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Brasil sedia Encontro Internacional de Farmacovigilância das Américas

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postado em 08/11/2012 14:22 / atualizado em 08/11/2012 14:25

Até sábado (10), representantes de agências sanitárias de cinco países, da indústria farmacêutica e de secretarias de Saúde de diversos estados brasileiros se reúnem em Brasília para o 9º Encontro Internacional de Farmacovigilância das Américas. O objetivo é fortalecer o trabalho na região.

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, lembrou que este é o primeiro ano em que o encontro é sediado no Brasil. As últimas edições da reunião, que ocorre a cada dois anos, foram realizadas na Colômbia.

“Isso impõe uma responsabilidade muito grande a nós brasileiros porque precisamos fazer com que o encontro tenha, no mínimo, a mesma capacidade de agregar e de acolher que os anteriores tiveram”, avaliou Barbano.

Durante o evento, ele elogiou os níveis de aproximação, cooperação e fortalecimento de cada uma das agências sanitárias presentes na região (no Brasil, na Colômbia, Argentina, no México e em Cuba). Segundo ele, elas se reúnem duas vezes ao ano em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

“Este é um exemplo muito claro de que é possível haver uma aproximação pautada no reconhecimento das capacidades locais, em um ambiente inclusivo e de solidariedade, na busca de fazer com que alcancemos níveis de segurança sanitária mais apropriados”, explicou.

De acordo com o diretor-presidente da Anvisa, é preciso compreender que a segurança sanitária não deve mais ser construída apenas dentro das fronteiras de cada país. Barbano lembrou que, em um mundo globalizado, um medicamento pode ser desenvolvido em um país, ter sua pesquisa clínica realizada em outro, ser produzido em um terceiro, embalado em um quarto e comercializado em diversas nações.

“Estabelecer níveis de segurança em uma realidade de cadeias complexas e dispersas como essa fica cada vez mais difícil. Isso impõe às autoridades sanitárias de cada país reconhecer que não são mais responsáveis apenas pela saúde da população local, mas também pela de outros países”, disse. “Precisamos avançar na construção de  realidades que permitam a cada um dos países ter organismos independentes e que consigam responder àquilo que é fundamental do ponto de vista da vigilância e da saúde pública”, concluiu.

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