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Jovens brasileiros querem mais investimento em qualificação no trabalho

Apesar do aumento da oferta de emprego para jovens brasileiros em 2012, eles acreditam que deve haver mais investimento na qualidade dos postos de trabalho.

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postado em 22/05/2012 12:00

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), houve redução do desemprego juvenil no Brasil %u2013 de 21,8% para 15,2%, entre 2007 e 2011 %u2013, ao contrário do que ocorre na maioria dos países, especialmente no Oriente Médio, no Norte da África e na Europa, onde a falta de oportunidades para essa faixa etária (15 a 24 anos) cresce, e tende a continuar aumentando até, pelo menos, 2016. %u201CSe é verdade que há mais emprego para a juventude, hoje a nossa cobrança é que se tenha mais qualidade nesse trabalho. É preciso dar um passo à frente: o da qualidade na educação e na pesquisa e, consequentemente, no trabalho. Isso é o que, de fato, irá distribuir mais renda e gerar mais oportunidades à população%u201D, disse o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu. Segundo o representante da UNE, um dos maiores problemas entre os jovens na hora de entrar no mercado de trabalho é a falta de especialização e qualificação da mão de obra. %u201CHá postos de trabalho, mas existem funcionários mais qualificados em outros lugares. Então, importa-se o trabalhador. Na engenharia, esse exemplo se aplica. A solução só virá quando foram feitos investimentos nas universidades federais, nas escolas técnicas e na área de ciência e tecnologia%u201D. Para a presidenta do Conselho Nacional de Juventude, Ângela Guimarães, a prioridade do governo é a implementação de políticas públicas universais e específicas que permitam aos jovens conciliar o estudo, o trabalho, o lazer e a vida familiar %u2013 que seria o %u201Cgrande nó%u201D que dificulta a inserção juvenil no mercado de trabalho por falta de qualificação. De acordo com o conselho, a política específica voltada a questão trabalhista juvenil é o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem), de 2003, uma parceria entre os governos federal, estadual e municipal, que oferece a jovens até 29 anos que não concluíram o ensino fundamental cursos profissionalizantes, indicação a empresas e indústrias e bolsa de R$ 100 mensais. Outro programa, de caráter mais universal, é o Programa Universidade para Todos (ProUni), que tem o objetivo de proporcionar o acesso ao ensino superior e melhorar sua qualidade. %u201CO indivíduo tem de se interessar. Sair da zona de conforto, ir à luta. O jovem tem essa energia, essa possibilidade de ação, e ele tem que usar isso a seu favor%u201D, disse a professora de administração da Universidade de Brasília (UnB), a especialista em mercado de trabalho Débora Barem.
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