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Disputa para médicos

Três hospitais têm inscrições abertas para programas de residência com duração de dois ou três anos e bolsa de R$ 3.330,43. Oportunidades permitem adquirir experiência prática e se especializar

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postado em 01/10/2017 14:31 / atualizado em 04/10/2017 15:00

Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press

 

O conhecimento de profissionais de saúde devem acompanhar o ritmo dos avanços tecnológicos. Nesse sentindo, hospitais e institutos oferecem, anualmente, programa de residência médica para preparar recém-formados em medicina, fisioterapia e outras áreas correlatas para o exercício da profissão. Os residentes acompanham casos reais, adquirindo experiência e conhecimento técnico-científicos para atuar no mercado. Interessados nesse tipo de experiência teórico-práticas podem aproveitar seleções promissoras abertas por três instituições: Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), na capital federal; Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo; Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), no Rio de Janeiro.


As três unidades proporcionam bolsa no valor de R$ 3.330,43 e a duração do programa varia de 2 a 3 anos. No Hospital Sírio-Libanês há 63 vagas. No ato da inscrição, os candidatos devem escolher a especialidade  a que pretendem concorrer. Há oportunidades nas áreas de anestesiologia (10), clínica médica (6), dermatologia (3), medicina preventiva social (4), neurologia (3), pediatria (6), radiologia (6) e radioterapia (2). Nestas áreas, a exigência é apenas ser formado em medicina. No entanto, é preciso ter residência em cirurgia geral para cancerologia (4), cardiologia (6), endoscopia (4), mastologia (2) e medicina intensiva (6). Há, ainda, uma vaga para endoscopia voltada para candidatos das Forças Armadas.


A jornada de trabalho é de 60 horas semanais, incluindo plantões em fins de semana. O HOB está com oito vagas abertas para especialização em oftalmologia. Os aprovados terão rotina de trabalho que totaliza 40 horas semanais, além de plantões. O Inca, por sua vez, oferta 30 vagas em anestesiologia (6), medicina do trabalho (2), medicina nuclear (3) patologia (7), radiologia (7) e radioterapia (5). A jornada de trabalho é de 60 horas semanais, incluindo plantões.

Perfil das residências

Os três programas cobram os mesmos conteúdos: conhecimentos em clínica médica, pediatria, cirurgia geral, ginecologia-obstetrícia e medicina preventiva e social. Diante de tantas matérias complexas, os interessados devem intensificar os estudos. Essa é a sugestão da coordenadora de ensino do HOB, Luciene Barbosa de Sousa. “A prova será em 19 de novembro e é composta por 100 questões. Os aprovados ainda farão teste de inglês, também de caráter eliminatório”, ressalta.  Ela destaca que esta é uma grande oportunidade para que os selecionados agreguem conhecimento prático e teórico. “Desde o primeiro ano, os residentes são estimulados a fazerem pesquisas científicas e isso possibilita a eles um aprendizado mais profundo em oftalmologia”, afirma.


“Essa oportunidade também é benéfica para a população, visto que terão médicos mais preparados. Isso passa segurança para o paciente”, completa. Superintendente de ensino do Hospital Sírio-Libanês, Gislene Eimantas observa que, para passar, é preciso ter boa rotina de estudos, uma vez que a concorrência é acirrada. Ela lembra que mais de 1,5 mil médicos se candidataram a uma vaga no último processo seletivo. Além disso, o conteúdo é extenso. “A prova (preparada por um instituto de certificação dos Estados Unidos) é on-line, mas não será feita em casa. O candidato deve ir ao local que a gente marcar”, explica. Para ela, a residência deve ser extremamente prática e oferecer casos que estimulem o avanço do conhecimento na especialidade que o residente optou por fazer.


“Apesar de as diretrizes curriculares das faculdades estarem atualizadas, o aluno tem, em geral, muita teoria e pouca vivência. Com a residência, vai aprender praticando com supervisão. É uma prática em serviço.” O processo seletivo do Inca também é feito por uma empresa contratada, mas o instituto acompanha o procedimento e a escolha das questões. É o que garante Sheila Souza, coordenadora da Comissão de Residência Médica. Ela explica o diferencial do Inca no processo de ensino dos residentes: “Eles são avaliados trimestralmente para acompanhamento da progressão dentro da residência e saem alinhados com a formação do Sistema Único de Saúde”.

