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Saí da faculdade. E agora?

O Eu, estudante ouviu especialistas em recursos humanos e dá conselhos para quem acabou de se formar e não consegue emprego

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postado em 03/05/2012 08:00

Fernanda Coelho, 24 anos, se formou no curso de direito em agosto de 2011. Desde então, ela busca um lugar no mercado de trabalho, mas não teve sucesso. A jovem se prepara para concursos públicos e procura vagas na iniciativa privada que pedem apenas o bacharelado. %u201CMando currículos diariamente. Não quero pendurar meu diploma na parede e deixar empoeirado%u201D, afirma. Fernanda, assim como milhares de recém-formados em Brasília, enfrentam um quadro em que o índice de desemprego entre os jovens é o dobro do índice total no Distrito Federal, conforme a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada em novembro de 2011 pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconõmicos (Dieese). O estudo indicou que, no DF, a taxa de desemprego entre pessoas de 16 e 24 anos é de 26,6%, mais que o dobro da média geral, que ficou em 11,9%, Frente a esta situação, como os jovens recém-formados podem se preparar melhor para obter o tão sonhado emprego? O Eu, estudante ouviu especialistas em recursos humanos e dá dicas de como encarar este começo de vida profissional. O primeiro ponto é planejar a carreira, algo que já deve começar desde a graduação. Para a sócia-diretora da consultoria de recursos humanos RHaíz, quem sai da faculdade já deve saber seus objetivos, e quais oportunidades de trabalho quer alcançar a curto, médio e longo prazo. %u201CO mercado não quer pessoas que queiram qualquer coisa, e sim quem sabe onde quer chegar. O recrutador espera que o candidato tenha um plano de carreira%u201D, aponta a especialista. Tendo isto decidido, você pode começar a se preparar para programas de trainee, e pesquisar o que estas empresas buscam em um profissional. Saber organizar seu currículo é uma questão essencial na hora de se candidatar a qualquer vaga. Segundo Carmen, ele deve ser claro e compreensível. Não se esqueça de contar suas experiências durante a faculdade, como estágios, voluntariados e projetos de pesquisa. %u201CQuem está recrutando sabe que, se você tem de 20 a 24 anos, você está no estágio inicial da sua carreira. Então, é natural que você tenha muito caminho a percorrer. Ninguém espera encontrar um currículo cheio de certificados, cursos, especializações, porque se trata de um jovem%u201D, reforça a especialista. Dependendo da experiência, pontos como viagens de intercâmbio, ou algum projeto que você tenha liderado também podem fazer a diferença. %u201CMesmo que o candidato não tenha efetivamente trabalho, espera-se que ele tenha vivido alguma coisa%u201D, aponta Carmen. No entanto, é importante não mentir nem aumentar as suas habilidades. %u201CO profissional deve ter muita autocrítica. Por exemplo, se você fala que escreve e se comunica em inglês, você diz que pode fazer uma redação ou ser entrevistado nessa língua%u201D, adverte a especialista. Também é interessante manter contato com as empresas em que você estagiou ao longo da faculdade. %u201CUma vantagem que ele tem em relação aos profissionais vindos do mercado é o conhecimento da própria empresa, adquirido ao longo do programa de estágio%u201D, aponta Conrado Schlochauer, sócio-diretor da consultoria de desenvolvimento de pessoas Lab SSJ. Perseverança Nos cinco meses após ter se graduado, Fernanda só foi chamada para uma entrevista, e não teve retorno. Ela conta que, na maioria dos casos, as funções para bacharéis em direito são exercidas por estagiários em escritórios. Ela vê diferença entre o número de ofertas de estágio e emprego. %u201CO engraçado é que, quando você é universitário, há muitas vagas, mas quando a obrigação do empregador passa a ser maior, com direitos trabalhistas, as oportunidades desaparecem. Mesmo se eu tivesse a carteira da Ordem, não seria tão fácil assim arrumar um emprego de advogado%u201D, reclama. Após terminar a graduação, Fernanda Coelho ainda não ouviu a notícia esperada de que foi a escolhida para a vaga Para universitários que se formaram e não conseguiram um emprego, o conselho da consultora Carmen Cavalcanti é pedir um retorno das empresas para as quais ele concorreu a uma vaga. %u201CQualquer empresa de RH tem a obrigação de dar um feedback. Esse retorno é pedagógico, e ensina ao candidato o que onde ele errou e como fazer diferente da próxima vez%u201D, aconselha. Outra dica importante é não ficar parado, mesmo após sucessivas rejeições. Busque certificações, faça cursos e mantenha contato com colegas que já foram empregados. %u201CSe a pessoa fica em casa, começa a viver em um ambiente informal e perde contato com os outros%u201D, afirma Carmen. Confira as dicas para turbinar a carreira: - Planeje sua carreira já durante a graduação. Descubra seus pontos fortes, quais matérias você tem mais intimidade, talento e predisposição. - Busque informações sobre o mercado, as chances de ser empregado na sua cidade, quais empresas contratam pessoas com a sua graduação. - Entre em contato com profissionais da área. A rede de relacionamentos é o caminho mais efetivo para conseguir uma oportunidade. Também mantenha contato com colegas de faculdade - Na hora de elaborar o currículo, coloque apenas o necessário. Fale de suas experiências com sinceridade e sem exageros - Saiba se adaptar a cultura de cada empresa. Se o local para o qual você quer trabalhar exige vestimentas sociais, nada de ir para a entrevista de emprego de calça jeans e camiseta - Pesquise informações sobre o local para o qual você vai se candidatar antes de enviar seu e-mail, para poder fazer os ajustes no currículo necessários a cada local - Após se formar, continue estudando. Busque cursos e especializações, faça projetos. O importante é não ficar parado - Durante o estágio ou o programa de trainee, tenha fome de conhecimento e demonstre estar interessado em aproveitar a oportunidade. Seu trabalho tem que aparecer. Evite descumprir regras e valores que a empresa consolidar e se comparar aos seus colegas Fontes: Carmen Cavalcanti, sócia-diretora da Rhaíz Soluções e Recursos Humanos, e Conrado Schlochauer, sócio-diretor do Lab SSJ
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