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Bem-Estar

Já para o divã!

Empresários que sofrem com o estresse do dia a dia buscam equilíbrio entre vida profissional e pessoal com a ajuda da terapia. Resultados podem ser vistos na dinâmica da organização, com uma equipe mais motivada

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postado em 03/12/2012 10:26


O publicitário Márcio Medeiros tem sessões semanais com a psicóloga para lidar com as dificuldades de gerir sozinho uma empresa. Ele chegou a enfrentar crises de pânico e depressão (Carlos Moura/CB/D.A Press ) 
O publicitário Márcio Medeiros tem sessões semanais com a psicóloga para lidar com as dificuldades de gerir sozinho uma empresa. Ele chegou a enfrentar crises de pânico e depressão
Eles levam uma vida dinâmica, repleta de prazos a serem cumpridos e preocupações, e precisam garantir resultados imediatos. Pode não parecer, mas mesmo o dono da empresa também está sempre sob pressão e sonha com um dia de folga. Os executivos brasileiros começaram a perceber que precisam de ajuda para lidar com o estresse gerado pela dedicação excessiva. A ajuda que vem de um profissional cada vez mais requisitado no mundo dos negócios: o terapeuta.

Segundo Luiz Fernando Garcia, psicólogo e autor do livro Empresários no divã (Editora Gente, R$ 21,90), a procura pela terapia aumentou cerca de 40% entre os empresários nos últimos anos. O especialista explica que a maioria recorre ao analista em busca de solução para um desequilíbrio que também atinge a vida pessoal, sejam problemas nas relações afetivas, como crises no casamento, ou vícios e compulsões (ver quadro). “O executivo sofre mais: ele está sempre sob pressão para ser mais produtivo, atingir mais metas e, com isso, perde espaço em sua rotina para cuidar da própria saúde”, afirma Garcia.

O ritmo de trabalho de um empresário, que constantemente ultrapassa as oito horas diárias, não respeita os limites mentais. O isolamento e o abuso de drogas são alguns dos sintomas de que alguma coisa não vai bem e prejudicam até mesmo o relacionamento com a equipe. “O profissional estoura, é explosivo e tiraniza quando se sente frustrado”, exemplifica o psicólogo.

Quando a terapia é aceita pelo empresário, seus resultados influenciam não só no equilíbrio pessoal, mas também na dinâmica da organização. O gestor não se sente mais ameaçado e aprende a lidar melhor com os imprevistos. “A comunicação e a assertividade dos feedbacks na empresa melhoram. O gestor torna o ambiente mais motivador para a equipe”, resume Garcia.

Para a gerente de Recursos Humanos Maria Aparecia Bocchi, não é sempre que os empresários se dão conta de que precisam de terapia. Uma das situações mais comuns, segundo ela, é que essa vontade seja despertada após o coaching, direcionamento interno muito popular nas organizações. Esse tipo de treinamento pode ser confundido com um processo terapêutico, mas é diferente: preza por estabelecer metas profissionais e atingir ganhos para a empresa, e não resolver conflitos particulares.

O que ocorre, como pontua Maria Aparecida, é que alguns gestores descobrem no processo de coaching falhas que os impedem de atingir melhores resultados — e que, consequentemente, precisam de tratamento para solucioná-las. “Ao gostar dos resultados dessa intervenção externa, o profissional acaba procurando a terapia para ajudá-lo a modificar esses comportamentos da vida pessoal”, relata a especialista.

“O executivo sofre mais: ele está sempre sob pressão para ser mais produtivo, atingir mais metas e, com isso, perde espaço em sua rotina para cuidar da própria saúde”

Luiz Fernando Garcia, autor do livro Empresários no divã
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