Emprego Temporário

Procura-se um Papai Noel

Com as festas de fim de ano, cresce a demanda por profissionais dispostos a encarnar o personagem no comércio em Brasília. O salário pode variar de R$ 6 a R$ 12 mil

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postado em 22/10/2012 09:29 / atualizado em 22/10/2012 09:31

Todo fim de ano é a mesma coisa: cresce a oferta de empregos temporários no comércio, e também de uma vaga bem específica. Para quem gosta de crianças, essa é a chance de encarnar o Papai Noel por mais ou menos 40 dias. A procura começou desde agosto na capital. A demanda em shoppings centers e lojas é grande. Em 2011, foram criados cerca de 200 postos de trabalho, segundo levantamento informal feito por um grupo de comerciantes ligados ao comércio varejista. A expectativa é de que o número se mantenha este ano. Os salários podem variar de R$ 6 a R$12 mil.

Os candidatos não devem ser, obrigatoriamente, idosos de cabelos e barba branca. Segundo Wânia de Moraes, proprietária de uma empresa que recruta Papais Noéis, esse perfil não é pré-requisito, embora seja mais valorizado. Jovens também podem se candidatar. O importante mesmo é ser saudável, estar com as vacinas em dia, e ter bons antecedentes. O processo de recrutamento envolve investigação da vida profissional e pessoal, já que se trata de um trabalho delicado. “É preciso ter disponibilidade, ser pontual, carinhoso e educado”, resume Wânia.

Trabalho gratificante
O aposentado Fernando Xavier, 56 anos, encontrou nesse trabalho muito mais do que a chance de complementar a renda. Ele mora em Alexânia (GO) e há 11 anos trabalha como Papai Noel em um shopping de Brasília durante o período natalino. Xavier conta que descolore os cabelos e cultiva a barba comprida e hidratada o ano inteiro, além de manter a higiene impecável. A expectativa para o período é grande. “Fico agoniado, roendo as unhas, doido para chegar essa época e poder rever as crianças”, diz.

Já o contador Cláudio Pires, 58 anos, não mora no Polo Norte, mas também vem de longe: ele é de Recife (PE) e trabalha no Natal de Brasília há sete anos. “Não é nem o salário que me anima, é a oportunidade de ser o Papai Noel das crianças”, confessa. Entre os pedidos mais marcantes, Pires relembra a história de uma menina que não pediu presente — a criança só queria que os pais, que haviam acabado de se separar, se reconciliassem. O Bom Velhinho prometeu e, como em um milagre de Natal, eles fizeram as pazes cinco dias depois.

Abílio da Cruz, 68 anos, está no ramo há 19, e conta que o trabalho é recompensador e rende histórias marcantes. A inocência dos pedidos muitas vezes comove o aposentado, que cultiva a barba comprida e esbranquiçada há quatro anos, para embarcar ainda mais no imaginário infantil. “A criança é o ser humano mais sincero que existe. Não pretendo parar de ser Papai Noel tão cedo”, diz.

Noeletes
Além da vaga para Papai Noel, também há oportunidades para jovens entre 17 e 20 anos, que podem atuar como ajudantes na organização das visitas. O trabalho dos chamados noeletes é de meio período e pode render até R$ 2 mil. Entre as qualidades desejadas, estão afinidade com crianças, simpatia e disponibilidade de tempo.

Monaliza Maia, gerente de marketing de um shopping em Brasília, explica que o perfil mais procurado é o de estudantes de áreas relacionadas ao universo infantil, como pedagogia. “Buscamos alguém com muita paciência e calma, que possa brincar com as crianças e falar com os pais enquanto o Papai Noel está ocupado”, explica ela.

A estudante Gabriela Rodrigues, 17 anos, vai ser noelete pela segunda vez. No ano passado ela foi indicada para trabalhar e garante que o serviço não é difícil, apesar de requerer muita calma. “Vale a pena porque é um trabalho bem tranquilo”, pontua. A secretária Daniella Vieira, 24 anos, é experiente no assunto: há três anos assume o cargo de ajudante. “O que eu mais gosto é o contato com as crianças”, conta.

Quer a vaga?
Para se candidatar, envie seu currículo para grupociranda@gmail.com  ou cadastro@vctecia.com.br.
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