estudantes recebem formação militar (treinamentos de tiros, honras e acampamento) e a da graduação. Após a formatura, os concluintes da ativa passarão a fazer parte do quadro do Exército, como primeiro tenente.

 

 

 

* Estagiária sob a supervisão de Ana Paula Lisboa