Carreira jurídica

Conteúdo do concurso do CNJ não deve surpreender. Candidatos precisam ficar atentos ao regimento interno e às questões de informática. São 177 vagas nos níveis médio e superior

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postado em 03/12/2012 12:47


Mônica Soares acredita que não terá dificuldade com as disciplinas cobradas. Ela fará as provas para os cargos de analista e técnico (Carlos Moura/CB/D.A Press ) 
Mônica Soares acredita que não terá dificuldade com as disciplinas cobradas. Ela fará as provas para os cargos de analista e técnico
Com a justificativa de reforçar o número de servidores da área jurídica, o concurso do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) oferece 177 vagas para cargos nos níveis médio e superior. As provas não vão surpreender quem estuda para outros certames, uma vez que o conteúdo previsto no edital abrange as disciplinas tradicionais, como direito administrativo e constitucional. No entanto, é bom ficar de olho nos tópicos relativos à criação e à regulação do próprio órgão, conhecimentos que farão a diferença na hora da prova.

O professor de direito regimental do curso preparatório Vestconcursos Jesus Valentini aconselha os alunos a estudarem o regimento interno do CNJ, com ênfase em três tópicos. O primeiro diz respeito às atribuições do conselho. Depois, é importante ficar atento aos prazos para entregas de processo e outros trâmites. Por último, as regras com relação a quórum, sobre a exigência de número participantes para votações ou reuniões, por exemplo. Ao tentar encontrar respostas para essas três questões, segundo o professor, o aluno atenderá os requisitos do edital.

Outra dica de Valentini é lembrar que, embora estejam citados no tópico de legislação especial, as resoluções do CNJ também fazem parte do regimento interno e devem ser estudadas, de preferência, com esse material. Não adianta procurar macetes para dominar a disciplina. “O candidato não tem saída a não ser consultar o regimento duas, três vezes, acompanhado de exercícios de fixação”, resume o professor.

Em direito constitucional, além dos estudos convencionais de doutrina e jurisprudência, o professor do Instituto IMP André Alencar orienta os alunos a procurarem saber um pouco mais a respeito do Artigo 103-B da Constituição Federal, que trata sobre as atribuições e a composição do CNJ. “Seria importante se os candidatos pegassem livros da reforma judiciária, que ocorreu em 2004 e resultou na criação do conselho”, diz o professor.

No entanto, a prova não cobrará apenas conhecimentos jurídicos. Cada vez mais comum nos certames, o conteúdo de informática pode surpreender até mesmo os candidatos mais preparados. O professor do Pró-cursos Marcus Belfort recomenda o aluno a resolver exercícios disponíveis na internet e a usar os programas mais cobrados, como Word, Excel, PowerPoint e Outlook. É fundamental conhecer as funções de cada ícone desses aplicativos. Para o Belfort, a prova não deve diferir de outras organizadas pela banca, o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe). “Os assuntos mais importantes são aqueles ligados a internet, intranet e extranet, tanto a fundamentação teórica deles, quanto os programas navegadores e clientes de e-mail”, ressalta.

Porta de entrada
A fisioterapeuta Mônica Soares, 27 anos, acaba de chegar a Brasília e já almeja uma vaga no concurso do CNJ. Ela veio acompanhar o marido, que é servidor público. Enquanto não encontra um emprego na capital, se dedica aos estudos. O certame a agradou, sobretudo, pela afinidade que tem com o ramo. “Apesar de a minha área ser a saúde, sempre quis estudar direito. Acho que o CNJ é um bom caminho para entrar no judiciário”, explica.

Mônica afirma se inspirar no presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e pretende prestar para os dois níveis, superior e médio. Ela estuda em casa e fará cursinho pela primeira vez. A jovem ainda não está acostumada ao estilo do Cespe, mas garante que essa será a única dificuldade — as disciplinas ela conhece de outras provas. “Inclusive, tanto para analista quanto para técnico, as matérias são praticamente as mesmas”, lembra.

O que diz o edital
Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

Cargos: analista judiciário e técnico
 judiciário
Vagas: 177
Remuneração: de R$ 4.052,96 a
R$ 6.611,39
Taxas: R$ 60 a R$ 100
Inscrições: até 4 de janeiro
Provas objetivas: 17 de fevereiro
Edital: www.cespe.unb.br/concursos/ CNJ_12/

Áreas de atuação para
analista judiciário
Administrativo

(qualquer curso superior)    28
Direito     18
Ciências contábeis     8
Pedagogia     1
Análise de sistemas     15
Arquitetura     1
Arquivologia     3
Biblioteconomia     2
Engenharia Civil     1
Estatística     5
Psicologia     1
Sociologia     1
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