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Contratação

O emprego caiu na rede

Empresas usam a internet como vitrine para apresentar as vantagens do trabalho, atrair novos talentos e saber mais sobre os futuros funcionários

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postado em 12/11/2012 10:28 / atualizado em 12/11/2012 10:31


Mayron Medeiros, 21 anos, tem o hábito de seguir páginas institucionais para conhecer os objetivos das organizações   (Adauto Cruz/CB/D.A Press ) 
Mayron Medeiros, 21 anos, tem o hábito de seguir páginas institucionais para conhecer os objetivos das organizações
Diante de um cenário de pleno emprego — apenas 5,4% dos brasileiros estavam desempregados no último mês de setembro segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — as empresas quebram a cabeça para inovar na maneira de atrair talentos e vencer a concorrência. Para isso, fazem uso das redes sociais. Além dos salários e demais benefícios, a opção é usada para mostrar os valores da instituição e uma imagem de empresa moderna, antenada e com bom ambiente de trabalho.

Só no Brasil, quase 55% dos internautas visitaram a rede social Facebook em julho deste ano, de acordo com levantamento feito com 500 mil pessoas pela empresa de consultoria Experian Marketing Services. Para Luis Testa, diretor de marketing de uma empresa de currículos e vagas on-line, o dado deve servir de incentivo para que as instituições usem formas criativas de buscar profissionais, seja no processo de contratação de estagiários, trainees ou efetivos. “As redes sociais estão presentes no cotidiano das pessoas, principalmente no daquelas que estão atualizadas e interessadas com o interesse de garantir uma boa vaga no mercado”, afirma.

Ao analisar essa nova tendência, Testa explica que as redes sociais são uma via de mão dupla para as empresas. “As redes sociais podem ser ferramentas muito eficientes para que uma empresa estabeleça sua imagem como o local ideal para se trabalhar, e que proporcione realização profissional e pessoal”, explica. Mostrar que a organização é uma boa empregadora é o fator principal para desenvolver o chamado employer branding — a reputação da companhia em relação com aos funcionários.

Por outro lado, as redes sociais também podem ser utilizadas pelos recrutadores em fases do processo de seleção a fim de avaliar quais são as qualidades dos candidatos. “Perfis em redes como Facebook e Twitter também podem ser ferramentas de marketing pessoal. Quando bem estruturadas e divulgadas, são um importante diferencial para o candidato durante o processo seletivo, principalmente em áreas de atuação nas quais as redes sociais costumam fazer parte do dia a dia do profissional, como marketing, comunicação, design, tecnologia, internet, entre outras”, diz Testa.

Além disso, o especialista ressalta que, para contratantes ou recrutadores, as redes sociais são ótimos artifícios de avaliação dos candidatos, especialmente no que diz respeito ao aspecto comportamental. “A conduta dos candidatos nas redes sociais pode trazer dados espontâneos que complementam as informações fornecidas em seu currículo”, define. Não se preocupe se já pisou na bola no Facebook ou Twitter alguma vez: Testa garante que essas informações servem apenas para complementar ou entender aquilo que foi escrito no currículo tradicional ou on-line. Mesmo assim, é fundamental que o candidato não deixe de atualizar e verificar todas as ferramentas que o auxiliarão na conquista da vaga.

Experiências de sucesso
Em Brasília, a Caixa Seguros aproveitou o sucesso de sua página no Facebook e da conta no Twitter para criar uma nova metodologia de interação com os seguidores. O conteúdo postado tenta mostrar as qualidades da empresa e, consequentemente, convencer pessoas a trabalharem na companhia. “Procuramos vender a nossa marca, mostrar o que é a Caixa Seguros. Não é comum alguém acordar e decidir que quer trabalhar em uma seguradora, pois a maioria pensa que é um ofício burocrático. Nas redes sociais, podemos explicar melhor o que é o segmento e afirmar nosso compromisso de cuidar da família brasileira”, conta a gerente de gestão de carreiras da empresa, Ângela Rangel.

