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Confira dicas de professores para passar em concurso da Marinha

Nove distritos navais oferecem 457 vagas em todo o país para serviço militar voluntário, das quais 20 são para Brasília. O salário inicial chega a R$ 8.943,75 e é preciso ter nível superior completo para participar do processo seletivo

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postado em 26/11/2017 15:58 / atualizado em 27/11/2017 19:58

Arquivo Pessoal

 

Quando se fala em trabalho voluntário, é comum pensar numa atividade sem remuneração monetária em que a recompensa será adquirir conhecimentos e experiências. No entanto, às vezes, é possível encontrar os dois aspectos em paralelo. É o caso do Serviço Militar Voluntário (SMV), que está com seleção aberta para nove distritos navais. São 457 vagas em todo o país. Os que ingressarem no sistema serão militares em caráter temporário e o vínculo com a Marinha pode chegar a ter duração máxima de oito anos. Os que quiserem trabalhar em Brasília podem se cadastrar no Comando do 7º Distrito Naval, que oferece 20 oportunidades para o DF e uma para Palmas, com remuneração inicial de R$ 8.943,75. Todas são para quem tem ensino superior na área pretendida.


Na capital federal, há procura para os seguintes campos de conhecimentos: odontologia (7), enfermagem (2), fisioterapia (1), educação física (1), informática (2), psicologia (1) serviço social (1), pedagogia (1), arquitetura e urbanismo (1) e engenharia civil (3). Na capital do Tocantins, há uma chance para administração. Os classificados serão considerados oficiais da reserva de 2ª classe da Marinha, mais precisamente como guarda-Marinha, que é o primeiro posto de oficial. O processo seletivo é composto por prova objetiva com 50 questões de múltipla escolha, cada uma com cinco opções. Serão 25 itens de língua portuguesa e 25 de conhecimento militar-naval. Será eliminado o candidato que obtiver nota inferior a 50 pontos. A avaliação terá duração de três horas. As outras fases do processo são prova de títulos, verificação documental e de dados biográficos e, por fim, inspeção de saúde.

Hora de se preparar
Conhecimento militar-naval é uma das áreas de estudos cobradas no exame. O capitão de Mar e Guerra Sidnei Bizerra e chefe do Departamento de Divulgação e Recrutamento da Diretoria de Ensino da Marinha dá dicas de como se preparar para as provas. “O primeiro passo é se organizar e fazer um cronograma de estudos concomitante com a bibliografia do edital para, então, conseguir estudar tudo o que está sendo cobrado”, diz. “Preste bastante atenção aos nomes dos autores e, especialmente, ao ano das publicações”, orienta. A resolução de provas anteriores é sempre de grande valia.


“Resolva as questões o máximo de vezes que puder para entender como a banca cobra os assuntos. Fazer e refazer item por item é também fundamental para que toda a teoria aprendida seja colocada em prática. Não basta somente ler, é preciso praticar”, ressalta. Checar conteúdos produzidos pela Marinha, como vídeos ou notícias no site www.marinha.mil.br também é essencial. “Tudo isso ajuda a compor de forma mais organizada o conhecimento sobre a formação militar naval”, ressalta o capitão. Segundo Bizerra, a troca de experiência ajuda a consolidar os conteúdos. “O assunto pode ser específico e novo para algumas pessoas, então é interessante criar um grupo de estudo. Isso ajuda bastante a absorver a matéria”, conclui.


Para estudar gramática, compreensão e interpretação de texto em língua portuguesa, a professora do Galt Vestibulares Priscilla Dalledone dá dicas de como se preparar. No uso da crase e acentuação gráfica, as sugestões de estudo são semelhantes. “Sugiro muita leitura, mas de maneira consciente. Ler prestando atenção a como as palavras são escritas auxilia muito”, comenta. A crase assusta muitas pessoas, por isso a professora deixa um macete. “Você deve entender cada elemento da frase. Entenda se ‘a’ que aparece é um artigo, uma preposição ou um pronome, ao saber disso fica tranquilo compreender e usar”, observa. “Existe a regra simples: volto da, crase há; volto de, crase para quê?”, acrescenta a professora. A concordância pode ser estudada por meio de leitura e escrita. Reescrever textos que foram bem escritos é importante.


“Isso ajuda na construção de frases mais completas”, afirma. De acordo com Priscilla, para interpretação e produção de texto, é interessante recorrer a pessoas que fazem vídeos no YouTube analisando obras. “Por meio dessa visão de diferentes materiais, você acaba adquirindo a habilidade de entender qual é o objetivo e o que mais chama atenção em uma obra”, acentua. Segundo Priscilla, as pessoas têm dificuldades em gramática, principalmente na nomenclatura. “O medo delas é porque isso exige decoreba e estudo. O nervosismo na hora de responder atrapalha”, diz. A professora deixa uma sugestão final: “Leia jornais e livros, sempre fazendo um resumo de matérias ou capítulos para achar os elementos mais importantes em cada parágrafo; isso ajuda a ter uma ideia central do que o texto trata”.

Oportunidade
Desempregada há um ano e meio, Glória Maria Baltazar, 27 anos, é graduada e mestre em comunicação social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e busca uma chance de voltar ao mercado por meio do Serviço Militar Voluntário. A moradora de Juiz de Fora (MG) começou a estudar para concursos depois que deixou de trabalhar e se prepara para a seleção da Marinha desde setembro. Ela concorre a uma das quatro vagas para a área de comunicação no Comando do 1º Distrito Naval, que abrange os estados de Rio de Janeiro, Espírito Santo e sudeste de Minas Gerais. A rotina de preparação da jornalista é intensa: são nove horas diárias debruçada sobre livros. “É dedicação exclusiva: estudo das 8h às 18h30, com pausa para almoço”, relata. Ela consulta materiais disponibilizados pela Marinha e se baseia em provas anteriores. “Como eu estava estudando antes da publicação do edital, peguei a prática. Estou otimista para a prova”, ressalta. A avaliação de títulos também deixa Glória tranquila. “Por ter mestrado, estou esperançosa e isso me dá um gás a mais para buscar a aprovação”, diz.

 
Passe bem/ Português


Tendo em vista a norma padrão, assinale a opção em que a palavra “onde” completa corretamente a lacuna.

(A) A cidade _____ voltou é longe daqui.

(B) O terreno _____ comprou foi invadido.

(C)  A casa ______ morava está à venda. 

(D) O país ______ veio está em guerra.

(E) A empresa ______ ele sempre vai está fechada.

Comentário:

Esta é uma questão que envolve o conhecimento de regência verbal. É necessário que nos atentemos à preposição que o verbo pode ou não pedir.


Na alternativa A, o verbo "voltar" pede a preposição "de", a cidade DE onde voltou. Na alternativa B, o verbo "comprar" é transitivo direto e, assim, podemos completar a lacuna com "que". Nos casos referentes às alternativas D e E, teríamos "de onde veio" e "aonde vai", respectivamente, mais uma vez por conta das regências. A alternativa correta, portanto, é a C. O verbo morar requer a preposição "em", sendo "em que" equivalente a "onde" quando o referente é um lugar. "A casa ONDE morava está à venda".

Questão retirada do processo seletivo para Serviço Militar Voluntário (SMV) de 2016, comentada pela professora Priscilla Dalledone.


Gabarito: letra C.

 

 

 

 

*Estagiária sob supervisão de Ana Paula Lisboa