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Correio Braziliense

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Oportunidade inédita

Conhecer a legislação específica do setor e a conduta ética dos servidores federais é fundamental para alcançar sucesso no primeiro concurso para a área administrativa da PRF

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postado em 01/10/2012 10:09 / atualizado em 01/10/2012 10:10

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) abriu, pela primeira vez, concurso com oportunidades na área administrativa, que antes era ocupada por policiais e servidores de outros órgãos. No total, são 71 vagas, sendo três para técnico com nível superior em qualquer área, uma para técnico em assuntos educacionais e 67 para agente administrativo. O certame inédito leva os professores a crer que será uma seleção com nível de dificuldade médio, diferentemente das aplicadas para a função de agente da PRF.

Como as provas dos cargos de níveis médio e superior serão feitas em horários diferentes, os candidatos têm a opção de se inscreverem para as duas. Conhecimentos em ética e conduta pública e em legislação aplicada à PRF serão exigidos em todas as colocações. Aprofundar os estudos nessas matérias pode ajudar na aprovação.

Questões hipotéticas sobre condutas de funcionários públicos dentro e fora do ambiente de trabalho provavelmente serão exigidas na prova de ética. “O candidato precisa compreender a Lei nº 1.171/94, que é o código de ética do servidor civil da União, assim como a Lei nº 8.112/90, sobre o que é vedado e o que é permitido a esses profissionais”, explica o professor Mauro Chaves, do curso preparatório Ifar.

A prova é elaborada pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe), o que significa que o candidato terá de julgar os itens marcando se estão certos ou errados. Portanto, na hora de avaliar as alternativas, Mauro orienta a pensar na teoria e não no que ocorre na prática. “É comum vermos funcionários públicos praticando atos ilegais, por isso, é preciso ter atenção e considerar corretas somente as hipóteses que estão de acordo com a Constituição”, ressalta. Compreender as diferenças conceituais entre moral e ética e só responder aquilo que tem certeza é fundamental para ter o rendimento necessário na seleção, já que uma questão errada anula uma certa.

Código de trânsito
Kelvin Freitas de Sousa, 20 anos, vai prestar o concurso para o cargo de nível médio para se familiarizar com o ambiente de trabalho da PRF e, depois, tentar ser agente. “Quando concluí o 3º ano do ensino médio, comecei a pensar na ideia de ser policial. Acredito que iniciar na área administrativa da PRF me ajudará quando eu for fazer o concurso para agente”, conta. Pensando no futuro, ele estuda mais a legislação aplicada à PRF. “É um conhecimento que vou precisar caso queira subir na carreira depois”, afirma Kelvin.

Apenas quatro itens desse conteúdo são exigidos pelo edital. De acordo com o professor Otávio Manoel de Jesus, do Gran Cursos, a prioridade é o artigo 144 da Constituição Federal, que trata da segurança pública no Brasil. “A PRF é a responsável por patrulhar as rodovias e estradas federais e, por isso, o candidato deverá compreender também a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 — que trata do código de trânsito brasileiro — para saber quais são as funções dessa polícia”, ressalta. Nesse caso, os 11 incisos do artigo 20 facilitam o entendimento.

Para complementar, é importante estudar os Decretos nº 1.655/1995 e nº 6.061/2007, que determinam as competências da PRF e as funções qualificadas do Ministério da Justiça, respectivamente. Por fim, Otávio orienta que seja estudado o perfil profissiográfico dos cargos, que descreve as características necessárias para atuar como um policial rodoviário.

O que diz o edital
Polícia Rodoviária Federal

Cargos: técnico de nível superior, técnico em assuntos educacionais, agente administrativo
Vagas: 71
Salários: R$ 2.364,47 (nível médio) e R$ 2.671,22 (nível superior)
Inscrições: até 10 de outubro
Taxas: R$ 55 e R$ 65
Provas: 18 de novembro (data provável)
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