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Tradicional escola pública do DF aprovou 54 alunos no PAS

Um deles passou para o curso mais concorrido, o de medicina

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postado em 12/01/2016 08:54 / atualizado em 12/01/2016 09:51

Mariana Niederauer , Especial para o Correio

	Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press

A última sexta-feira foi de festa para estudantes do 3º ano do Centro de Ensino Médio Setor Leste. Cinquenta e quatro deles foram aprovados no Programa de Avaliação Seriada da Universidade de Brasília (PAS/UnB). Um dos calouros passou para o curso mais concorrido da instituição de ensino superior, o de medicina. Ele foi o segundo aluno da escola da rede pública do Distrito Federal, localizada no Plano Piloto, a ser classificado para essa graduação.

Em clima de festa, quase metade deles se reuniu ontem no colégio e recebeu os cumprimentos de colegas, funcionários e professores. David da Silva Nunes, 18 anos, o calouro de medicina, conta que estava confiante na aprovação, mas que o alívio só veio depois de ver o nome escrito no mural de aprovados, no câmpus Darcy Ribeiro. “Eu queria fazer a diferença na vida das pessoas de algum modo, por isso escolhi a medicina”, relata.

	Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press


Ele e a colega Thaís Cardoso Pereira, 18, que passou para ciência política, fizeram os cursos gratuitos do Vestibular Cidadão e do Galt, que ajudaram na preparação puxada. Os dois saíam de casa cedo, por volta das 6h, e só voltavam depois das 23h. Thaís usava até o tempo livre dentro do ônibus para estudar. “A gente lutou muito, e deu certo”, comemora. Já Júlia Pereira Salvino, 18, aprovada para agronomia, precisou conciliar os estudos com o trabalho nos fins de semana. Ela acredita que as atividades desenvolvidas pelo colégio contribuíram para o resultado. “O Setor Leste é uma escola muito voltada para o PAS”, destaca.

“Tinha semanas em que eu não via a minha mãe. Eu saía cedo, antes de ela acordar, e chegava quando ela já estava dormindo”, afirma Francisco Vladimir Oliveira Almeida, 18, aprovado para o curso de música. “Lá em casa, ninguém da minha família nunca passou no vestibular da UnB. Só agora é que a minha geração, eu e meus primos, conseguimos. Por isso, a aprovação tem um significado muito grande também”, completa.

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