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Vocação

Como acertar na escolha

Existem profissionais frustrados no mercado de trabalho por ter cometido erro na hora de optar pela carreira. Para ajudar o jovem que está enfrentando esse dilema, especialistas recomendam o autoconhecimento

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postado em 15/10/2012 09:49 / atualizado em 15/10/2012 13:40

A carreira de diplomata parecia ser a ocupação ideal quando, aos 16 anos, Fabio Almeida Lopes iniciou a graduação em relações internacionais. Porém, ao terminar o curso três anos mais tarde e conhecer melhor a área, ele percebeu que não era esse o caminho que queria seguir. “O que me desmotivou foi a característica da profissão, de mudanças constantes”, conta. A vontade de lecionar fez com que Fabio iniciasse a segunda graduação, em química. “Era uma disciplina que eu gostava no ensino médio e eu tinha a pretensão de ser professor”, explica. Só que antes mesmo de terminar o curso ele decidiu fazer outra mudança na carreira: passou para o concurso da Câmara dos Deputados, onde trabalha como assessor de plenário desde 2002. Hoje com 33 anos, o servidor público acredita que finalmente encontrou a profissão certa.

Assim como ele, muitos jovens enfrentam questionamentos na hora de escolher a carreira. E não é para menos, afinal, o resultado dessa decisão terá impactos para o resto da vida. “O que carateriza a fase adulta é quando a pessoa é responsável por si mesma. Então, a escolha da profissão é um aspecto fundamental dessa transição”, afirma a psicóloga Gisela Castanho. Para quem percebeu que fez a escolha errada depois de iniciar uma carreira, o processo de troca pode ser mais desgastante. A especialista sugere, no entanto, que o profissional mude os rumos o quanto antes caso sinta que realmente não gosta daquilo que faz. “É uma decisão difícil, mas pode recompensar”, afirma.

O presidente do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), José Roberto Marques, acredita que, hoje, a adaptação para a nova carreira não é tão complicada. Ele lembra que a mudança não precisa ser drástica, pode ser apenas uma questão de adaptar o aprendizado obtido na primeira graduação para a nova área escolhida. “Hoje, existem muitos cursos e especializações rápidas”, diz. Foi o que fez o servidor público Fabio. Depois das duas graduações, ele cursou uma pós em processo legislativo para se adequar ao novo trabalho

Maturidade
Fabio acredita que muitas das dúvidas que enfrentou e que os jovens enfrentam têm a ver com a escolha precoce da carreira e com expectativas que eles têm e que não correspondem à realidade da profissão. Quando tomou a decisão, ele sentiu falta de testes vocacionais, de conhecer profissionais que trabalham na área e as próprias universidade. Especialistas são unânimes em afirmar que o sucesso na escolha da carreira depende do autoconhecimento. “Se o adolescente não souber quem ele é tem grandes chances de escolher errado”, defende a psicóloga Gisela Castanho.

Depois de elencar tudo aquilo o que gosta e o que tem facilidade em trabalhar, o profissional precisa conhecer os fatores externos que podem ter impacto nessa decisão. Conversar com profissionais que atuem na área e acompanhar a rotina deles é uma boa opção. Também é preciso levar em consideração a remuneração, sem deixar que esse seja o fator determinante da escolha. “Todo mundo tem que ser independente e se manter, mas, se a pessoa não gostar do que faz, não vai dar certo. Ganhar bem é consequência de se dedicar.” Outra dica importante é conhecer a grade curricular do curso escolhido.

A estudante Adrielle Beghini, 18 anos, está passando por esse momento decisivo agora. Ela vai se inscrever nos primeiros vestibulares de 2013 da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal de Goiás (UFG) e está em dúvida entre dois cursos: direito e medicina. A jovem está tão perdida na escolha que em um momento tem quase certeza de que quer medicina e no minuto seguinte enfrenta a indecisão total. “Ambos os cursos me atraem muito. Se eu for fazer direito, vou prestar concurso para delegada”, diz. “Estou em dúvida entre dois cursos bem-vistos pela sociedade e rentáveis.” Para Adrielle, faltou direcionamento no ensino médio, o que dificulta ainda mais a escolha. “É complicado, porque você vê a profissão muito superficialmente, vê as duas como se fossem mil maravilhas, e não é assim.”

Transição
O especialista em orientação educacional e vocacional Maurício Sampaio, autor do livro Escolha certa — Como tomar a melhor decisão hoje para conquistar uma carreira de sucesso amanhã, diz que seu principal incentivo para escrever a obra foi justamente a dificuldade que os jovens enfrentam na transição entre a escola e o mundo acadêmico. Ele lembra que a escolha da carreira tem início na escola, onde deveriam estar sendo trabalhados os requisitos para a fase adulta. “Deveria ter uma disciplina de orientação vocacional ou de projetos de vida”, afirma. Para ele, falta uma preparação do jovem em termos emocionais e sociais. Como consequência da escolha errada tomada nessa fase da vida, Sampaio destaca as doenças que são constantemente relacionados ao trabalho e que acometem, inclusive, grandes executivos e empresários, como estresse, depressão e síndrome de burnout — tensão emocional relacionada ao desgaste sofrido no trabalho.

O livro do especialista inclui testes vocacionais (veja o quadro) para ajudar na escolha. Mas ele sugere que esses testes não sirvam como única forma de tomada de decisão. Os jovens precisam buscar também acompanhamento vocacional com um especialista. O presidente do IBC concorda que a orientação de coach, psicólogo ou terapeuta potencializa os resultados do processo de escolha. “Toda vez que eu tenho uma pergunta ou um diálogo interno e eu não tenho a resposta, é hora de buscar ajuda de um especialista. Talvez ele consiga te levar a um ponto ao qual você não conseguiria chegar sozinho.”

Escolha certa – Como tomar a melhor decisão hoje para conquistar uma carreira de sucesso amanhã
Autor: Maurício Sampaio
Páginas: 150
R$ 24,90
















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