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Professores dão dicas para quem deseja passar no concurso do TST

O Tribunal Superior do Trabalho está com 52 vagas abertas para analistas e técnicos. Os salários iniciais são atrativos: R$ 10.461,90 e R$ 6.376,41, respectivamente

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postado em 20/08/2017 14:39

Arquivo Pessoal
A espera por novo concurso do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para técnicos e analistas era grande, pois o último certame do tipo ocorreu em 2012 com 37 vagas. Agora, o órgão oferece 52 oportunidades, 11 para analistas (nível superior) e 41 para técnicos (ensino médio). No total, há nove vagas reservadas para candidatos negros. A banca avaliadora será a Fundação Carlos Chagas (FCC).


O certame terá provas objetivas de múltipla escolha (com cinco alternativas cada uma) de conhecimentos básicos: 30 questões com peso 1 (sobre língua portuguesa, noções sobre direitos das pessoas com deficiência, regimento interno do TST e raciocínio lógico-matemático). Haverá ainda prova de conhecimentos específicos (40 questões com peso 3 com conteúdos da área escolhida) e uma prova discursiva de estudo de caso ou redação (peso 1), exceto para as áreas de taquigrafia e segurança judiciária. Candidatos dessas áreas farão provas práticas, respectivamente, de taquigrafia e de capacidade física em outra data.  As provas objetivas e discursivas terão duração de quatro horas, exceto para os cargos de técnico judiciário em segurança judiciária e especialidade de programação, para as quais os candidatos terão três horas para a resolução.

Para se preparar
Direito do trabalho é uma matéria comum a todos os cargos. Antonio Daud, professor da disciplina no Estratégia Concursos, chama a atenção para alguns conteúdos prioritários, como suspensão, interrupção ou término do contrato trabalhista, remuneração e jornada de trabalho. “É fundamental ficar atento às várias mudanças em torno desses temas porque alguns entendimentos foram contrariados pela reforma trabalhista”, afirma. Aprovada em 13 de julho, essa mudança é outro tema relevante para os estudos. “Minha dica é focar na literalidade das alterações do texto, visto que o assunto é novo e não tem jurisprudência.” Compensação da jornada de trabalho e diferenças nas principais modalidades do direito do trabalho também são assuntos importantes. “O conteúdo é amplo e demanda treino. Três meses de preparação até o dia da prova são um desafio. A modificação das leis trabalhistas exige esforço dos candidatos. Serão recompensados aqueles que conseguirem manter o foco na reta final.”


Juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e professor de direito constitucional do Gran Cursos Online, Aragonê Fernandes destaca a importância do estudo aprofundado. “Conhecer somente o texto da Constituição não é suficiente mesmo para ser técnico ou analista na área administrativa. A leitura de súmulas do TST, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente as vinculantes, se faz necessária” pontua. Na Constituição Federal, os artigos que tratam de direitos sociais (art. 6° a 11°) e do Poder Judiciário (art. 111º a 116º) exigem maior dedicação. “Os candidatos devem conhecer de maneira aprofundada a competência da Justiça do Trabalho, prevista no artigo 114. Além disso, a resolução de questões de provas anteriores é fundamental”, diz. Outra sugestão é estudar por meio da ferramenta a Constituição e o Supremo (www.stf.jus.br/portal/constituicao). “O STF disponibiliza as discussões mais importantes nela”, afirma.


A área de programação tem 17 vagas para técnicos. Nessa especialidade ,é preciso prestar atenção a todos os assuntos. Conteúdos como desenvolvimento de sistemas, banco de dados e desenvolvimento web serão cobrados na prova específica. “É interessante analisar e fazer questões de provas passadas desses assuntos”, afirma Deodato Neto, professor de informática no IMP Concursos. Segundo o professor, a matéria de banco de dados é a que tende a trazer mais dificuldade. “Alguns sistemas de computação são difíceis de se aprender a usar, sugiro o estudo dos gerenciadores de bancos de dados, como SQL, DDL e DML. Por meio de prática e treino, é possível conseguir melhor compreensão”, ressalta Deodato.

