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Professores dão dicas para quem quer passar na seleção da ABDI

Agência procura graduados em administração, direito ou contabilidade para cargos com salários entre R$ 5 mil e R$ 14,9 mil. Avaliação oral, a ser aplicada em caso de empate, é diferencial da seleção

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postado em 10/12/2017 16:12 / atualizado em 11/12/2017 14:12

 

 

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) contratará dois funcionários para Brasília por meio de processo seletivo. As vagas são para analista especializado em licitações e analista iniciante em finanças, ambas com caráter temporário. A primeira posição, com salário de R$ 14.951,60 e contrato de um ano, exige ensino superior completo em administração e/ou direito com pós-graduação. Já a segunda, com remuneração de R$ 5.095,76 e vigência de seis meses, é para graduados em administração e/ou contabilidade. A seleção será composta por três etapas: comprovação de requisitos, análise de títulos (em que a formação acadêmica e o tempo de experiência profissional contam pontos) e prova oral. A última será aplicada somente em caso de empate. Se vier de fato a ocorrer, a avaliação verbal será composta por questionário baseado nos conhecimentos técnicos e específicos de cada área. Apesar de não ser garantia de que os candidatos passarão por esse teste, é importante estar preparado para ele.


Por isso, faz-se necessário estar atualizado com relação a assuntos pertinentes aos cargos, como direito administrativo, matemática financeira e administração financeira. Além dos conhecimentos técnicos, a desenvoltura na fala também pode fazer a diferença. Professora de matemática financeira do Centro Universitário Estácio de Brasília, Maria de Lourdes Silva orienta os inscritos a organizarem a matéria antes de se debruçarem sobre apostilas. “É importante planejar dias, horários e locais para estudar, pois isso ajudará na hora de selecionar os melhores conteúdos”, diz. Capitalização simples e composta é um dos tópicos de conhecimento que não deve ser deixado de lado. “Sugiro preparação por meio de livros para saber quando usar sinais, frações, casas decimais e a transformação de período (meses em semestres e trimestres)”, aconselha. Para Maria de Lourdes, a resolução de exercícios é fundamental, pois uma vez que o candidato domina os conceitos, não precisará usar macetes, o que torna o discurso oral mais prático. “Matemática é prática”, pontua.


Aldery Silveira é professor de administração financeira na Universidade de Brasília (UnB) e recomenda a leitura de livros para complementar o aprendizado. Essa disciplina pode ser cobrada na prova oral para o cargo de analista inciante em finanças, então, os interessados precisam reforçar os estudos. Alavancagem e planejamento financeiro e financiamento de longo e médio prazo são assuntos que merecem atenção. “Esses são tópicos fundamentais que permeiam esse campo do conhecimento”, enfatiza. Algumas das obras que ele recomenda para consulta são: O princípio de administração financeira, de Stephen A. Ross; Mercado financeiro — Aspectos históricos e conceituais, de Iran Siqueira Lima e Andrea Fernandes Andrezo; e Eva (Economic Value Added) e gestão baseada em valor, de S. David Young e Stephen F. Obyrne. Aldery.

Critério de desempate
Para um bom desempenho na prova oral, que é critério de desempate na seleção, o professor de oratória da escola de filosofia Nova Acrópole Daniel Machado dá dicas de exercícios simples, como o teste da entonação da voz. “Fique em pé para a fala sair melhor e procure um tom tranquilo e claro, pois assim a apresentação será fluida”, recomenda. Segundo ele, é fundamental fazer uma gravação de si mesmo, respondendo a perguntas sobre os conteúdos, para que, ao longo dos vídeos, acompanhe o desempenho vocal e perceba no que precisa melhorar. A argumentação é um dos aspectos que a banca avaliará e, para se sair bem, é preciso arrumar jeitos de demonstrar suas ideias. “É sempre bom, ao longo do relato, apresentar conceitos, exemplos/comparações e citações de leis ou referências teóricas e, assim, evidenciar que você domina o conteúdo abordado”, observa. “Enquanto argumenta, seja simples e humilde, demonstre o que você sabe e mostre quem você realmente é”, pontua o professor Aldery Silveira.


A preparação psicológica é relevante no processo. O estado emocional, muitas vezes, atrapalha o desempenho dos candidatos. Diretor do Instituto de Neurolinguística Aplicada (INAp), Jairo Mancilha destaca como se precaver e não entrar em desespero. “É importante a pessoa se visualizar fazendo a prova e respondendo a todas as questões de forma clara. Isso serve como primeiro passo para que essa imagem mental se torne realidade”, destaca. Segundo Mancilha, é necessário dormir bem no dia anterior à avaliação e evitar bebidas alcoólicas. “Se a pessoa beber, perderá a qualidade do sono. O descanso é importante para consolidar o aprendizado e recuperar a energia”, acrescenta. A dica da professora Maria de Lourdes Silva para o momento da prova é segurar uma caneta. “Ao pegá-la, a pessoa não ficará sem o que fazer com as mãos, o que contribui para diminuir o nervosismo”, enfatiza.

 

O que diz o edital

Processo seletivo da ABDI para analista especializado em licitações e analista iniciante em finanças
Inscrições: encerradas em 5 de dezembro; confira o edital em goo.gl/31Ex7G
Taxa: gratuita
Vagas: duas efetivas e formação de cadastro de reserva
Salários: R$ 14.951,60 (analista especialista em licitações) e R$ 5.095,76 (analista iniciante em finanças)
Locais de provas: Brasília (DF)

 

Comportamento na frente da banca

Dicas para a prova oral
1- Mantenha a postura reta na frente de quem te avalia.
2- Olhe para todos os examinadores, sem demorar mais do que 10 segundos mirando cada um. O contato visual fará com que eles confiem em você.
3- Evite comentários desnecessários (por exemplo, sobre o clima; ou admitindo que não se preparou bem) a fim de não se constranger.
4- Pense antes de responder qualquer pergunta.
Fonte: Daniel Machado

 

*Estagiária sob supervisão de Ana Paula Lisboa