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Pesquisa

O administrador do futuro

Profissionais da área comemoram, hoje, os 47 anos da regulamentação da carreira, que estudo avalia como positiva

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postado em 10/09/2012 10:45 / atualizado em 10/09/2012 11:11

Carlos Moura
Uma das profissões mais buscadas e de destaque em diversos setores da economia, a administração de empresas completa hoje 47 anos de regulamentação. Para traçar um perfil atualizado do profissional e das tendências e desafios para o administrador no mercado, o Conselho Federal de Administração (CFA) fez uma pesquisa com 21.100 profissionais, professores e empresários em todo o país.

Os resultados, divulgados esta semana, revelam que o administrador é um profissional com visão ampla da organização. O comportamento ético é a atitude mais valorizada pelos entrevistados. E manter um clima amigável e produtivo no escritório é crucial para esses profissionais: saber administrar pessoas e equipes e manter um bom relacionamento interpessoal são as competências e habilidades destacadas como essenciais entre o público da pesquisa.

Tendência
Nos próximos cinco anos, os empresários entrevistados afirmaram que as áreas mais promissoras para contratação de administradores são serviços, administração pública e indústria. Os setores que devem alcançar maior desenvolvimento são os de consultoria empresarial, serviços em geral e administração pública indireta — apesar de terem sido observadas diferenças regionais. Na Região Centro-Oeste, por exemplo, há um número crescente de oportunidades na área do agronegócio. Já na Região Norte, um dos setores com maior potencial para empregar administradores é o do comércio atacadista.

Proprietário de uma empresa de consultoria em Brasília, Evaldo José Bazéggio, 54 anos, não tem dúvidas de que sua área de atuação oferece ótimas chances de contratação. Após trabalhar durante pouco mais de 20 anos como gestor executivo em um banco, ele resolveu aplicar em sua empresa a experiência que adquiriu no mercado. “A velocidade com que a economia muda não permite que empresários tenham uma visão mais detalhada do que precisa ser modificado no negócio. E é nesse ponto que entra o consultor, que auxilia com conhecimento isento, a partir de outro ponto de vista”, explica.

Evaldo ressalta que o profissional dessa carreira deve buscar uma especialização, pois a consultoria pode ser exercida em várias áreas. As três principais são a de estratégia, que exige conhecimento sobre o comportamento do consumidor, a de estrutura, voltada para a organização empresarial, e a de pessoas, que busca capacitar profissionais que atuam como administradores. “Fazemos um trabalho parecido com o do médico. Diagnosticamos o problema da organização e procuramos soluções que ajudem a empresa a acompanhar o crescimento do mercado”, afirma.

O consultor afirma que essa opção de carreira também é promissora no Distrito Federal. Evaldo explica que a concorrência de instituições de outros estados que estão se instalando por aqui faz com que as empresas locais busquem maneiras de manter e atrair clientes e procurem consultores para orientá-las.

Panorama

Dados da pesquisa do Conselho Federal de Administração (CFA)

65% dos administradores são homens jovens

9,75 salários mínimos é a média no mercado

84,18% concluíram o curso em instituições de ensino particular e afirmam que o curso atendeu às suas expectativas. No entanto, encontraram dificuldade ao ingressar no mercado de trabalho, pela falta de conteúdo mais prático nas disciplinas.

58% são empregados pelo setor privado, principalmente nas áreas de serviços em geral, indústria, comércio varejista, consultoria empresarial, instituições financeiras e serviços hospitalares e da saúde.

Serviços

O setor continua sendo o que emprega maior número de profissionais, seguido pelo setor industrial.

Especialização

A maioria dos administradores entrevistados já fez curso de especialização, e pretende continuar buscando atualização.

 

 

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