Quero passar
O engenheiro civil e bacharel em direito Tiago Soares Fonseca, 36 anos, tentará uma vaga de analista na área judiciária. O carioca mora em Resende (RJ), onde trabalha como engenheiro, e quer mudar de área. “A crise econômica fez com que a engenharia do país praticamente acabasse. Então, está na hora de buscar novos rumos”, afirma. “Não tenho problemas com mudanças de cidades, pois morei em várias, como São Paulo, Caracas (Venezuela) e até em Menongue (Angola)”, acrescenta.


Tiago estuda de olho no concurso do TST desde o começo do ano. “Não tenho uma rotina definida por causa do trabalho, então aproveito ao máximo o tempo livre: almoço mais rápido e até utilizo os momentos de espera em consultórios e filas para estudar. Cada meia hora passa a ser crucial”, explica. As matérias em que Tiago tem mais dificuldade são direito previdenciário e alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). “Estou tentando dar ênfase em todas as disciplinas da mesma forma, porém preciso focar mais nessas por causa da proximidade da prova”, diz.

 

Áreas e pré-requisitos

Analistas
Pessoas formadas em qualquer área podem concorrer a três vagas na área administrativa (inclisive tecnólogos) e a duas em taquigrafia. As duas chances para as áreas de análise de sistemas e suporte em tecnologia da informação (TI) exigem graduação em TI ou curso superior em qualquer área desde que acrescido de pós-graduação em TI. O restante das chances para analistas exigem formação específica dependendo da área: judiciária (3) e contabilidade (1).

Técnicos
Os técnicos judiciários precisam ter ensino médio completo para atuar na área administrativa (22). As demais áreas exigem complementação: para atuar em segurança judiciária, é preciso ter carteira nacional de habilitação nas categorias D (veículo de transporte de passageiros acima de oito lugares) ou E (carro, caminhão, transporte de passageiros e carros com reboques acoplados/bitrem); já programação (17) exige curso livre na área.

 

Passe bem/Direito do trabalho

Durante o período aquisitivo das férias 2016/2017, Perseu ausentou-se do serviço por um dia para acompanhar filho de cinco anos em consulta médica, por dois dias consecutivos em razão de falecimento do seu irmão e dois dias realizando exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior. Nessa situação hipotética, em relação ao referido período Perseu terá direito ao gozo de férias na seguinte proporção:
(A) 18 dias corridos.
(B) 20 dias corridos.
(C) 30 dias corridos.
(D) 24 dias corridos.
(E) 25 dias corridos.

Comentário:
Todos os afastamentos de Perseu são casos de interrupção contratual, os quais não repercutem na duração das férias do empregado (apenas as faltas injustificadas tem o condão de reduzir a duração de férias). Vamos a cada um:
1°- acompanhar filho de cinco anos em consulta médica: a CLT concede 1 dia por ano, até os 6 anos da criança.
2°- falecimento do irmão: a CLT dá direito a 2 dias consecutivos de afastamento por motivo de falecimento de familiares próximos.
3°- vestibular: a CLT dá direito a afastamento nos dias prestando as provas.

Questão retirada do concurso do TRT 24° (Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região- Mato Grosso do Sul) de 2017, comentada pelo professor Antonio Daud. 

(Gabarito: letra C)

 

O que diz o edital

Concurso público para provimento de cargos do quadro permanente de pessoal do Tribunal Superior do Trabalho
Inscrições: até 22 de setembro pelo site www.concursosfcc.com.br
Taxa: R$ 120 para analista e R$ 80 para técnico
Salários inicial: R$ 10.461,90 para analista e R$ 6.376,41 para técnico
Provas: objetivas e discursivas (19 de novembro) e práticas de capacidade física e taquigrafia (15 de abril)
Local de prova: Brasília

 

 

 

*Estagiária sob supervisão de Ana Paula Lisboa