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Organização nos palcos da Copa

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postado em 25/03/2013 10:17 / atualizado em 25/03/2013 10:18

Mariana Niederauer

Adauto Cruz
O produtor de eventos é o profissional que não se vê durante shows, apresentações culturais e peças de teatro. Sem ele, no entanto, essas produções não alcançariam o sucesso. Em 2011, o setor movimentou R$ 69 bilhões de acordo com pesquisa do Instituto Alatur, em parceria com a associação global da área de eventos MPI, e a proximidade dos mundiais de futebol deve impulsionar a procura por trabalhadores qualificados para atuarem na organização.

A produtora de eventos Elsa Costa, sócia do Instituto de Artes e Técnicas em Comunicação (Iatec), no Rio de Janeiro, percebe a importância da formação desses profissionais. É preciso ter pessoas preparadas para a atender a demanda dos grandes eventos que o país sediará e dos outros que devem surgir depois da visibilidade que o Brasil adquirir no cenário internacional. “A verdade é que nós não temos mão de obra especializada o suficiente”, alerta.

Esse profissional pode atuar no teatro, na música, no cinema, nas artes plásticas, em eventos corporativos e até em projetos culturais. Ele deve cuidar de toda a organização de palco, som, luz, vídeo, parte elétrica, elenco e logística de transporte até o local. Entre as principais características necessárias a um produtor de eventos, Elsa destaca pró-atividade, bom senso, ética, compromisso, velocidade de raciocínio e criatividade. A especialista lembra ainda que é a organização da produção que vai garantir a segurança dos espectadores e evitar acidentes graves. “Nós trabalhamos onde os outros se divertem, e fazer dessa uma experiência agradável é a nossa responsabilidade.”

Mudança de rumo

Foi depois de uma mudança de rumo na carreira que Tatiana Vartuli, 38 anos, decidiu se tornar produtora de eventos. Há nove anos, ela abriu a E-vibe produções. Antes, ela havia trabalhado na área de marketing e eventos de uma multinacional e aproveitou para fazer uma especialização na área. Ela reconhece que é difícil encontrar profissionais preparados para atuar no setor e diz conseguir manter a qualidade do serviço oferecido aos clientes graças a uma equipe fixa com que trabalha. A empresária pretende atuar na Copa do Mundo de 2014 e acredita que um dos principais benefícios dos eventos esportivos mundiais para a cidade será a estrutura que eles vão deixar. “Sentimos uma carência muito grande de espaços adequados em Brasília. Agora, vamos ter um estádio à altura do que precisamos e o ginásio passará por obras”, comemora.

Jorge Nunes, 26 anos, estuda no curso de técnico em eventos do Instituto Federal Brasília (IFB), com duração de três semestres. Até o momento, o principal benefício da formação, na opinião dele, foi a organização e o planejamento que passou a ter. “Meu objetivo com o curso é me profissionalizar, porque, até então, eu só tinha a prática. Com a teoria a que estou tendo acesso lá, consegui evoluir e, agora, o trabalho que desenvolvo é bem mais planejado”, relata. Jorge organiza eventos de maneira independente e está de olho nas chances que vão surgir com os grandes eventos esportivos que o país sediará. “É uma oportunidade única que nós teremos”, destaca.

Controle de qualidade
Para garantir a qualidade dos eventos durante a Copa do Mundo e a Copa das Confederações, na terça-feira, o Sebrae e a Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc) lançarão o Programa de Qualidade Abeoc Brasil. Para participar do projeto, as empresas devem ser associadas à Abeoc e se inscreverem na própria instituição. O programa será promovido em 12 estados — Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
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