De geração em geração
Médico pela Universidade de São Paulo (USP) e ex-residente do Hospital Sírio-Libanês, Gustavo Santos Fernandes é diretor médico da unidade em Brasília. Ele fez residência em oncologia entre 2007 e 2008 e conta que a experiência abriu portas que ele não imaginava. “Convivi com grandes nomes da medicina no Brasil e desenvolvi pesquisas que fizeram a diferença na minha vida profissional.” O médico ainda dá uma boa notícia: após o programa, os residentes podem ser contratados. Em 2010, ele voltou ao hospital como oncologista. De acordo com Gislene Eimantas, 75% dos residentes do Sírio-Libanês são efetivados. Gustavo Santos Fernandes dá dicas de como o candidato pode  sobressair. “Todo programa de residência cobra conteúdo sobre medicina geral, isso inclui pediatria, clínica médica e medicina intensiva. É preciso estar bem preparado para todas as áreas”, afirma.


Candidata a uma vaga no HOB, Maria Graça Vaz Daltro, 30 anos, se formou em medicina pela Universidade Severino Sombra (USS), mora em São Luís (MA), mas está decidida a mudar para Brasília e integrar a equipe de residentes do hospital. A rotina de estudos tem sido puxada, mas acredita que vale a pena. “Eu não tinha muito tempo para me dedicar aos estudos porque trabalhava como médica de clínica geral num hospital público de São Luís, mas abandonei o emprego para estudar”, Ela dedica oito horas diárias à preparação. Maria Graça tem dificuldades em cirurgia geral e conta que intensifica os estudos nessa área. A médica ressalta que sonha com a residência, visto que o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e que ter uma especialização é diferencial de grande valor.

 

O que diz o edital

Processo seletivo para residência médica do Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca)
Inscrições: até 8 de outubro pelo site www.institutodeselecao.org.br
Taxa: R$ 250
Vagas: 30
Bolsa: R$ 3.330,43
Local de prova: Rio de Janeiro

Processo seletivo para residência médica no Hospital Oftalmológico de Brasília
Inscrições: até 31 de outubro pelo site www.unisisp.com.br
Taxa: R$ 460
Vagas: oito
Bolsa: R$ 3.330,43
Local de prova: Brasília

Processo seletivo para residência médica do Hospital Sírio-Libanês
Inscrições: até 20 de outubro pelo site goo.gl/b6wUUv
Taxa: R$ 450
Vagas: 63
Bolsa: R$ 3.330,43
Locais de prova: Brasília, Belém, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo

Programa de Residência Médica do Hospital das Forças Armadas
Inscrições até 31 de outubro pelo site www.quadrix.org.br
Taxa: R$ 115
Vagas: 31 nas áreas de anestesiologia (2), cardiologia (2), cirurgia geral (2), cirurgia plástica (2), cirurgia médica (10), coloproctologia (1), medicina intensiva (1) vaga de formação reserva), obstetrícia e ginecologia (2), oftalmologia (2) ortopedia (2), otorrinolaringologia (2), psiquiatria (2) e urologia (1).
Bolsa: R$ 2.384,82
Locais de provas: Brasília.
O conteúdo cobrado é semelhante ao dos demais processos seletivos:
medicina geral.

Programa de residência para farmacêuticos da Prati-Donaduzzi e a da Universidade Estadual do Oeste do Paraná.
Inscrições: até 16 de outubro pelo site www.unioeste/residencias
Taxa: R$ 200
Vagas: cinco
Bolsa: R$ 3.330,43 (além de auxílio-moradia de R$ 285,51 para aprovados que não moram em Cascavél, local de atuação dos aprovados).
Local de prova: Cascavél (PR).

 

* Estagiário sob supervisão de Ana Paula Lisboa