“Os jovens, e até mesmo pessoas mais experientes no mercado de trabalho, procuram exercer suas profissões em locais que sejam reconhecidos e que possuem valores semelhantes aos seus. Optamos por demonstrar isso em nossas redes sociais, principalmente no Facebook e Twitter, e também divulgar as oportunidades para quem busca uma experiência como estagiário ou em um emprego fixo”, explica Ângela.

Para alcançar resultados mais satisfatórios e fazer com que o número de contratados por meio das redes sociais aumente, o departamento de Recursos Humanos da empresa pretende fazer com que parte do processo de contratação ocorra pelas redes sociais, sem dispensar outras ferramentas como o banco de dados, consultorias e até mesmo o boca a boca em busca de candidatos.

Com o objetivo de conhecer as oportunidades em sua área, o estudante Mayron Medeiros, 21 anos, começou a seguir o perfil da organização no começo deste ano. “Gosto de acompanhar páginas institucionais no Facebook. Assim, me mantenho informado sobre o trabalho que as empresas fazem e se as atividades delas condizem com aquilo que eu espero para a minha carreira profissional”, resume. Mayron foi contratado como estagiário de sistemas de informação da Caixa Seguros após ver a divulgação da vaga pelo Facebook.

Na Ernst & Young Terco, empresa que presta serviços de auditoria, finanças e contabilidade, o uso das redes sociais como divulgação do trabalho e valores da companhia fez com que o número de inscritos no processo de trainee desse um salto de 12,5 mil em 2009 para 109 mil em 2012. “Começamos usando o Orkut e fomos adaptando as ferramentas conforme a necessidade. Hoje, conseguimos dar visibilidade ao nosso trabalho e gerar contato com pessoas interessadas e capazes de trabalhar na empresa por meio do Facebook, Twitter e LinkedIn”, relata a gerente sênior de marketing do programa de trainees da Ernst, Rejiane Rodrigues.

O LinkedIn tem ganhado importância nos processos seletivos. Werner Mitteregger, executivo de RH na Simpress, empresa especializada em terceirização de impressão e gestão de documentos, explica que os selecionadores divulgam as vagas pela rede social e, posteriormente, analisam a página do candidato. “Procuramos fazer essa avaliação para conhecer as pessoas, ver o lado delas pelas redes sociais. Isso não é feito de forma sistemática, mas sim como maneira de complementar a outras fases do processo, como dinâmica de grupo e entrevista”, ressalta.

A principal vantagem do uso das redes sociais na opinião dos gerentes de RH é a possibilidade de levar a proposta da empresa para vários candidatos, ultrapassando as barreiras geográficas e permitindo que profissionais com capacidade e disponibilidade se candidatem a vagas em estados diferentes de onde vivem.

Só para profissionais

Diferentemente das outras redes sociais, o LinkedIn é voltado para a construção da identidade profissional dos usuários. Neste mês, o site atingiu a marca de 10 milhões de usuários brasileiros. Agora, o país é o terceiro maior em número de cadastrados, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia, e empatado com o Reino Unido. A rede tem sido usada por pessoas que buscam oportunidades e empregos e por contratantes que visitam os perfis para avaliar as características do profissional.


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Comunicação interna
Os gestores de RH são os porta-vozes da empresa, precisam estar sempre mantendo o contato com os funcionários e demonstrando a importância deles para a organização. Sempre incentivando o trabalho

Site
A página “trabalhe conosco” pode divulgar os valores da empresa e o que significa trabalhar nela

Redes sociais
Conteúdo publicado em canais como Twitter e Facebook podem ajudar no engajamento e encantamento dos candidatos com a empresa

Prêmios
Conquistar um selo de uma das melhores empresas para se trabalhar pode ratificar as boas práticas da empresa em gestão de pessoas

YouTube
Transmitir em vídeo o espírito da empresa: ambiente de trabalho, opinião dos colaboradores e de seus gestores, entre outros.

Atendimento
A experiência positiva em um contato com o vendedor de uma loja, um atendente no Serviço de Atendimento ao Cliente, ou mesmo a recepcionista, ajudam a esclarecer o papel da empresa como empregadora
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